Eu Controlo o Trovão e Só Fico Mais Forte a Cada Batalha
Sinopse
Lucas Esteves era apenas um humilde estudante universitário até acordar de um sonho enigmático descobrindo que suas mãos podiam conduzir e liberar correntes elétricas devastadoras. Guiado por seu amigo Rafael Estrela e pelos veteranos Aléxia Da Silva Mendonça e Thiago Tavares da Costa, ele ingressa como Membro Inspetor no Conselho Estudantil de Superpoderes da Academia de Superpoderes da Cidade de Xihong. Ao lado de Sofia Tavares da Costa, uma jovem meiga com o dom do Teletransporte Instantâneo por quem se apaixona, Lucas se vê na linha de frente contra ameaças sobrenaturais e vilões implacáveis, desmantelando os ataques de Naraku Monteiro de Vasconcelos e a canção hipnótica de Yara Gouveia com o apoio da Regressão Temporal de Gabriel Quintanilha.
Contudo, o perigo atinge proporções catastróficas quando a obscura Sociedade de Pesquisa Científica utiliza o código genético de Lucas para fabricar em massa armas biológicas conhecidas como Emissários Divinos. Ao mesmo tempo, um ancestral Dragão Esquelético liberto de seu selo milenar tenta se apossar de seu corpo. Para triunfar contra tais adversidades, Lucas mergulha no aprendizado da milenar Técnica do Punho Xuanming, fundindo o Qi de Xuanming à essência do trovão. Com o auxílio de Shirley Lacerda e de todo o conselho, ele desafia exércitos clonados e entidades abissais em uma batalha dimensional para selar o vazio e salvaguardar a paz urbana.
Capítulo1
Eu... consigo controlar a eletricidade...?!
Lucas Esteves olhou para onde suas mãos tocavam: pequenos filamentos de corrente elétrica, quase invisíveis, surgiam ali. Ao mover a mão levemente para a frente, aquela centelha discreta disparou em direção à televisão.
Ouviu-se um estrondo súbito e alto, e o aparelho apagou de vez, como se tivesse quebrado.
O que está acontecendo...?!
Por que eu consigo controlar eletricidade?
Lucas foi até o banheiro e encarou o próprio reflexo no espelho. O cabelo um pouco desgrenhado caía sobre o rosto; os olhos ainda guardavam resquícios de sono. Os lábios estavam levemente ressecados, como se ele passasse muito tempo sem beber água. O nariz não era muito empinado, mas se harmonizava bem com os traços corretos do rosto, conferindo-lhe um ar atraente. O único detalhe destoante era uma cicatriz evidente na face.
— Eu... — murmurou ele, atônito diante do espelho.
Ao notar os lábios rachados, apressou-se em sair do banheiro. Encheu um grande copo de água e tomou um gole generoso de uma vez. No entanto, naquele exato instante, uma dormência súbita percorreu sua mão. O copo escorregou e se despedaçou no chão. A água restante espalhou-se por toda parte, e alguns respingos atingiram sua roupa.
Na poça formada no piso, pequenas faíscas elétricas cintilavam discretamente, e a mão com que ele segurara o copo também emitia uma leve corrente.
Droga... Não pode ser...?!
Lucas olhou ao redor com urgência e percebeu que todos os eletrodomésticos que costumavam ficar ligados estavam sem funcionar. Ele morava em uma quitinete alugada, de tamanho modesto e instalações antigas. Foi depressa até o interruptor da lâmpada e apertou-o duas vezes. A luz central da sala piscou, mas não acendeu como de costume.
— Caramba, não brinca! — balbuciou ele para si mesmo.
A princípio, pensara em uma queda de energia comum, mas agora parecia evidente que o apagão fora causado pelo fato de, por alguma razão inexplicável, ele ter começado a controlar eletricidade.
Lucas se lembrou vagamente de um sonho bizarro que tivera na noite anterior. Sonhara que estava em um mundo estranho, cercado por alguns amigos. Do outro lado, havia uma figura idêntica a ele.
Sim, não havia engano: no sonho fora exatamente assim.
Aquele outro "Lucas Esteves" ergueu uma das mãos e disparou um raio certeiro contra um dos amigos ao lado dele, que desabou no mesmo instante. Lucas tentou gritar, mas a voz não saiu. Em seguida, a cópia apontou para outro amigo; mais um relâmpago atingiu o alvo, e o rapaz caiu ao chão da mesma forma.
— Você...
As pupilas de Lucas se contraíram. Aquele duplo que manipulava relâmpagos parecia perverso e cruel, mas Lucas não conseguia se mover nem emitir som algum. Restava-lhe apenas assistir àquilo tudo, paralisado.
