Tarde Demais para Arrependimento, Minha Luna Rejeitada
简介
Por amor, ela construiu secretamente o império de seu noivo. Mas na véspera do casamento, descobre sua traição devastadora: ele não só é casado em segredo como também planeja roubar tudo o que ela construiu ao longo da vida. Ele acha que ela é uma vítima indefesa, mas desconhece sua verdadeira identidade: Elara Sterling, herdeira da linhagem lobisomem mais poderosa do Ocidente. Com seu disfarce desfeito, a loba desperta. Elara inicia uma operação de “Terra Queimada”, uma vingança social e financeira calculada para reduzir a dinastia dele às cinzas. Enquanto o caos se espalha, seu companheiro predestinado — o homem que ela rejeitou há uma década — retorna, trazendo consigo uma revelação capaz de mudar tudo. A maior vingança não é apenas a destruição: é o despertar de seu próprio poder Alfa.
章節1
O celular vibra na mesa de cabeceira e minha loba se agita... inquieta, alerta. É sábado à noite, estou sozinha no meu apartamento e a última coisa de que preciso é outra mensagem de Julian sobre detalhes de um casamento com os quais parei de me importar.
Mas não é o número de Julian que aparece na tela.
Número Desconhecido.
Minha mão congela. A prévia da mensagem faz meu estômago despencar.
"Elara. Eu sei que você me bloqueou. Mas precisa ver isto. É sobre o Julian. Ele está te humilhando publicamente, e você não merece isso. ...Liam"
Liam. Minha loba solta um ganido dolorido ao ler o nome dele.
Não tenho notícias de Liam Blackwood há quase dez anos. Dez anos desde que bloqueei todos os números que ele tinha, apaguei cada rastro seu da minha vida e ergui muros tão altos que nem mesmo minha loba conseguia mais alcançá-lo. E como ela tentou. Deus, como ela tentou.
— Nosso companheiro — ela sussurra agora, um som estilhaçado em minha mente.
— Não — digo em voz alta, minha voz soando ríspida no quarto vazio. — Ele não é nosso companheiro. Não mais.
Mas o laço não se importa com a minha raiva. Mesmo depois de todos esses anos, mesmo através da rejeição que nunca formalizei, ainda consigo senti-lo... uma pulsação fraca na periferia da minha consciência, como uma canção que tentei esquecer, mas da qual ainda sei cada palavra.
Minha loba pressiona meu controle. — Leia. Por favor.
Eu não devia. Sei que não devia.
Abro a mensagem.
Há um arquivo de vídeo anexo. Sem mais explicações, apenas aquelas palavras: você não merece isso.
Meu dedo paira sobre o botão de reprodução. Cada instinto grita para que eu o apague, para que bloqueie este número também, para que finja que Liam Blackwood nunca existiu e nunca existirá novamente.
Mas ele disse que era sobre Julian.
E apesar de tudo... apesar dos muros, apesar dos anos, apesar do laço de companheiro que sufoquei até o silêncio... Liam nunca mentiu para mim.
Pressiono o play.
A qualidade do vídeo é nítida, nítida demais. Alguém gravou aquilo com cuidado, deliberadamente. O local faz a bile subir à minha garganta: La Stella. O restaurante italiano onde Julian me pediu em casamento. O nosso lugar, ele o chamava. Onde ele se ajoelhou e me prometeu o para sempre.
A câmera percorre a sala de jantar privativa e lá está ele. Julian Croft, meu noivo, parecendo relaxado de um jeito que nunca mais fica quando está perto de mim. Ele está rindo, com um braço passado casualmente pelo encosto de uma cadeira.
A cadeira de Clara.
Ela está empoleirada no colo dele como se aquele fosse o lugar dela, o cabelo loiro caindo sobre o ombro dele, a risada alta e brilhante. A câmera dá um leve zoom e é então que vejo.
O anel no dedo dela.
Não é um anel de noivado. É uma aliança de casamento.
