Falso Namoro com o Irmão Jogador de Hóquei do Meu Ex
Sinopse
Katy Evans achava que seu maior problema era superar a traição humilhante de seu ex-namorado, Bryan. Mas quando ela cruza o caminho do irmão dele — o irresistível e arrogante astro do hóquei Braydon Cooper — o jogo muda completamente. Para salvar suas notas e sua dignidade, Katy propõe um acordo perigoso: um namoro falso que colocará Braydon sob os holofotes do campus e Bryan em seu devido lugar.
Enquanto as aulas de marketing se transformam em sessões de sedução e os beijos de 'treinamento' perdem a inocência, Katy descobre que Braydon carrega segredos mais profundos que sua fama de bad boy. Em um mundo de rivalidades familiares, heranças bilionárias e tensões no gelo, eles precisarão decidir se o que começou como uma vingança calculada pode sobreviver à intensidade de um amor real.
Capítulo1
P.O.V. KATY
— Ei, estou a caminho. Pode separar os livros que deixei aí?
Apertei enviar e enfiei o celular no bolso da jaqueta assim que a casa de Bryan surgiu no meu campo de visão. Meus passos aceleraram automaticamente. Eu tinha aula de Estatística em trinta minutos, e a Sra. Tompson preferia engolir uma jaqueta jeans a me deixar entrar na sala sem o livro-texto. o mesmo livro que eu tive a proeza de esquecer no quarto do meu namorado.
Enquanto apertava o passo, chequei o celular novamente, esperando uma resposta, mas não havia nada. Nem mesmo o balãozinho indicando que ele estava digitando. Por um momento, me perguntei se ele já teria saído, mas era improvável. Eram apenas 9:30 da manhã, e Bryan nunca saía cedo do quarto. Uma das vantagens de ser jogador de beisebol era que ele não precisava tratar a vida acadêmica como uma questão de vida ou morte, como eu fazia.
Cheguei à residência dele e subi os degraus de dois em dois, sentindo a bolsa balançar contra o meu quadril. Quanto mais eu subia, mais curta minha respiração ficava, embora isso tivesse menos a ver com a escada e mais com a frustração crescente por ele ainda não ter respondido. Quando alcancei o terceiro andar, onde ficava o quarto dele, já estava imaginando a cena: eu entrando e soltando algum comentário sarcástico sobre como era difícil responder a uma simples mensagem.
Minha mão alcançou a maçaneta quando ouvi a voz dele lá dentro.
— Rápido, minha namorada logo vai chegar.
Paralisei.
— Você precisa ir embora.
Com quem ele estava falando? A pergunta mal tomou forma antes da porta se escancarar e uma garota sair apressada, quase colidindo comigo. Minha respiração travou. Ela arquejou, com os olhos arregalados em uma mistura de pânico e vergonha. Na fração de segundo antes dela fugir, notei o cabelo ruivo bagunçado, a camisa amassada e o jeans desabotoado. Um cheiro masculino enjoativo, que eu reconhecia muito bem, emanava dela.
Meu olhar disparou para Bryan, que estava parado no meio do quarto, apenas de cueca samba-canção, com o peito nu e o cabelo desgrenhado. Um calafrio gelado e cortante desceu pela minha espinha, roubando o ar dos meus pulmões. Meus joelhos fraquejaram e o nó no meu estômago se transformou em um bloco sólido de gelo.
Sem dizer uma palavra, a garota passou por mim e desapareceu pelo corredor. Meus dedos começaram a tremer e meu coração martelava com tanta força que parecia que ia explodir entre as costelas. Recuei, sentindo um gosto amargo subir pela garganta.
— Bebê, espera — a voz de Bryan me seguiu enquanto ele saía para o corredor.
Girei nos calcanhares e corri, determinada a colocar o máximo de distância possível entre nós, sentindo o peito arder de raiva. Ele me alcançou, prendendo meu pulso com as mãos antes que eu pudesse escapar, me girando de volta para ele e bloqueando meu caminho.
— Bebê, vamos conversar.
— Me solta — reclamei, a voz tremendo. — Não toque em mim!
Empurrei o peito dele, mas ele não se moveu. Ele me puxou em direção ao quarto, apertando o aperto.
— É melhor entrarmos. Todo mundo pode nos ouvir aqui fora.
Lá dentro, eu o empurrei para longe, com o peito subindo e descendo em arfadas rápidas. Eu queria exigir respostas, mas já sabia a verdade, as evidências estavam por toda parte: nos lençois revirados, no rastro do perfume dela e naquele olhar desesperado e culpado nos olhos dele.
Ele andou de um lado para o outro, passando a mão pelo cabelo antes de parar e segurar meu ombro.
— Eu pisei na bola, tá legal? — Ele esfregou o rosto. — Foi um erro.
Meus olhos arderam.
— Um erro?
— É, bebê — disse ele, desviando o olhar. — Uns caras vieram aqui ontem à noite. Bebemos demais. Eu fiquei tão chapado que... eu achei que ela fosse você. Nem me lembro de metade da noite.
Pisquei, incapaz de processar aquelas palavras. Minha mente tropeçava nelas, cada sílaba fazendo menos sentido que a anterior. Ele realmente tinha dito aquilo? Ele esperava mesmo que eu acreditasse em uma mentira tão patética?
