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Traída pelo Meu Parceiro Predestinado na Academia de Elite

Traída pelo Meu Parceiro Predestinado na Academia de Elite

Última atualização: 2026-09-11 10:51:19
Idioma:  Português4+
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Sinopse

No continente sobrenatural de Fenra, regido pelas Facções Unidas e dilacerado por intrigas de poder, Arden Prado é rejeitada e traída pelo seu parceiro predestinado às portas da prestigiada Academia da Ordem de Elite. Ao ingressar na instituição, Arden descobre uma hierarquia predatória gerida por um impiedoso sistema de pontos sob a tirania do diretor Allen Vargas. Tentando manter a discrição para proteger a sua valiosa marca de pureza, Arden cruza o caminho de Cade Magalhães, o temido Alfa do Norte. Juntos na luta para desmantelar uma rede clandestina de exploração, Arden e Cade descobrem que são verdadeiros parceiros de segunda oportunidade, desafiando preconceitos de linhagem e mudando para sempre o destino do continente.


Esta saga arrebatadora acompanha as lutas entrelaçadas de poder, lealdade e paixão entre as quatro regiões de Fenra: a ascensão de Cade Magalhães a Pretor e a sua união com Arden Prado;


Capítulo1

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Capítulo 1 A Carta

ARDEN

— Não pode ser... — murmurei, encarando a carta em minha mão trêmula. Tinha acabado de chegar pelo correio, e eu passei a semana inteira esperando por ela.

O selo dourado no verso do envelope chamou minha atenção — um símbolo que confirmava sua autenticidade. Era uma carta da Academia da Ordem de Elite, ou simplesmente "Elite".

Ao completar vinte anos, um lobisomem pode se candidatar à Elite — um nome que fala por si só. Reservada aos jovens lobos mais habilidosos de todo o país, ela representa o ápice da excelência.

Durante dois anos transformadores, eles são moldados para se tornarem os líderes de suas alcateias, preparados com habilidades que garantem um futuro promissor. Desde a infância, eu sonhava em ser uma deles. Na verdade, parecia que todo jovem lobisomem desejava ser aceito. Mas, para mim, o peso era muito maior.

Meus pais tinham se formado lá. Meus dois irmãos mais velhos também — um deles estava no último ano. Como a mais nova da família e a dita "ovelha negra", eu enfrentava ceticismo a cada passo. Não foi surpresa minha mãe insistir para que eu me candidatasse à academia local, acreditando que aquele era o meu único limite.

Eu ainda conseguia ouvir com clareza a conversa que tivemos no jantar do mês passado.

— Quero me candidatar à Elite — anunciei, reunindo coragem para falar.

O barulho dos talheres cessou por um instante, mas ninguém sequer se deu ao trabalho de me olhar.

— Boa sorte com isso, eu acho — comentou minha mãe, Lorelei, examinando as unhas com desdém.

Lucian, meu irmão mais velho, franziu os lábios.

— Você realmente acha que consegue?

— Sim — respondi, com a voz firme apesar do coração disparado.

Kieran, meu irmão apenas um ano mais velho, soltou uma risada zombeteira. Lancei-lhe um olhar irritado, mas não surtiu efeito algum.

— Ah, desculpa — disse ele, sem o menor traço de arrependimento no tom. — É que é engraçado. Todos nós entramos na Elite, mas isso não significa que você também deva ir. O nome é "Elite" por um motivo.

Meu pai, Dominic, assentiu em silêncio, sem tirar os olhos do celular.

— Inscreva-se na academia local. Tenho certeza de que vão aceitar você só pelo sobrenome.

Balancei a cabeça, afastando a lembrança daquela conversa amarga. Então, com as mãos trêmulas, abri a carta recém-chegada — meu futuro contido naquelas dobras.

Todos os outros tinham recebido suas cartas de aceitação ou rejeição na semana anterior.

Menos eu.

Minha mãe chegou a afirmar que meu desempenho na prova escrita fora tão medíocre que eles nem se deram ao trabalho de enviar uma resposta. Mas ali estava ela.

