Краткое содержание
Três anos de casamento por contrato, e Alice era a esposa de fachada mais perfeita que a alta sociedade de Houston já viu.
Ela acompanhava Tom em todos os jantares, desviava os escândalos que ameaçavam a imagem dele, ajudava a fechar negócios – todo mundo elogiava o Tom por ter uma mulherão daquelas ao lado.
Mas só ela sabia a verdade: nesse casamento inteiro, ela nunca recebeu um beijo sincero.
No dia do divórcio, ela não chorou, não fez escândalo. Só pediu três coisas: – o acerto financeiro à vista, – que ele a levasse pessoalmente até o portão de embarque, – e um beijo.
Só um. Tom achou ridículo, mas topou. No fundo, ele só queria se livrar dela de uma vez.
Ele nunca imaginou que o avião dela cairia.
Destroços espalhados. Nenhum corpo encontrado.
Ele virou o viúvo sofrido da cidade, o homem que perdeu a esposa amada – e no velório, ele chorou mais do que ninguém.
Até que, seis meses depois, ele a viu.
Глава1
Alice estava com o marido, Tom, com quem era casada há três anos. Passaram a noite em casa, ele costumava voltar da cidade apenas uma ou duas vezes por semana. Naquela escuridão, ele se acomodou na cama de casal e a puxou para junto de si; suas mãos quentes deslizavam pelo corpo delicado dela enquanto seus lábios buscavam a curva de seu pescoço..
— Cheguei — murmurou ele, puxando a camisola de Alice até que não restasse nada.
Em seguida, os beijos desceram, deixando um rastro de calor, percorrendo sua pele. Tom beijava cada um dos seios alternadamente, estimulando seus mamilos que já começavam a enrijecer. Alice soltou um suspiro profundo antes de deixar escapar um gemido suave; a fome e o desejo daqueles beijos a despertavam. Tom nunca demorava para ficar excitado, o corpo dele reagia a ela muito rápido..
Quando a boca dele alcançou sua boceta, Alice arquejou. No quarto escuro, ela enterrou as mãos nos cabelos do marido e elevou o quadril, buscando mais contato. O amava, e a forma faminta como ele a saboreava a deixava sem fôlego.
Tom subiu novamente para provocá-la.
— Você me quer, Alie?
Perguntou, embora soubesse perfeitamente a resposta. Ela estava quente, úmida e já muito próxima do ápice. Tom era excepcional na cama, e era comum que ela dormisse pesado de exaustão logo depois.
— Sim — respondeu ela sem hesitar.
Sentiu a boca dele subir pelo seu corpo, deixando pequenas mordidas suaves. Ele mordiscou de leve o pescoço dela, logo abaixo da orelha, um ponto que a levava à loucura, sabia disso.
Tom a penetrou em um impulso longo e lento, arrancando-lhe mais um gemido. Alice pôde sentir o contorno de um sorriso contra sua pele enquanto ele a possuía sem pressa. Naquela noite, não tinha intenção de correr, e ela se entregaria a ele por todo tempo que Tom desejasse.
Eles se moviam em sincronia, com facilidade. Seus corpos se entendiam bem; três anos de casamento haviam ensinado a ambos como dar e receber prazer. Tom nunca foi puritano no sexo, e Alice aprendeu muito com ele. Mais tarde, quando o orgasmo a atingiu e ela chamou por Deus, Tom se ergueu para olhá-la de cima e sorriu.
— Você sabe que não é Deus quem está te fodendo desse jeito. — Ele balançou a cabeça de leve ao se retirar do corpo dela, virando-a de bruços logo em seguida.
Alice sorriu, sabendo que ele ainda não estava satisfeito. Ela deixou que ele prendesse seus pulsos e os guiasse para o topo da cama, onde ela se segurou na borda da cabeceira. Só de imaginar o que viria a seguir, sentiu o desejo reacender. Tom a dominava e a fodia por trás com força, e ela adorava. Ele a ajeitou na cama até que estivessem na posição que ele queria.
— Pronta, Alie?
A voz dele trazia o rastro de um sorriso. Ela olhou por cima do ombro para o marido magnífico e assentiu.
— Sim.
Ele se posicionou contra ela. Alice o ouviu suspirar ao sentir o contato entre as dobras úmidas de seu corpo. Após algumas investidas provocantes, ele a penetrou com força. Tom segurou o quadril dela, puxando-a contra si, e ela empurrou o corpo para trás, intensificando o contato, então o ouviu rosnar.
— Isso, porra...
Ele a fodeu com urgência até que ela estivesse novamente gritando de prazer. Alice sentiu o momento em que ele atingiu o ápice e ouviu seu grunhido de satisfação antes dele se deitar ao seu lado. Alice se ajeitou confortavelmente de bruços e observou o perfil dele na penumbra do quarto, tudo parecia perfeito, pensou consigo mesma.
