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Meu Parceiro Predestinado Me Traiu

Meu Parceiro Predestinado Me Traiu

更新时间: 2026-07-09 07:33:04
语种:  Português4+
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简介

Durante três anos, ela foi a companheira perfeita. Em troca, ele a chamava de “incubadora conveniente” para o seu herdeiro. Mas quando Evangeline ouviu por acaso o plano dele de descartá-la após o parto, ela não desmoronou. Ela apertou o botão de gravação.


Com as provas incriminatórias em mãos, ela cortou os cabelos loiros, tingiu-os de preto e desapareceu. A futura Luna da alcateia se transformou em um fantasma, sobrevivendo em uma cidade fronteiriça esquecida. Ele a caçava, esperando encontrar uma cerva abatida. Ao invés disso, encontrou uma loba vingativa que desmontou sistematicamente o seu império e revelou os segredos mais sombrios de sua família.


Agora, com uma linhagem antiga despertada e a verdade como sua arma, ela voltou. Ela não quer o seu pedido de desculpas. Ela quer o trono dele.


章节1

Evangeline Vale apertou a cesta de muffins de mirtilo caseiros contra o corpo. A porta de vidro do prédio principal da Alcateia Nightfall era pesada, mas ela a empurrou com a facilidade de quem frequentava aquele lugar há três anos — desde que completara dezoito anos e o laço de companheiro se manifestara entre ela e Cassian Draven.

Ela sorriu para a recepcionista, que retribuiu com um aceno de cabeça. Ninguém nunca a barrava ali. Afinal, ela era a futura Luna. A companheira escolhida de Cassian. A garota que deixara de ser a filha silenciosa do Beta para se tornar a loba mais invejada da alcateia.

O elevador cheirava a cedro e papel velho. Evangeline respirou fundo. Passara a manhã inteira assando os doces. Cassian andava tenso nos últimos tempos — mais reuniões, menos horas de sono e aquele vinco tenso entre as sobrancelhas que só ela devia notar. Queria fazer uma surpresa, mostrar que se importava. Quem sabe ele finalmente se abrisse sobre o que estava acontecendo.

O celular vibrou. Era uma mensagem de seu pai, Gideon.

*Jantar às sete? No túmulo da sua mãe. Quero visitá-la.*

Ela digitou de volta rapidamente: *Claro. Te amo, pai.*

O elevador parou no quarto andar, onde ficavam os escritórios da diretoria. A sala de Cassian ficava no fim do corredor, aquela com a porta de carvalho escuro e vista para o campo de treinamento da alcateia. Evangeline estivera ali centenas de vezes. Sabia a senha de segurança, o cheiro do perfume dele e a forma como ele sempre beijava sua testa quando ela lhe trazia café.

Mas hoje, algo estava diferente.

No meio do corredor, ela sentiu um aroma. Doce, floral, com notas de um perfume caro. Selene Ashford. O antigo caso de Cassian — a mulher que todos diziam não significar nada depois que o laço de companheiro se manifestara. Selene era educada com Evangeline pessoalmente, mas fria pelas costas. Cassian a garantira várias vezes: — Ela não é nada. Apenas assuntos da alcateia.

Então por que o cheiro de Selene estava tão forte diante da sala dele?

Evangeline desacelerou os passos. Os muffins pareceram subitamente mais pesados. Disse a si mesma que estava tudo bem. Uma reunião, apenas isso. Selene trabalhava no setor de relações da alcateia. Talvez estivessem discutindo a próxima aliança com a Alcateia Silver Ridge.

Então ela ouviu uma risada.

Baixa. Íntima. A risada de Selene.

A loba de Evangeline se agitou dentro dela, inquieta. Volte, sussurrou seu instinto. Vá embora. Mas seus pés continuaram a avançar. Ela precisava ver. Tinha que saber.

A porta da sala de Cassian estava entreaberta. Apenas uma fresta. Talvez o trinco não tivesse encaixado. Evangeline encostou-se à parede, o coração batendo tão forte que ela tinha certeza de que podiam ouvi-lo. Espiou pela fresta.

Selene estava sentada na borda da mesa de Cassian, com a blusa desabotoada além da conta. Cassian estava de pé entre as pernas dela, com a mão em sua coxa. Ele estava sem o paletó, com a gravata frouxa. E sorria — aquele sorriso raro e desarmado que ele só costumava dar a Evangeline na intimidade de casa.

Ou assim ela pensara.

— Ela é tão previsível — ronronou Selene, deslizando o dedo pelo peito dele. — Ainda trazendo presentinhos? Parece uma corça adestrada.

Evangeline sentiu o corpo congelar por inteiro.

Cassian não negou. Não se afastou. Apenas deu de ombros: — Isso a mantém feliz. E companheiras felizes não fazem perguntas.