Fechei os olhos por um segundo, o medo apertando meu peito. Quando finalmente abri um dos olhos, meu coração disparou ao avistar a palavra: "aceita". Quase dei um salto de alegria.

Em vez disso, sufoquei a empolgação, cobrindo a boca para conter o sorriso. No amplo jardim da propriedade, eu estava sozinha, mas minha família continuava dentro de casa. Por mais que eu quisesse compartilhar a novidade e provar que estavam errados, precisava contar a outra pessoa primeiro — a única que sempre me apoiara, mesmo quando minha família me virava as costas.

Jaxon Braga, meu parceiro e futuro Alfa do Oeste.

Sabíamos que éramos parceiros predestinados desde os dezoito anos, e ele fora meu maior aliado desde então. Apesar da desaprovação dos pais dele em relação a nós, Jaxon sempre me fez sentir valorizada e acolhida.

Ele nunca me pediu muito, exceto uma única coisa.

Minha pureza.

Desde o momento em que nos conhecemos, ele esperara pacientemente que eu estivesse pronta. E agora, com a notícia da aprovação, senti que era hora de lhe dar o que ele tanto desejava.

Subindo a imponente escadaria da mansão dele, meu coração batia descompassado, a carta firmemente apertada na mão.

— Ele vai ficar radiante — sussurrei para mim mesma, abrindo um sorriso involuntário.

Quando cheguei à porta do quarto, um aperto estranho tomou meu estômago. Afastei a sensação, pousei a mão na maçaneta e a girei.

O sorriso sumiu no mesmo instante. Ali estava Jaxon, nu, e debaixo dele ninguém menos que minha melhor amiga da última década, Sienna Gouveia.

— Ah, Jaxon... bem aí!

Congelei, com os pés pregados ao chão. Minha garganta secou e meu corpo perdeu a sensibilidade. Tinha certeza de que todo o sangue havia sumido do meu rosto.

— Me fode melhor do que fode a Arden! — gritou ela, e fechei os punhos sem perceber, amassando a carta de aceitação entre os dedos.

— Aquela puritana nem me deixa tocar nela — rosnou Jaxon, devorando o pescoço dela. — Acha que o corpo dela é um troféu só por ser Casta.

— Passei dois anos inteiros sendo bonzinho só por causa disso.

Senti meu coração se despedaçar. A única pessoa em quem confiei e que amei nunca me amou de verdade. Meneei a cabeça, as lágrimas ameaçando cair. Contudo, mordi o lábio, recusando-me a demonstrar fraqueza.

— E você nunca vai encostar um dedo em mim — cuspi.

Foi só então que notaram minha presença. Seus olhos se arregalaram, e Jaxon se retirou de dentro de Sienna, deixando seus corpos expostos de forma grotesca, o que me fez franzir o cenho de nojo.

— Arden... — murmurou Jaxon. No entanto, não havia um pingo de remorso em seu rosto.

Sienna, por outro lado, virou o rosto para disfarçar um sorriso.

— Então você nunca me amou?

Jaxon apertou os lábios. Em seguida, soltou um suspiro:

— Como você espera que eu te ame se não consegue satisfazer minhas necessidades? Além disso, logo vou para a Elite. Nós nem vamos nos ver mais.

Assenti devagar, sentindo meus joelhos fraquejarem.

— Então você nem sequer vai pedir desculpas... — murmurei.

— Está bem — declarei, erguendo o queixo.

— Eu rejei...

— Eu rejeito você, Arden Prado, como minha parceira — disparou Jaxon, adiantando-se.

Uma dor dilacerante atravessou meu corpo, como se estivessem arrancando meu coração do peito à força.

Puxei o ar com força, tentando conter a agonia. Então, vi a expressão dele: um sorriso de escárnio brotando em seus lábios.

— Desculpe, Arden — disse ele, dando um passo em minha direção, ainda com o mesmo olhar cínico. — Nós nunca daríamos certo mesmo.

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