O encarei, com a boca entreaberta, esperando que ele retirasse o que disse, mas ele não o fez. Apenas sustentou meu olhar, examinando meu rosto como se estivesse tentando ver se eu era idiota o suficiente para aceitar aquele monte de mentiras.
— Você... você achou que ela era eu? — engasguei de raiva. — Você está falando sério?
— Sim, bebê, estou falando sério. Eu não tive a intenção. Foi um erro — insistiu ele. — E, honestamente, ela deu em cima de mim primeiro. Como eu deveria resistir estando bêbado? Qual é, você sabe que eu te amo.
Uma risada amarga escapou dos meus lábios.
— Traição é uma coisa, Bryan — disparei, dando um passo em direção a ele —, mas achar que sou burra o bastante para acreditar nas suas mentiras? Isso é outro nível.
— Katy, você está exagerando — declarou ele, a voz tornando-se mais fria. — Jasper e Hannah tiveram os mesmos problemas e resolveram as coisas. Por que você não pode ser mais como ela?
Senti o sangue ferver.
— Exagerando? — gritei. — Quatorze meses, Bryan! Quatorze meses de promessas, e você quebrou cada uma delas! E ainda tem a audácia de me dizer que estou exagerando?!
Ele soltou um escarro de riso, finalmente deixando a máscara cair.
— Promessas? Você quer mesmo tocar nesse assunto?
Recuei.
— O que você quer dizer com isso?
Ele cruzou os braços e deu um passo na minha direção.
— Quer falar de promessas? Ótimo. Vamos falar. — Ele apontou o dedo no meu rosto, com os olhos escurecidos. — Você prometeu que sua agenda nunca nos afetaria. Como isso está funcionando? Todo santo dia você está ocupada. Debate, revistas, algum clube idiota! Você coloca tudo antes de mim.
— Isso não é... — comecei, mas ele me cortou.
— Eu sou atleta e ainda arranjo tempo para você! — gritou ele, e eu me encolhi. — Quer saber? A culpa é sua! — Ele empurrou meu ombro de novo. — Isso aconteceu por sua causa, não por minha. Você é a culpada!
Dei um passo para trás, o ódio rastejando pela minha espinha, jamais imaginei, nem em um milhão de anos, que a pessoa que eu amei e confiei por um ano inteiro pudesse ser assim: distorcendo a verdade, me culpando, agindo como se eu fosse a errada.
— Você é um covarde, Bryan — sussurrei, erguendo a cabeça para encarar seus olhos. — É isso que você é. Me culpar, distorcer tudo e dizer que a culpa é minha? Para mim, chega.
Corri até a escrivaninha dele, derrubando papéis e livros no chão enquanto caçava meu livro de Estatística. Eu precisava sair dali antes que a raiva tomasse conta de vez, antes que eu fizesse algo de que me arrependeria.
— Você age como se existisse alguém melhor lá fora. Não existe, e nunca vai existir — desdenhou ele às minhas costas. — Ninguém mais vai fazer você se sentir viva como eu faço.
Parei, olhando para ele. Ele se aproximou, aumentando o tom de voz enquanto repetia sua afirmação.
— Você não era ninguém antes de mim, Katy. Eu te tornei popular. Você entra em um lugar e as pessoas sabem seu nome por minha causa. Bryan Cooper.
Algo dentro de mim quebrou. Diminuí a distância entre nós, respirando contra o rosto dele.
— Você nunca mais vai falar comigo — sibilei. — E guarde minhas palavras: você será substituído por alguém mais gato, mais inteligente e melhor do que você jamais poderia ser.
Arranquei o colar de casal que ele havia me dado e o atirei aos seus pés. Sem dizer mais nada, saí tempestuosamente, carregando meu livro, com as lágrimas queimando meus olhos.
Consegui não chorar na frente dele, mas, enquanto descia as escadas, a represa finalmente rompeu. Desabei contra a parede externa do prédio, apertando o peito enquanto os soluços escapavam. Parecia que alguém tinha arrancado meu coração e o triturado em um milhão de pedaços. Nossas memórias e momentos enchiam minha mente, me esfaqueando repetidamente.
Meu celular vibrou no bolso. Tateei para atender com as mãos trêmulas.
— Katy?
A voz do meu irmão ecoou do outro lado.
— Sim? — Funguei, limpando as lágrimas.
— Não esqueça que você prometeu dar monitoria para o Braydon depois da aula hoje — disse ele, parecendo irritado. — Ele já está me enchendo o saco.
Mordi o lábio, querendo dizer que não podia agora, não naquele estado, mas eu tinha prometido ajudar o amigo dele. Respirei fundo, engolindo o nó na garganta, e me levantei lentamente.
— Tudo bem — consegui dizer.
Últimos capítulos
ALGUNS DIAS DEPOIS
PERSPECTIVA DE BRAYDON
— Juro que, se eu esq
POV DE KATY Reivindicação Braydon me puxa para um abraço enquanto o salão inteiro explode em aplau
O salão explode em vivas antes de se acalmar lentamente. Esta é a parte favorita de todos na noite,
POV DE KATY — Pêssego, já posso ver? — a voz de Braydon flutua do outro lado da porta. Passo as mã