O outro "Lucas Esteves" parecia uma divindade naquele instante. Atrás dele, emanava uma luz dourada intensa, tão forte que Lucas mal conseguia manter os olhos abertos e precisou cobri-los com as mãos. Em seguida, a figura ergueu-se lentamente do solo e flutuou no ar. Ao levantar os dois braços, inúmeros relâmpagos prateados serpentearam pelo céu como dragões velozes.
— Isso... é um deus?! — murmurou Lucas, estarrecido diante daquela visão.
— Quem é você?
Só então Lucas percebeu que recuperara a voz, enquanto todos os seus companheiros jaziam caídos por causa daquele homem.
Como a figura não respondeu de imediato, Lucas insistiu:
— Quem é você?
— Quem sou eu? — O olhar do outro permaneceu vago, e sua voz soou fria e mecânica. — Eu sou você!
O quê...?!
Lucas ficou perplexo ao ouvir aquilo e rebateu:
— Como assim?
— Eu sou você, Lucas Esteves...
Flutuando no ar, banhado pela luz dourada ofuscante e com os braços erguidos em meio aos relâmpagos prateados que rasgavam o céu, o duplo desapareceu sem deixar vestígios logo após proferir aquelas palavras. Foi nesse momento que o verdadeiro Lucas despertou assustado do sonho.
O alarme do despertador começou a tocar.
— Que sonho maluco foi esse... — resmungou ele, esfregando a cabeça ainda entorpecida pelo sono.
Lucas levantou-se depressa e estendeu o braço para pegar o celular, cujo alarme o despertara. No entanto, no instante em que tocou no aparelho, uma pontada aguda atravessou sua mão direita. Ele recolheu o braço por reflexo, e a tela do telefone apagou de imediato.
Um cheiro de queimado subiu pelo ar. Lucas franziu o nariz e farejou de leve. Aquele odor vinha da sua própria mão?
Ele estendeu a mão direita novamente, tentando pressionar o botão de ligar, mas o celular não deu sinal de vida por um bom tempo, deixando-o intrigado.
O que houve...? Por que o celular ficou assim do nada?!
Nesse momento, uma sensação de formigamento percorreu sua mão direita enquanto segurava o aparelho apagado. A dormência espalhou-se com rapidez por todo o seu corpo. Percebendo que algo estava errado, Lucas arremessou o celular para longe. No mesmo instante em que soltou o aparelho, ele explodiu com um estalo alto. Estilhaços voaram em todas as direções, e alguns atingiram de raspão o rosto e a canela de Lucas.
— Ai, droga... — praguejou ele, recuando pela dor.
Lucas olhou para o chão onde o celular caíra. O aparelho estava completamente destruído, com fragmentos espalhados por todo o quarto. Ele se aproximou com cautela para inspecionar os restos e, em seguida, ergueu a mão direita, examinando-a com uma expressão perplexa.
— Como isso aconteceu...? — murmurou ele, estalando os lábios, atônito.
Provavelmente o celular, após tantos anos de uso, sofrera uma pane e resolvera pifar de vez.
Lucas lembrou-se de que comprara aquele aparelho três anos atrás, em uma feira de usados. Na época, escolhera aquele modelo por ser barato e parecer vantajoso, mas ficava evidente que o barato saía caro.
Não podia mais ser sovina daquele jeito. Teria que economizar nas despesas e juntar dinheiro para comprar um aparelho decente, senão acabaria morrendo nas mãos de uma porcaria de segunda mão...
Lucas contornou com cuidado os destroços do telefone no chão. Não queria mexer naquilo agora, com medo de que ocorresse uma nova explosão.
Sem iluminação, o quarto permanecia na penumbra. Lucas acionou o interruptor algumas vezes, mas a lâmpada não deu sinal de vida.
O que estava acontecendo...?!
Será que a luz tinha acabado mesmo?
Deixando a lâmpada de lado, Lucas desviou novamente dos cacos no chão e foi até a janela. Ao abrir as cortinas, uma luz solar brilhante invadiu o aposento. Ele levou a mão aos olhos para se proteger da claridade, e o cômodo se iluminou por completo em um instante.
Últimos capítulos
Três dias depois, o céu da Cidade de Jiangcheng continuava límpido e azul. Deitado na cama da mansã
Naquele instante, a eletricidade contida no corpo de Lucas explodiu por completo. A imensidão prate
Onde a Lua de Sangue se fendeu, um homem de longas vestes brancas surgiu caminhando a passos lentos.
Ao atravessar o Portal do Trovão, o cenário ao redor transformou-se por completo num piscar de olhos