Minha loba rosna, mas é um som distante, abafado pelo rugido em meus ouvidos. O quarto gira. Não consigo respirar. A marca do laço no meu pescoço... aquela que Julian me deu há três meses, quando formalizamos nosso noivado diante de ambas as Alcatéias... queima como ácido.
— Não é nosso companheiro — minha loba diz, a voz agora fria, cruel. — Nunca foi.
— Parabéns, cara! — Esse é Ethan Hayes, CFO de Julian e amigo de longa data, levantando uma taça. O sorriso dele é afiado, predatório. — Finalmente oficializou com seu verdadeiro amor. Já estava na hora.
A risada de Julian é fácil, confortável. — Valeu, E. Honestamente, parece certo, sabe? Como se fosse assim que as coisas sempre deveriam ter sido.
Clara abaixa a cabeça, fingindo timidez, mas a mão dela... aquela com a aliança... repousa possessivamente no peito de Julian. — Não queríamos alarde — ela murmura. — Apenas algo privado. Íntimo.
— Jogada inteligente — outra voz intervém. Noah, o chefe de marketing. — Mantenham em sigilo até que a transição seja concluída, certo?
Transição. A palavra me atinge como um golpe físico.
Meus dedos se apertam no celular. Minha loba está andando de um lado para o outro agora, agitada, a fúria dela sangrando na minha até que eu não saiba dizer onde ela termina e eu começo.
O vídeo continua.
— Falando nisso — diz Ethan, inclinando-se para a frente, a expressão tornando-se sórdida. — Quando é que você vai finalmente cortar o peso morto? Aquela vadia da Isabelle está grudada em você como a porra de um tumor há dois anos.
Isabelle. Meu pseudônimo. O nome que uso no trabalho, a identidade que criei quando decidi esconder quem realmente sou. Elara Isabelle Vance Sterling... filha do Alfa mais poderoso dos Territórios do Oeste, irmã do futuro Alfa da Alcatéia Silvermoon... reduzida a "Isabelle Vance", a designer de joias órfã que teve a sorte de conseguir uma parceria com Julian Croft.
Observo o rosto de Clara na tela. Ela coloca uma mão delicada no armo de Ethan, a voz suave e doce. — Ethan, não seja cruel. Isabelle está apenas... confusa. Ela provavelmente achou que Julian realmente se importava com ela.
A falsa simpatia faz minha pele arrepiar.
— Querida, está tudo bem — diz Julian, apertando a cintura de Clara. Ele olha diretamente para a câmera... não, para quem quer que esteja gravando... e seu sorriso é de pura satisfação. — Isabelle serviu ao seu propósito. O anúncio do noivado foi estratégico. Manteve-a estável, manteve-a trabalhando, impediu-a de olhar de perto as finanças da empresa.
Meu coração para.
— Venho movimentando ativos há um ano — ele continua, casual como quem discute o clima. — Quando terminarmos, ela não terá nada além de ações vazias em uma empresa de fachada. Mas os designs dela? Aquilo é ouro. Clara assume como Diretora de Design na semana que vem, e nós vamos...
— Espere — Noah interrompe. Ele parece desconfortável. — Legalmente, você pode fazer isso? Se ela ainda for sua noiva...
— Ela não será por muito tempo. — A voz de Julian torna-se fria, e algo em seus olhos muda... sua loba, subindo à superfície. Não é um Alfa, nem chega perto, mas ele pensa que é. — O casamento no mês que vem? Não vai acontecer. Bem, não com ela. Vou me casar com Clara, obviamente. Publicamente. E Isabelle? — Ele dá de ombros. — Pode ficar como consultora se quiser. Amante, talvez, se estiver desesperada o suficiente.
Risadas irrompem ao redor da mesa. A de Clara é a mais alta.
— Caramba, Julian — Ethan arqueja. — Isso é pesado.
— Isso é negócio — Julian corrige. — Ela forçou este noivado, E. Apareceu na empresa, agiu como se mandasse em tudo, como se fosse minha dona. Só estou pegando de volta o que é meu.
