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A Esposa de Contrato

A Esposa de Contrato

อัปเดตล่าสุด: 2026-09-02 02:44:00
By: W1ther
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เรื่องย่อ

Íris Montenegro manteve um casamento por contrato de cinco anos com Bruno Barbosa, o frio e implacável presidente do Grupo Barbosa. Prestes a expirar o prazo e farta dos escândalos envolvendo a modelo Nádia Torres, ela exige o divórcio. No entanto, Bruno já se encontra perdidamente apaixonado e recusa-se a deixá-la partir. Entre tramas corporativas, resgates em áreas de desastre em Dongcheng e revelações de traumas do passado — desde a culpa de Íris pela morte de Afonso Portocarrero até o transtorno bipolar e as cicatrizes de infância de Bruno —, o casal finalmente desfaz os mal-entendidos e consuma uma união verdadeira e legítima.


Paralelamente, Gonçalo Vargas, o líder do Grupo Vargas, entra em uma disputa de alto nível pelo projeto Cidade da Saúde com a nova CEO do Grupo Matos, Anita Matos. Por trás da frieza calculada de Anita oculta-se Leonor Lacerda, a órfã sobrevivente de um crime do passado que busca vingança contra Xisto Vargas e a cúpula do Grupo Matos. Rendido pelo fascínio da mulher que jurou destruir seus inimigos, Gonçalo cruzará fronteiras e enfrentará a própria dor para resgatá-la de seu exílio no País K, provando que nem o rancor do passado é capaz de resistir ao verdadeiro amor.


บท1

Laboratório de botânica.

Equipamentos químicos e ferramentas usuais de jardinagem estavam espalhados por todo o espaço.

Íris Montenegro colhia amostras de solo quando parou ao ouvir a conversa de dois pesquisadores atrás de si.

— Ei, já viu os tópicos mais comentados? O nosso Presidente Barbosa reatou com a antiga paixão.

— Caramba, com aquela supermodelo colecionadora de galãs, a Nádia Torres de novo?!

— E quem mais seria? Fora ela, quem mais estaria à altura do charme do Presidente Barbosa?

Ela desligou-se das palavras seguintes.

Íris tirou a máscara de proteção, revelando marcas leves no rosto pálido e refinado.

Abriu a lista de tendências no celular.

Tocou na imagem anexada à manchete: "Herdeiro do Grupo Barbosa reacende antigo amor e fecha restaurante exclusivo para arrancar sorriso de supermodelo".

Um luxuoso restaurante no terraço de uma cobertura.

O homem com quem ela estava casada há cinco anos segurava a mulher que sempre fora a paixão da sua vida.

Mesmo na foto de baixa resolução, era impossível ignorar a beleza e a elegância dos dois, um par perfeito.

Nádia Torres tinha voltado?

Enquanto observava a imagem, absorta, uma nova notificação vibrou na tela.

Sogra: "Você não disse que o Bruno ia fazer serão ontem à noite? O que é isso nos tópicos em alta?!"

Íris: "..."

Sem responder de imediato, ela alternou para a conversa com o contato salvo como Marido.

Íris: "Vocês voltaram? A mãe viu as notícias e é bem provável que nos chame para ir lá hoje à noite. Vamos combinar o que dizer para explicar a situação."

Esperou meio minuto.

Marido: "Não precisa explicar nada."

Íris encarou aquelas palavras por um longo momento, bloqueou o ecrã do telemóvel e voltou a recolher a terra.

Perto da hora de sair, enquanto lavava as mãos e guardava as ferramentas de trabalho, a água mal começara a correr quando o telemóvel vibrou.

Marido: "Estou no piso -1 do estacionamento do vosso edifício. Desça."

No parque de estacionamento subterrâneo daquele edifício antigo e degradado, a presença de um imponente Rolls-Royce totalmente negro destoava por completo do ambiente.

Íris apertou o telemóvel na mão e caminhou a passos rápidos até ao banco traseiro.

Ao abrir a porta, a linha do teto cortou parte do seu campo de visão, mas não a impediu de distinguir o perfil de traços marcantes.

Mais abaixo, um fato de corte impecável em cinzento-escuro.

O teto estrelado e a iluminação azul nas portas completavam o interior luxuoso do veículo, emanando uma nobreza inata.

Ela baixou os olhos e entrou:

— Como veio parar aqui?

Bruno Barbosa virou os olhos escuros e indiferentes na direção dela, com uma voz grave e magnética:

— Vamos jantar a casa da família esta noite.

O olhar límpido de Íris vacilou por um instante:

— Ontem a mãe perguntou-me onde estavas e eu disse que estavas a trabalhar até tarde. É provável que ela já tivesse ouvido alguma coisa ontem.

— Hm — respondeu ele, num tom neutro. Depois acrescentou: — Eu próprio explico. Fique em silêncio durante o jantar.

— Está bem.

Íris lançou um olhar furtivo a Bruno, que já tinha fechado os olhos para descansar. A pergunta feita pela manhã e deixada sem resposta — "Vocês voltaram?" — voltou a ficar guardada para si.

Tinham passado cinco anos. Nesse tempo, ela deixara de ser estagiária no laboratório para se tornar investigadora oficial.

Ao longo desses mesmos cinco anos, Bruno e Nádia mantinham aquele jogo de avanços e recuos, às claras e às escondidas.

E ela não passava de mais uma peça nesse tabuleiro.

