Língua de Chicote:O Despertar da Agente de Elite
説明
Após a morte trágica de Telma Torres, a agente de talentos mais impiedosa do país, sua alma desperta no corpo de Rafaela Ramalhete, a vilanesca segunda filha de uma dinastia empresarial. Odiada pelo marido frio, Ricardo Ribeiro, e desprezada por sua própria família em favor de sua irmã 'perfeita', Rafaela decide que não será mais o capacho de ninguém.
Armada com um intelecto afiado e um faro profissional imbatível, ela exige um divórcio bilionário e mergulha de volta no caótico mundo do entretenimento de Fidélia. Entre manipular a opinião pública e transformar novatos em superestrelas, Rafaela provará que, no jogo da fama, a inteligência é a arma mais letal. Que comecem os jogos, pois a rainha dos bastidores está de volta.
エピソード1
Quando Telma Torres abriu os olhos novamente, viu-se deitada em um quarto de hospital que cheirava fortemente a desinfetante.
A cabeça latejava, as mãos doíam e, na verdade, não havia uma única parte do seu corpo que não estivesse sob o efeito de uma dor lancinante.
Justo quando ela se preparava para soltar um gemido de autocomiseração para aliviar o sofrimento, um maço de papéis foi arremessado brutalmente contra o seu rosto.
Telma ficou atônita.
A pessoa mais próxima da cama era um homem extremamente atraente, alguém que ela nunca vira antes. Por um breve instante, ela quase acreditou que o desejo que fizera antes de morrer — o de ver um anjo bonitão — tivesse se tornado realidade.
Bem, teria sido perfeito se ele não a estivesse encarando com um olhar que parecia capaz de cometer um assassinato.
— Acordou? Parou de fingir que está morta? — O homem possuía um rosto de traços marcantes, com órbitas oculares profundas e cabelos levemente ondulados, o que lhe conferia uma aura de estrangeiro.
No entanto, por mais belo que fosse, chamar de farsa a morte de uma paciente que acabara de sucumbir às dores de um câncer era de uma crueldade sem limites.
— Quem é você? Se está doente, procure um médico. Se quer morrer, pule de um prédio, mas não venha me encher o saco! — No quesito língua afiada, Telma nunca perdera para ninguém em toda a sua vida.
Naquele momento, sua cabeça parecia prestes a explodir. Era como se alguém tivesse forçado a abertura de seu crânio para despejar informações lá dentro, deixando-a em um estado de fúria misturado a uma melancolia inexplicável.
Telma jurou para si mesma que retrucar fora apenas um reflexo instintivo, mas o galã e o grupo de desconhecidos atrás dele paralisaram, exibindo uma expressão de choque absoluto.
— Ricardo, a Rafa parece não estar nada bem — sussurrou uma mulher de aparência dócil, parada atrás do homem, enquanto puxava levemente a manga do terno dele.
— O que ela poderia ter? Ela só está agindo assim porque seus crimes foram expostos. Agora deve estar fingindo amnésia para tentar se safar — desdenhou um homem que estava um pouco mais afastado da cama, soltando uma risada gelada.
— Você comeu lixo hoje ou apenas não sabe falar como gente? Se for para abrir a boca e expelir esgoto, melhor ficar calado! Quem diabos são vocês? Estão gravando algum reality show aqui? Sumam todos daqui! — Telma sentiu uma irritação crescente ao observar aqueles rostos estranhos. Que tipo de pós-vida bizarro era aquele?
O homem de traços fortes franziu o cenho, revistando o corpo de Telma com um olhar analítico e severo.
Cansada de ser observada daquela forma, ela fez um esforço para se sentar. Para sua surpresa, sentiu o corpo leve; as cicatrizes das cirurgias haviam desaparecido. Além disso, ela não vestia aquela camisola de hospital horrorosa, mas sim um conjunto de grife da última coleção. Até mesmo o seu busto parecia ter ganhado alguns números.
— Mas o que é isso? Que palhaçada está acontecendo aqui? — Telma exclamou, olhando para si mesma em choque.
— Rafaela, desde quando você aprendeu a usar esse tipo de vocabulário vulgar? — Um casal de meia-idade, vestidos de forma impecável, a encarava com uma mistura de decepção e nojo.
— Esperem! Quem é Rafaela? Do que vocês estão falando? É algum filme? — Telma olhava para eles, perdida. Notou que seu pulso direito estava enfaixado. Seria um ferimento de autolesão?
O que estava acontecendo com o mundo?
— Pare de atuar! Tudo o que você fez contra a Letícia já foi descoberto. Eu encontrei as provas — sentenciou o homem, apontando para as fotos espalhadas sobre a cama.
Telma pegou as imagens, confusa. Em todas elas, via-se a mesma mulher: conspirando com batedores de carteira em becos escuros, entregando maços de dinheiro a desconhecidos em bares, dançando colada com homens diferentes em festas regadas a álcool.
