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O Cotidiano Gentil do Sr. Gustavo

O Cotidiano Gentil do Sr. Gustavo

Cập nhật lần cuối: 2026-05-27 12:04:00
By: SelfInsertKing
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Tóm tắt

Alice é uma jovem vibrante e cheia de energia que acaba de se mudar para um prédio antigo. Lá, ela conhece seu vizinho, Gustavo, um homem que aparenta ser frio e distante, mas que esconde uma natureza profundamente atenciosa. Entre trocas de pratos caseiros, pequenos favores cotidianos e encontros casuais na varanda, os dois começam a quebrar as barreiras do isolamento urbano. Esta é uma história de cura e afeto, onde os gestos mais simples revelam os sentimentos mais profundos, transformando a rotina comum em um romance gentil e inesquecível.


Chương1

O sol da tarde de sábado deixava a escadaria do condomínio antigo com um calor acolhedor, mas Alice estava em apuros diante de Algodão, seu urso de pelúcia quase do tamanho de uma criança, e uma mala abarrotada de pertences. Os carregadores da empresa de mudança haviam deixado tudo no térreo e partido; ela, empolgada, decidira subir primeiro com seu tesouro de cinco anos nos braços. No entanto, ao alcançar a curva do segundo andar, as rodinhas da mala travaram no vão de um degrau. Alice tentou puxar com força, mas a pata de Algodão enroscou no corrimão, deixando-a paralisada em uma situação impossível de avançar ou recuar.

— Com licença, por favor.

Uma voz masculina e gélida ecoou de repente atrás dela. Alice levou um susto e, ao se virar, deparou-se com um homem de terno cinza escuro parado no início do lance de escadas. Ele era alto, de ombros largos e postura impecável; as mangas da camisa estavam dobradas até os antebraços, revelando um relógio preto minimalista cujo reflexo no mostrador chegava a ofuscar a vista. Segurava uma maleta executiva preta, tinha traços marcantes e um olhar desprovido de calor que, ao percorrer Alice e a bagagem espalhada, fez suas sobrancelhas se contraírem levemente.

Alice apressou-se em tentar dar passagem, mas a mala ocupava boa parte da escada e, com Algodão ocupando seus braços, não sobrou muito espaço.

— Mil desculpas! A mala entalou, é só um segundo! — O suor brotava na ponta de seu nariz enquanto ela tentava desesperadamente destravar a rodinha. Antes que seus dedos tocassem o plástico, o homem já havia se aproximado.

Sem esperar resposta, ele se inclinou e segurou a alça da mala. Com um puxão firme de suas mãos de dedos longos e bem definidos, liberou a rodinha do vão. Antes que Alice pudesse agradecer, ele estendeu a mão e pegou Algodão de seus braços. O urso era volumoso, e vê-lo abraçado por aquele homem sério criava um contraste quase cômico. As pontas dos dedos dele roçaram acidentalmente no dorso da mão dela por um instante. Ambos hesitaram. O toque era frio, como metal recém-saído da geladeira; Alice sentiu um formigamento imediato na pele e recolheu a mão depressa.

— Siga-me — disse ele, sem muitas palavras.

Ele seguiu na frente carregando a mala, com Algodão aninhado em um dos braços; as orelhas felpudas do urso roçavam no paletó, deixando alguns fios brancos no tecido. Alice o seguiu, observando suas costas retas enquanto pensava: "Ele parece tão frio, mas é bem forte. Só espero que não se importe com os pelos do Algodão".

Subiram em silêncio, quebrado apenas pelo som das rodinhas e pelos passos leves do homem. Ao chegarem no terceiro andar, ele parou e apontou para a porta à esquerda.

— Terceiro andar, esquerda. Você mora aqui?

Alice assentiu. Quando ia pegar a mala e o urso, viu-o tirar uma chave do bolso e abrir a porta à direita. Eram vizinhos de frente.

— Muito obrigada, vizinho! — Alice apressou-se em agradecer, estendendo os braços para Algodão. — Esse urso solta um pouco de pelo, acho que sujou seu paletó. Deixe-me ajudar a limpar...

O homem recuou meio passo, devolveu-lhe o urso e colocou a mala diante da porta dela. Seu tom de voz continuava neutro.

— Não é necessário. Foi apenas um favor.

Dito isso, entrou em casa. O som da porta fechando foi seco e direto, não lhe dando chance para mais nada.

Alice mostrou a língua para a porta fechada e resmungou baixinho: "Que cara mais gelado". Ao se abaixar para organizar as coisas, notou pelo canto do olho uma caixa de encomenda familiar perto da porta dele. Era o vaso de suculentas que ela havia esquecido na entrada do condomínio pela manhã. Procurara por todo lado e achou que estivesse perdido; não imaginava que ele o trouxera para cima. Um calorzinho percorreu seu coração. Agachada com Algodão nos braços, ela olhou para a porta da frente e sussurrou:

— Então o senhor gelado também ajuda escondido, é? Amanhã vou cozinhar umas costelinhas para te agradecer.

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