— Mas quando eu vou conseguir o que quero? — Selene inclinou a cabeça. — Você me prometeu, Cassian. Disse que o laço com ela era um erro.

— É um erro. — A voz dele era plana. Fria. Nada parecida com o tom caloroso que usava ao desejar boa noite a Evangeline. — Mas erros têm consequências. Ela é uma Vale. O pai dela é o Beta. Se eu a rejeitar agora, o Conselho vai despedaçar minha herança.

Selene fez um bico. — Então vai continuar brincando de casinha?

— Por enquanto. — A mão de Cassian subiu pela coxa dela. — Deixe que ela tenha o bebê. Um herdeiro legítimo. Assim que a criança nascer e a sucessão estiver garantida, romperei o laço. Ela não será nada. Apenas uma nota de rodapé. Você será a Luna.

Os joelhos de Evangeline fraquejaram. Ela se apoiou na parede enquanto a cesta se inclinava. Um muffin rolou e parou contra o rodapé.

Deixe que ela tenha o bebê.

Romper o laço.

Ela não será nada.

Ela lhe dera tudo. Três anos de lealdade. Seu corpo. Seu futuro. Recusara uma bolsa de estudos na universidade da cidade humana porque ele dissera precisar dela ali. Aprendera a organizar os eventos da alcateia, a sorrir para os lobos mais velhos que criticavam sua linhagem, a ser a futura Luna perfeita que todos esperavam.

E ele estivera planejando descartá-la como um brinquedo quebrado.

A pior parte nem sequer era a traição. Era a calma. A maneira como Cassian falava sobre o assunto, como se discutisse um contrato comercial. Como se ela fosse um ativo a ser liquidado.

Selene riu de novo. — E quanto ao pai dela? Gideon não vai ficar de braços cruzados.

— Gideon é leal ao nome Draven. Com a filha casada com o herdeiro, ele não arriscaria tudo por um laço rompido. Além disso — a voz de Cassian baixou —, quando eu colocar um fim nisso, todos vão acreditar que ela estava instável. Desequilibrada. Talvez até mesmo uma ameaça para a alcateia. Eu vou garantir que pensem assim.

A loba de Evangeline rosnou em seu peito, mas ela a conteve. Não. Não ali. Ainda não. Se invadisse a sala agora, eles inverteriam a situação. Diriam que ela estava histérica, ciumenta, inadequada para ser Luna. Cassian pediria desculpas, acalmaria os ânimos e ela estaria encurralada novamente.

Ela precisava de provas.

Devagar, com cuidado, pegou o celular. A lente da câmera era pequena. Ela alternou para o modo de vídeo, manteve a mão firme e começou a gravar.

Pela tela, assistiu ao homem que amava prometer a outra mulher a sua destruição.

— Então você nunca a amou? — perguntou Selene.

Cassian hesitou. Por um segundo — apenas um —, seus olhos vacilaram. Depois, ele balançou a cabeça. — O laço de companheiro escolheu errado. Acontece. Ela era conveniente. Nada mais.

As palavras a atingiram com mais força do que qualquer golpe físico. A visão de Evangeline embaçou, mas ela não parou de gravar. Não podia se dar ao luxo de chorar. Ainda não.

Selene entrelaçou os braços ao redor do pescoço dele. — E quando eu ganho o meu anel?

— Depois do bebê. — Ele beijou a testa dela — exatamente no mesmo lugar onde sempre beijava Evangeline. — Paciência, Selene. Estamos quase lá.

O vídeo continuava rodando. A mão de Evangeline permanecia firme, mesmo com sua alma em pedaços.

Ela gravou por mais um minuto. A crueldade casual deles. As risadas. O jeito como Selene sussurrou: — Ela realmente não passa de uma corça tola.

Então Evangeline se afastou da porta. Um passo. Dois. Curvou-se e recolheu o muffin caído. O aroma de mirtilos e o cheiro da traição misturavam-se em suas narinas.

Ela não correu. Correr faria barulho. Em vez disso, caminhou — calma, controlada — em direção às escadas. O elevador era lento demais. Exposto demais.

Atrás dela, ouviu o gemido baixo de Selene e a risada abafada de Cassian.

Evangeline abriu a porta da escadaria e deixou que se fechasse atrás de si. Encostou-se na parede fria de concreto e finalmente se permitiu respirar.

O vídeo ainda estava gravando. Restavam vinte e três segundos de armazenamento.

Ela interrompeu a gravação. Salvou o arquivo. Em seguida, abriu o aplicativo de mensagens.

*Harper. Preciso de você. Não faça perguntas ainda. Só fique pronta.*

O polegar dela hesitou sobre o botão de enviar. Então, acrescentou:

*Se algo me acontecer, este vídeo é o motivo.*

Ela enviou.

E pela primeira vez em três anos, Evangeline Vale não se sentiu como a futura Luna.

Sentiu-se como um fantasma.

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