Uma peça cuja função incluía, claro, servir de cobertura.

Afinal de contas, ela e Bruno não passavam de um casal de conveniência que se usava mutuamente.

Faltava apenas um mês para o acordo terminar.

Na mansão da família.

A fúria de Célia Cunha ultrapassou tudo o que Íris tinha imaginado.

Afinal, mal cruzaram a porta de entrada, uma chávena de chá veio a voar na direção deles.

Íris soltou uma exclamação assustada, mas Bruno puxou-a com rapidez para trás de si.

A chávena desfez-se em estilhaços no chão, salpicando o chão de porcelana.

Bruno cerrou os lábios e disse em tom firme à empregada ao lado:

— A senhora não se está a sentir bem. Ajude-a a subir para descansar.

Apanhada de surpresa por aquele mal-estar, Íris olhou para ele, incrédula.

Ouviu-o murmurar baixo:

— Suba. Fique escondida lá em cima.

— Mas e tu... — Se a sogra já estava a atirar louça, era porque a fúria não era pouca.

O olhar dele manteve-se impassível:

— Não morro por causa disto.

Íris entrou no antigo quarto de Bruno.

Mesmo com a distância entre os pisos, conseguia ouvir com clareza as repreensões de Célia Cunha.

— Como é que ainda queres uma rameira daquelas?! Não tens nojo?!

Quanto à resposta de Bruno, ela já não conseguia distinguir.

Mas era fácil imaginar a cena: ele com a mesma expressão impassível de sempre, a justificar-se com toda a calma do mundo.

O homem tinha uma estabilidade emocional inabalável. Pelo menos nos cinco anos em que conviviam, o humor de Bruno fora sempre uma linha reta e contínua, sem grandes entusiasmos nem momentos de abatimento.

Dava a sensação de que nada nem ninguém conseguia abalá-lo.

Com exceção de Nádia Torres.

Passou algum tempo, tanto que as pernas de Íris já começavam a ficar dormentes de estar sentada, até que a empregada bateu à porta:

— Menina Íris, o patrãozinho mandou perguntar se já se sente melhor. Se estiver melhor, pode descer para comer alguma coisa.

— Já estou melhor, vou já descer.

O ambiente à mesa de jantar lembrava a calmaria após uma tempestade.

Íris media cada palavra e cada gesto, com receio de dar um passo em falso, e cumprimentou com respeito:

— Mãe.

Célia Cunha assentiu com uma expressão rígida:

— Já estás melhor? Queres que chame o Dr. Evangelista?

Íris apressou-se a inventar uma desculpa:

— Não é preciso, foi só... umas dores menstruais.

Célia ordenou à criadagem:

— Aqueçam a sopa outra vez. A menina precisa de tomar coisas quentes.

Íris agradeceu num fio de voz:

— Obrigada, mãe.

Sentou-se ao lado de Bruno e deitou-lhe um olhar de esguelha.

Ele mantinha uma expressão gélida, como se nada tivesse acontecido antes. Nem dava para imaginar como tinha conseguido contornar a fúria da mãe.

Célia Cunha ainda usava as sobrancelhas finas que tinham estado na moda na sua juventude. Muito bem cuidada, mesmo que a juventude já tivesse ficado para trás, era evidente que fora uma mulher deslumbrante.

Naquele momento, franzia as sobrancelhas finas:

— Ainda continuas com a investigação de plantas no laboratório?

— Sim.

— Não te disse vezes sem conta para deixares esse emprego e ficares em casa a cuidar do lar como deve ser? Olha para ti, já passaram cinco anos e essa barriga continua sem dar sinal de nada.

Íris pensou para consigo: por que não pergunta ao seu filho?

Por fora, manteve a postura obediente e dócil, ignorando deliberadamente o pedido para se despedir.

— Isso também depende do destino. Acredito que, quando chegar a hora certa, a criança virá.

Só que não.

A expressão sombria de Célia Cunha não suavizou.

— Nada disso. Amanhã não vais trabalhar, vou levar-te ao médico.

Íris sentiu uma pontada de dor de cabeça, abriu a boca para tentar dissuadi-la da ideia.

— O alvo está errado. É a mim que a mãe devia levar — intrometeu-se Bruno, com ar indiferente.

— O problema é teu?! — exclamou Célia, espantada.

Íris também ficou estupefacta, olhando para Bruno sem acreditar no que ouvia.

Ele emanava aquela frieza habitual de quem não tinha qualquer paciência para dar explicações:

— Sim.

Célia Cunha entrou em pânico, querendo arrastá-lo de imediato para o hospital:

— Amanhã vais comigo ao médico sem falta!

Bruno continuou calmo e imperturbável:

— Um problema congénito como este não se resolve à pressa. Trato disso quando tiver tempo livre.

Enquanto falava, o ecrã do telemóvel dele acendeu-se.

Sentada ao lado dele, Íris conseguiu ler claramente o nome no ecrã: Nádia.

Ele baixou o olhar e também reparou.

A atitude antes desinteressada transformou-se num instante numa atenção concentrada.

Ao notar essa mudança subtil, Íris piscou os olhos, admirando mais uma vez o peso que Nádia Torres tinha no coração de Bruno.

Como ela tinha sorte.

Vivia livre e desimpedida, e ainda tinha Bruno a pensar nela com tanta devoção.

Entre idas e voltas, ele continuava sempre no mesmo lugar, à espera que ela regressasse.

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