Mas... Telma não conhecia aquela mulher!
— Espera um pouco, querida. Você tem um espelho? — Telma interrompeu o discurso furioso do homem, fazendo um sinal com o queixo para a garota de aparência frágil.
A jovem pareceu recuar, intimidada.
— Qual é a sua nova armação? Como ainda tem coragem de querer prejudicar sua irmã? — A mulher mais velha começou a chorar de forma dramática.
Aquela encenação foi o estopim para uma nova onda de ataques verbais contra Telma.
— CALEM A BOCA! — Telma rugiu.
Sem hesitar, ela arrancou a agulha do soro do braço e pegou uma bolsa de luxo que estava no criado-mudo, revirando-a até encontrar um pequeno espelho de mão.
Ao ver o reflexo, Telma começou a tremer violentamente. Aquele rosto... aquele rosto...
— AHHH! — Ela soltou um grito histérico.
Desmaiar novamente teve uma grande vantagem: permitiu que seu cérebro assimilasse melhor as memórias daquele corpo.
Aquele lugar se chamava Fidélia, uma cidade da qual Telma nunca ouvira falar. O corpo que ela agora ocupava pertencia a Rafaela Ramalhete, a segunda filha da influente Família Ramalhete.
Aquela jovem que exalava uma aura de santidade no hospital era sua irmã biológica, Letícia Ramalhete, o objeto do ciúme doentio de Rafaela.
E, claro, naquele mundo absurdo, o motivo para duas irmãs de sangue se tornarem inimigas mortais era apenas um: um homem.
O tal sujeito hostil de traços marcantes era Ricardo Ribeiro, seu marido atual.
A trama de ressentimentos entre o homem e as irmãs era um clichê fácil de entender.
Eles se conheceram na infância, em um evento da alta sociedade. O pequeno Ricardo, cercado por atenção, encontrou em meio a tantas flores uma que brilhava de forma diferente, tornando-a sua eterna e única paixão, sua "luz do luar". Ele não sabia quem ela era, apenas que era uma das irmãs Ramalhete.
Entre as meninas que se apaixonaram por Ricardo à primeira vista, estavam as duas irmãs. No entanto, a verdadeira dona do coração dele, a irmã mais velha, não era tão astuta quanto a caçula. Ainda criança, Rafaela aprendeu a manipular a situação, fazendo Ricardo acreditar que ela era a garota dos seus sonhos.
Depois disso, através de inúmeras intrigas e calúnias, a imagem de Letícia como uma "irmã perversa" se consolidou na mente de Ricardo. Mesmo assim, ele não conseguia reprimir a atração instintiva que sentia por Letícia.
Infelizmente, Rafaela fora tola — ou melhor, uma vilã estúpida. Ela não soube aproveitar os dez anos de vantagem que construíra, nem soube lidar com o conflito interno e a culpa de Ricardo. Em vez disso, tentou destruir Letícia de uma vez por todas com planos infantis.
O resultado? Era óbvio.
Qual era o destino das vilãs secundárias nos roteiros de drama que Telma costumava ler? Ainda mais quando a irmã, Letícia, detinha o brilho de protagonista desta história.
Em romances clichês como esse, mulheres como ela tinham apenas dois caminhos: ou morriam de forma patética após muita insistência, ou acabavam em um destino pior que a morte.
Ela não aceitaria nenhum dos dois!
Telma Torres fora a empresária número um da indústria do entretenimento. Com um movimento de mãos, ela podia levar artistas ao topo ou ao abismo. Talvez por ser implacável demais em seus métodos, o câncer a atingira aos trinta e três anos, consumindo sua fortuna e levando-a a uma morte dolorosa.
E agora que morrera, o destino queria lhe impor esse tipo de vida?
Nem pensar. O meu destino sou eu quem faço.
Ninguém iria lhe impor um roteiro pronto ou forçá-la a aceitar a derrota, pouco importava se o seu nome agora era Telma ou Rafaela.
Ela assinou a própria alta hospitalar. Antes de voltar para casa, pediu um carro para a Avenida das Estrelas, o centro mais luxuoso de Fidélia.
Escolheu as roupas que melhor lhe serviam e fez uma maquiagem que a agradasse.
Ao encarar aquele rosto estranho no espelho, Telma começou a imprimir nele a sua própria essência. Um sorriso frio e familiar surgiu em seus lábios.
O céu decidiu que ela seria Rafaela Ramalhete, e ela aceitou o papel. No entanto...
Como o jogo seria jogado? Isso era ela quem decidiria.
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Quem convivia com Rafaela Ramalhete notou com clareza: a partir daquele momento, a paixão dela pelo
Letícia Ramalhete parecia transbordar triunfo e segurança. Naquele dia, chegou ao ponto de deixar de
Naquela noite, Patrício Penteado não voltou para o hotel da equipe de filmagem; foi direto para casa







