Chamas da Estela:O Agente Intocável
Özet
Olívia Torres, uma assistente esforçada na agência Star-Glint, vê sua vida virar de cabeça para baixo ao cruzar o caminho de Bernardo Barros, o agente mais influente e temido do entretenimento. O que começa como um mal-entendido explosivo em um quarto de hotel transforma-se em um jogo perigoso de ambição e desejo. Enquanto Olívia luta para provar seu valor em uma indústria impiedosa, Bernardo desconfia de cada passo dela, sem saber que sua própria barreira emocional está prestes a ruir.
Entre escândalos mediáticos e intrigas corporativas, Olívia precisará de toda a sua astúcia para sobreviver aos ataques de rivais invejosos e à tirania do seu novo vizinho. Nesta batalha de egos sob os holofotes, eles descobrirão que o amor pode ser o maior — e mais escandaloso — espetáculo de todos.
Bölüm1
Hotel Imperial.
Olívia Torres puxou a gola discretamente para esconder metade do rosto pálido e delicado, deixando apenas seus olhos brilhantes e límpidos à mostra. Encolhida em um canto, ela enviou uma mensagem para o superior que lhe atribuíra a missão: Parece que alguém entrou no quarto. Devo agir?
A resposta veio cerca de um minuto depois: OK.
Ela guardou o celular imediatamente no bolso e caminhou decidida em direção ao quarto.
Ao chegar perto da porta, Olívia espiou com cautela, hesitando várias vezes antes de tomar coragem. No instante em que estendeu a mão para bater, a porta se abriu de repente, revelando um rosto de uma beleza extraordinária.
O homem era alto, de cabelos pretos curtos e desalinhados. Suas feições eram esculpidas e severas, emanando uma aura gelada que afastava qualquer tentativa de aproximação.
— Senhor Barros, o senhor... — Olívia sentiu o coração disparar ao reconhecê-lo. Antes que pudesse concluir a frase, Bernardo Barros a fitou por alguns segundos com um olhar frio, como se avaliasse uma mercadoria. Subitamente, ele a agarrou pelo braço e a puxou para dentro. A porta se fechou com um estrondo seco.
Olívia sentiu o calor intenso da palma da mão dele contra sua pele. Ainda atordoada pelo susto, foi erguida do chão pelos braços do homem imponente.
— O que está fazendo? Me solte! — exclamou ela, debatendo-se. No meio da luta corporal, ela acabou roçando em uma zona sensível do corpo de Bernardo. O olhar dele escureceu e, apertando-a ainda mais contra si, ele caminhou a passos largos em direção à cama.
No momento seguinte, Olívia foi lançada sobre o colchão largo, sentindo a cabeça girar. O corpo fervente dele a cobriu de imediato, e a respiração quente soprou em seu ouvido, acompanhada por uma voz rouca e magnética: — Já que veio, colabore. Tire a roupa!
O lóbulo da orelha de Olívia formigou. Recuperando os sentidos, ela o encarou, chocada. Empurrou o peito dele com as mãos, protestando com uma mistura de raiva e vergonha: — Afaste-se! Eu não sou esse tipo de pessoa que você está procurando.
Bernardo, contudo, parecia surdo às suas palavras. Sua respiração estava pesada, o rosto ardia e uma agitação incontrolável consumia seu corpo. O único alívio vinha do toque gélido das pequenas mãos da mulher contra seu peito; era como um antídoto que penetrava em seu sistema, incendiando o que restava de sua lucidez.
A última barreira de sua racionalidade se rompeu. Ele se inclinou para beijá-la, mas Olívia desviou o rosto bruscamente. O beijo acabou atingindo seu pescoço, branco como jade.
— Ah! — Um arrepio, como uma descarga elétrica, percorreu a espinha de Olívia. Com os olhos marejados de fúria e vendo que ele se tornava cada vez mais ousado, ela gritou enquanto lutava: — Seu pervertido, me solta!
Em meio ao pânico, ela avistou um copo cheio de água na mesa de cabeceira. Esticou o braço, tateou até alcançá-lo e jogou o líquido diretamente naquele rosto perfeito.
O choque da água gelada fez Bernardo estremecer. Ele recobrou a consciência no mesmo instante, deparando-se com um par de olhos marejados e brilhantes que o encaravam. Ele hesitou por um segundo.
Aproveitando a distração, Olívia o empurrou com força e saltou da cama, refugiando-se em um canto do quarto. Embora tremesse da cabeça aos pés, tentou manter a compostura.
