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Reivindicada Pelas Feras: Antologia Monster Romance Érotica

Reivindicada Pelas Feras: Antologia Monster Romance Érotica

更新時間: 2026-07-27 07:02:49
語種:  Português18+
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简介

Eles não cortejam. Eles caçam. Eles reivindicam. Eles dominam.


Em um mundo onde o desejo se torna primal, mulheres são arrastadas para o abraço possessivo de criaturas sobrenaturais poderosas. Entre sombras antigas, luxúria insaciável e instintos selvagens, elas descobrem o prazer mais intenso e proibido de suas vidas.


Aqui, monstros não pedem permissão.


Eles marcam, possuem, preenchem e devoram cada gemido de suas presas.


Prepare seu corpo e sua mente.


Aqui, ser devorada nunca foi tão delicioso.


章節1

A Maldição do Prazer: A Arqueóloga e o Faraó Amaldiçoado - Capítulo 1

O último caminhão da equipe desapareceu na curva da estrada de terra às dezesseis horas e quarenta e dois minutos, e Elena Vasquez ficou parada no meio do sítio com a prancheta contra o peito e os óculos empoeirados, ouvindo o silêncio se fechar atrás do barulho do motor como água sobre uma pedra.

Ela havia dado ao Dr. Hamid uma justificativa técnica, palavras que soaram críveis porque eram parcialmente verdadeiras.

— Há uma discrepância nas medições da quadrícula nordeste — dissera ela mais cedo, apontando o caderno aberto. — Preciso de mais luz natural para a documentação fotográfica. Seria mais eficiente trabalhar sem o movimento da equipe perturbando a estratigrafia.

Hamid havia concordado com aquela leveza distraída de quem coordena três escavações simultaneamente em diferentes fusos horários.

— Claro, Elena. Só não se esqueça de registrar tudo no sistema antes de sair. E não fique até tarde demais. O calor aqui não perdoa.

Ninguém havia questionado. Essa era a parte que doia de um jeito que Elena não queria examinar muito de perto: que sua ausência ou presença era, para todos os efeitos práticos, intercambiável.

Não no Brasil, pensou ela enquanto abaixava a prancheta. No Brasil eu tinha um nome que significava algo.

No Brasil ela tinha uma lista de publicações que circulavam nos departamentos certos, uma cadeira de professora associada que havia conquistado aos trinta e quatro anos com uma determinação que havia esgotado pelo menos dois relacionamentos e uma amizade que ela ainda lamentava esporadicamente. Mas aqui, no Egito, no Vale dos Reis, no sítio KV-89 que havia sido catalogado em 1987, avaliado como de “interesse secundário” e subsequentemente ignorado por toda arqueologia de peso durante trinta e oito anos — aqui ela era apenas mais uma pesquisadora estrangeira com um visto de trabalho temporário e hipóteses que a comunidade recebia com aquela polidez específica que era a forma acadêmica de não levar a sério.

Ela havia proposto, em dois artigos e uma conferência em Cairo, que KV-89 apresentava características arquitetônicas inconsistentes com sua suposta datação, e que as anomalias geofísicas registradas nos levantamentos de 1987 haviam sido subestimadas sistematicamente. A resposta havia sido, essencialmente, silêncio.

Silêncio, repetiu ela mentalmente, enquanto caminhava em direção à encosta de calcário aquecido pelo sol do fim de tarde. Não refutação. Silêncio. Que é pior, porque não dá nada para combater.

Ela parou na sombra da parede ocidental da escavação e olhou para o relógio. Vinte minutos de luz útil antes de precisar da lanterna. Tinha calculado isso. Tinha calculado várias coisas.

O que ela não havia calculado era que a discrepância na quadrícula nordeste fosse real.

***

Ela a havia notado na semana anterior, durante uma tarde em que todos os outros estavam focados na câmara principal. Tinha batido o cabo do pincel contra a pedra em um gesto distraído e o som que voltou foi errado. Não exatamente vazio. Algo mais sutil.

— Heterogeneidade consistente com câmara subterrânea ou passagem — murmurou ela agora, repetindo as palavras que havia escrito no caderno. — Três metros abaixo. Seis metros de extensão horizontal, no mínimo.

Ela enfiou a mão no bolso lateral da mochila e tocou o extensômetro portátil, o mesmo que seu orientador de doutorado, um homem metódico de Recife que havia passado quarenta anos descobrindo coisas em lugares onde ninguém procurava, lhe dera anos atrás.

— O equipamento que você carrega sozinha é o que encontra o que os outros não encontram, Elena. Lembre-se disso.

Ela se agachou, calçou as luvas de nitrila e ajustou a tira do capacete com a lanterna acoplada. O protocolo era claro. Uma descoberta potencial desse calibre exigia notificação imediata ao coordenador de campo, documentação em três formatos independentes antes de qualquer intervenção, e aprovação do Ministério das Antiguidades.

Ela sabia disso. Havia ensinado isso. Havia reprovado estudantes que não seguiam isso.

Mas ela também sabia, com uma precisão que não conseguia desligar, que se notificasse Hamid agora, com as medições que tinha, com as hipóteses que havia publicado e que ele havia ouvido e arquivado com aquela polidez sufocante — a descoberta se tornaria de Hamid.

— Não desta vez — sussurrou ela para si mesma, enquanto enfiava a ponteira do cabo de escavação na junta da pedra onde o extensômetro havia indicado a densidade mais fraca. — Desta vez não.

***

A pedra cedeu em trinta e sete minutos.

Não dramaticamente — não houve colapso, não houve estrondo. Apenas um som seco, como o de uma decisão se tornando irreversível. O pó de gesso subiu em uma nuvem pálida e ela recuou, cobrindo o nariz e a boca com o lenço, esperando que assentasse.

Quando a poeira baixou, apareceu uma abertura de aproximadamente cinquenta centímetros de largura por quarenta de altura — pequena o suficiente para exigir que ela rastejasse, grande o suficiente para ser intencional. Uma passagem construída para ser ocultada.

Elena ajoelhou-se diante da abertura e segurou a lanterna dentro dela. O feixe de luz cortou o escuro e revelou degraus — quatro degraus de pedra, estreitos, descendo em um ângulo de aproximadamente trinta graus.

Ela verificou o capacete. Verificou a bateria reserva da lanterna. Verificou que o telefone estava com a câmera ativa e o modo de salvamento automático ligado. Depois rastejou para dentro, o coração batendo mais forte do que queria admitir.

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