Sob os Restos do Lobo: O Renascimento do Enigma
简介
Renasci como o Ômega mais inútil de uma família rival.
No próximo mês, serei entregue ao Duque do Norte.
O filho mais velho da família aperta meu queixo e zomba de mim.
O médico anuncia que meus feromônios são pateticamente escassos.
Até que as presas de um vampiro se aproximam do meu pescoço — e eu lhe mostro meu primeiro sorriso.
— Você sabia? — sussurro. — Quando estou com fome, não sou exigente.
章节1
Em minha vida passada, eu era o chefe de uma máfia, mas fui empurrado de uma plataforma alta pelo meu próprio irmão em pleno dia do meu casamento. Deveria ter sido o dia mais feliz da minha vida, mas, enquanto eu caía, o som do vento cortava meus ouvidos com uma dor aguda. Vi o olhar de sangue frio dele, transbordando uma aversão sanguinária, e um sorriso arrogante e cruel estampado em seu rosto. Ele zombou: "Pobre irmão, muito obrigado. Matando você, poderei me aliar à família dos lobisomens e subir na vida. Não se preocupe, cuidarei muito bem da minha cunhada".
Se houver uma próxima vida, juro que matarei ele e todos aqueles que me humilharam.
O monitor de feromônios apitou.
O médico falava de costas para mim.
— Feromônios escassos. Será enviado ao Duque do Norte no próximo mês.
Ao se virar, vi em seus olhos o desprezo profundo por uma linhagem de baixo nível. Para ele, um Ômega como eu provavelmente tinha menos valor que um rato de laboratório. Em seguida, ele me empurrou rudemente para o chão.
O barulho da bandeja caindo soou como um sino fúnebre, anunciando meu destino de ser abatido como um animal.
Eu sabia que aquele Duque do Norte havia matado três Ômegas no mês passado. O próximo seria eu.
A porta se abriu. O filho mais velho da família entrou, meu "irmão". Ele apertou meu queixo com força; seu hálito áspero de Alfa cheirava a ferro enferrujado.
— O médico já disse? Você é uma coisa suja, um Ômega desprezível — disse ele, soprando o hálito quente no meu rosto. — O Duque do Norte adora ver Ômegas chorarem. Espero que esse seu rosto dure um pouco mais nas mãos dele.
O polegar dele esfregava minha pele com escárnio.
— Quem diria que até um lixo teria alguma utilidade.
Baixei o olhar e comecei a tremer. Mas, no momento do contato físico, senti uma corrente de calor infiltrar-se subitamente no meu corpo.
A habilidade Enigma despertou: absorção de feromônios.
Nesta vida, renasci como o Ômega mais fracassado de uma família inimiga. Agora, não passo de um peão descartável para eles, mas não demorará muito para que todos esses inimigos se curvem diante de mim.
— Por que ficou mudo? — Ele aumentou a força e me deu alguns tapas no rosto. — Ficou retardado de medo?
Tossindo sem parar, meus lábios roçaram a base do polegar dele. Outro fluxo de feromônios inundou meu corpo, trazendo consigo emoções distintas: desprezo, impaciência e ansiedade.
Então a família está precisando de dinheiro... Que interessante. Talvez eu possa usar isso a meu favor.
— Irmão — eu disse, com a voz enfraquecida. — Eu irei obedientemente.
Ele sorriu satisfeito, deliciando-se com sua autoridade de superior. De repente, seus dedos deslizaram do meu rosto para o meu pescoço, apertando com força. Quase perdi os sentidos, conseguindo apenas emitir sons abafados de agonia até que meu rosto estivesse completamente rubro. Só então ele me soltou.
Ao me ver recuperar o fôlego, ele fez menção de continuar com o tormento. No entanto, assim que estendeu a mão, seus joelhos cederam subitamente. Sua perna direita perdeu a força sem qualquer aviso, e ele desabou de joelhos, fazendo o chão ecoar com um baque surdo. Assustado, o médico deixou a bandeja cair.
Com as mãos apoiadas no chão e o rosto estampado de choque e dúvida, o homem olhou para o próprio joelho e depois para mim. Eu me encolhi sob o cobertor, soluçando baixinho.
— Eu não sei o que aconteceu...
Ele se levantou com dificuldade, testando a perna direita repetidamente.
Seria uma ilusão? Ele me encarou fixamente por um longo tempo, com uma expressão que misturava suspeita, confusão e fúria.
— Truques baratos — ele cuspiu. — Fique quieto. Se causar mais problemas, eu tranco você no porão.
Ele e o médico saíram apressados, batendo a porta. Fiquei sozinho no quarto.
Abri a palma da mão lentamente. Uma luz prateada percorria o interior da minha pele; aqueles dois feixes de feromônios do meu "irmão" estavam restaurando meu corpo. Por enquanto, o processo era lento, mas eu podia crescer.
Lá fora, os corvos grasnavam freneticamente. Caminhei até a janela. A noite havia caído e a floresta estava mergulhada na escuridão absoluta. No silêncio das trevas, pontos de luz vermelho-escuros brilharam de relance.
Eu sabia que não era um animal. Eram os olhos de um servo de sangue, os ouvidos e olhos do Grão-Duque Vampiro.
Ele me vigiava do topo de uma árvore distante, com um olhar pegajoso, como o de um réptil de sangue frio. Imaginei que, para ele, eu fosse apenas uma mercadoria.
Fechei as cortinas lentamente.
No reflexo do vidro contra a escuridão, meus lábios se curvaram. Foi o meu primeiro sorriso.
— Não há pressa — murmurei. — O próximo mês ainda está longe.
Quando estou com fome, não sou exigente.
Se o vigia lá fora viu, que veja.
O peão descartável no tabuleiro começou a morder a mão de quem o move.
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