— Senhor Barros, peço que me respeite. Sou Olívia Torres, assistente de talentos da Agência Estrela. Não sou uma mulher qualquer.
Embora estivesse ali a mando de Luciana Tolentino para confirmar se o hóspede era de fato Bernardo Barros, o agente mais poderoso da indústria internacional, bastou um olhar para ter certeza. Aquele rosto era inconfundível. Se não estivesse preocupada com as consequências profissionais, não teria apenas jogado água; teria esmagado o copo na cabeça dele.
Bernardo soltou uma risada sarcástica enquanto gotas de água escorriam por seu perfil esculpido. Apoiando-se na borda da cama, ele usou todo o seu autocontrole para reprimir o calor que ainda o queimava por dentro. Seu olhar era gélido e cortante.
— Inúmeras mulheres tentam subir na minha cama, mas eu nunca lhe darei outra oportunidade.
Olívia rangeu os dentes, irritada. Nunca conhecera um homem tão narcisista. O medo de instantes atrás deu lugar à indignação. Caminhou em direção a ele, batendo os saltos altos no chão, e cruzou os braços com desdém.
— O senhor se acha demais, não acha? — rebateu ela, irônica. — Já conheci muita gente, mas nunca vi um homem tão rude. Às vezes, chego a suspeitar que sua performance na cama deve ser péssima, já que nunca teve sequer um boato de romance até hoje.
O desabafo aliviou parte de sua frustração, mas o triunfo durou pouco. Uma aura gélida emanou dele. Antes que pudesse recuar, uma mão forte a puxou. Sem equilíbrio, ela tropeçou e caiu diretamente no colo de Bernardo.
— Ah! — gritou Olívia. Antes que pudesse se levantar, ele a prendeu firmemente pela cintura. Bernardo estava visivelmente insatisfeito, com os efeitos da substância ainda presentes em sua voz rouca e perigosa: — Então vou resolver isso agora mesmo, para que você possa confirmar por si mesma.
— Seu canalha, seu depravado! Nem em seus sonhos! — Olívia levantou a mão para esbofeteá-lo, mas Bernardo foi mais rápido e agarrou seu braço. No meio do embate, o movimento saiu do controle.
Olívia sentiu o aperto em sua cintura afrouxar e o corpo pender para trás. Em pânico, agarrou o braço de Bernardo e ambos despencaram sobre o tapete.
Ouviram um baque surdo. Bernardo caiu por cima dela, com as mãos apoiadas ao lado de sua cabeça. Por puro acaso, seus lábios se pressionaram contra os dela. O calor do contato súbito fez Olívia arregalar os olhos; por um instante, ela esqueceu como respirar.
O som das batidas cardíacas aceleradas preenchia o silêncio, sem que se soubesse de qual peito vinham. O ar pareceu estagnar por alguns segundos, tingindo-se de uma atmosfera ambígua.
O toque estridente de um celular quebrou o transe. Ambos recobraram os sentidos simultaneamente.
Bernardo se afastou e sentou-se encostado à cama, com a respiração ainda arfante e o olhar obscurecido.
— Você... — Olívia tentou falar, mas as palavras não saíam. Com o rosto corado, ela pegou o celular na bolsa às pressas, apenas para ver a tela escura; a chamada não era para ela.
Instintivamente, olhou para Bernardo. Ele já havia estabilizado a respiração e atendeu o aparelho com frieza.
— O que foi? — questionou ele, com a voz grave.
— Senhor Barros, temos problemas! — A voz desesperada do assistente ecoou do outro lado, audível para Olívia. — O hotel está cercado por uma multidão de repórteres que descobriram seu retorno ao país. Por favor, saia pela porta dos fundos imediatamente!
Bernardo soltou uma risada fria ao desligar. Ele lançou um olhar cortante para Olívia, carregado de escárnio.
— Então este é o seu joguinho de sedução?
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Son Bölümler
— Vocês têm que se casar, seja por você ou pelo Mateus. — Luciana segurou a mão de Olívia com desesp
Olívia Torres não sabia o que dizer, por isso manteve-se em silêncio. Para sua sorte, Luciana Ramal
— De jeito nenhum! — Eu não aceito. Carla Costa franziu a testa: — O Mateus deveria se casar comi
Em certos aspectos, Olívia Torres não era nada sensível, chegando a ser até um pouco lenta. No entan