O vídeo continua rodando, mas parei de ouvi-lo. O celular treme em minha mão... ou talvez seja eu quem esteja tremendo. Minha loba está uivando, um som de pura traição e raiva que ecoa por cada célula do meu corpo.
— Rasgue a garganta dele — ela rosna. — Desafie-o. Faça-o sangrar.
Eu quero. Deus, como eu quero.
Mas então a voz de Clara corta a névoa vermelha: — Ah! Quase esqueci a melhor parte. — Ela está praticamente radiante agora, com uma mão apoiada no ventre. — Conte a eles, amor.
O sorriso de Julian se alarga. — Clara está grávida.
A mesa explode em vivas. Alguém pede champanhe. Clara está rindo e chorando ao mesmo tempo, e Julian a puxa para um beijo que faz minha loba mostrar os dentes.
— Isso é perfeito — diz Ethan, batendo nas costas de Julian. — Consolida tudo. Quando você vai contar para a Isabelle?
— Não vou. — A voz de Julian é plana, final. — Ela não merece saber. Depois da viagem a Milão na semana que vem... a "lua de mel" que eu disse que era uma viagem de negócios... eu volto e coloco um fim nisso. Um corte limpo.
— Milão — suspira Clara, inclinando-se para ele. — Mal posso esperar. Uma semana inteira, só nós dois.
O vídeo termina.
O silêncio em meu apartamento é ensurdecedor.
Fico ali sentada, com o celular ainda na mão, encarando a tela preta. Meu reflexo me encara de volta... Elara Isabelle Sterling, designer de joias, falsa órfã, noiva descartada, tola conveniente.
Minha loba está quieta agora. Não calma. Quieta da maneira que um predador fica antes do abate.
— O que vamos fazer? — ela pergunta.
E lentamente, através do choque, da dor e da humilhação, algo mais surge. Algo frio. Algo afiado.
Clareza.
Sei exatamente o que vou fazer.
Julian quer tirar tudo de mim? Meus designs, minhas ações na empresa, minha dignidade?
Ele pensa que sou apenas "Isabelle Vance", uma zé-ninguém que ele pode descartar?
Ele não tem ideia de quem eu realmente sou. Nenhuma ideia do que sou capaz. Nenhuma ideia de que a Alcatéia Sterling não perdoa traições.
E ele certamente não tem ideia de que mantive registros detalhados de cada transação financeira, cada iteração de design, cada conversa nos últimos dois anos.
Coloco o celular na mesa com cuidado. Minhas mãos estão firmes agora. Minha loba não está mais uivando... ela está calculando, sua fúria cristalizada em algo útil.
Julian vai para Milão na semana que vem com sua esposa grávida. Ele ficará fora por sete dias.
Sete dias é tempo mais do que suficiente.
Procuro em meus contatos e encontro o número de Maya. Minha melhor amiga, a CEO da minha empresa, minha irmã em tudo, menos no sangue. Ela atende no primeiro toque.
— E? É quase meia-noite. O que houve?
— Tudo — digo, minha voz perfeitamente calma. — Mas preciso que você faça uma coisa para mim na segunda-feira de manhã. Aqueles novos designs que acabei de terminar? Registre os direitos autorais. Sob o nome da Vogue Vanguard, não da Joias Croft Premier.
Há uma pausa. Então: — O que aquele desgraçado fez?
— Explico depois. Você consegue fazer isso?
— Considere feito. — A voz de Maya endurece. — O que mais?
— Vou vender minhas ações na empresa dele. E vou garantir que ele queime.
Posso ouvir a satisfação selvagem na voz dela. — Porra, finalmente. Vou começar a papelada.
Quando desligo, estou sorrindo.
— Operação Terra Arrasada — ronrona minha loba. — Gostei disso.
— Ah, estamos apenas começando — sussurro para o quarto vazio.
Quando Julian Croft retornar de sua lua de mel, não restará nada.
É hora de pôr as mãos à obra.
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