— Durma — murmurou Tom, dando um tapa leve em sua bunda nua.
Ela soltou uma risadinha e fechou os olhos, amava aquele homem. Às vezes, Alice quase conseguia acreditar que era recíproco. No quarto, ele podia ser brincalhão, e isso fazia seu coração disparar, exatamente como agora. Aquele pequeno gesto estendia a intimidade entre eles.
Era difícil manter os pés no chão quando estava com ele naquela cama, ou quando o acompanhava em eventos de negócios e caridade. Mas era para isso que ela estava ali. Tom se casou com ela para tê-la ao seu lado; disse que ela era linda e que ficaria bem ao lado dele. O contrato de casamento deles não tinha data de validade, mas ele deixou claro: um dia, pediria o divórcio e ela receberia muito dinheiro como agradecimento por tudo. Tudo o que precisava fazer era estar presente quando exigido.
E ela cumpriu seu papel, usou inúmeros vestidos deslumbrantes enquanto caminhava de braço dado com ele, ignorando os comentários invejosos de outras mulheres. Murmuravam que ela era uma ninguém e que não merecia estar ali. Na visão delas, apenas alguém da alta sociedade mereceria Tomas Castro. Não achavam que ela estava à altura da posição.
Alice, no entanto, não era apenas um rosto bonito; tinha seu diploma, trabalhava de casa, precisando apenas de seu laptop e de uma conexão à internet. Na verdade, foi Tom quem a abordou primeiro. Na época, ela estava conversando com colegas de profissão sobre onde morar, já que seu contrato de aluguel estava vencendo e o proprietário não pretendia renovar depois de três anos. Tom lhe ofereceu um lar, aquela mesma casa.
Observando-o dormir, se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Uma vez, na casa da família dele, enquanto Alice brincava com os sobrinhos dele, Tom disse à mãe que não pensariam em filhos até completarem pelo menos três anos de casados. Alice ficou surpresa, eles estavam juntos há apenas um ano na época e ela nunca esperou que ele mencionasse algo sobre crianças.
Ele sorriu para ela e disse: "Pode perguntar de novo depois do nosso terceiro aniversário".
Alice apenas desviara o olhar, sem saber o que dizer, nem tinha permissão para beijar aquele homem, nunca. Essa foi a única exigência absoluta no acordo de casamento: nada de beijos na boca. Fora isso, ele esperava um casamento real em todos os sentidos. O sexo era garantido, ele foi bem direto sobre isso: "Eu gosto de sexo, vou querer ter e você é uma mulher adulta que tem necessidades. Podemos satisfazer um ao outro".
Estavam casados há três anos e ele nunca quebrou a regra. Certa vez, Alice tentou beijá-lo no calor do momento, mas ele parou imediatamente, saiu da cama e falou com frieza: "Temos regras sobre isso, Alice". Para o choque dela, ele se vestiu e saiu de casa. Ela tentou se desculpar, dizendo que se deixou levar, mas ele não pareceu se importar e ela nunca mais tocou no assunto.
Isso aconteceu quando tinham um ano e meio de casados, e Alice já estava apaixonada, só queria saber como era beijar o homem que amava. Tom era sempre gentil, charmoso e atencioso em público; sorria para ela e a tirava para dançar. No fim, Alice caiu na rede que ele tecia para a sociedade e chegou a pensar que ele também a amava.
Um grande engano.
Pouco depois do segundo aniversário deles, ela o ouviu ao telefone com Arthur, seu melhor amigo e advogado: "Esse casamento é conveniente para mim, mas vou me divorciar quando encontrar a mulher certa".
Ouvir aquelas palavras doeu muito, Alice teve que se lembrar de que não era o amor da vida dele e que um sexo excelente não significava paixão, mas era difícil. Quando ele estava em casa, era extremamente carinhoso e físico. Todas as noites eram como aquela; ele a procurava, sabia exatamente como agradá-la e o fazia repetidamente.
Ela fechou os olhos e suspirou. O terceiro aniversário de casamento foi há uma semana. Tom a levou para jantar e lhe deu toda atenção, assim como nos anos anteriores. Uma parte dela sabia que era tudo encenação, mas a outra amava cada segundo, alimentando-se das mentiras que contava a si mesma sobre o casamento que tinham.
Alice acordou sozinha na cama deles. Suspirou ao se virar de costas, fitando o teto. Às vezes também transavam pela manhã, e ela sentia um pouco de vontade disso agora, por mais que soubesse que não deveria desejar nada de seu marido. Nunca pedia nada além do que acontecia ali no quarto, quando ele a tocava. Aquela casa era mais do que suficiente: era grande, imponente, e uma governanta vinha todas as segundas e sextas-feiras, antes e depois do fim de semana. Nos outros dias, a própria Alice cuidava da arrumação. Não dava tanto trabalho assim, afinal, só ela morava ali, Tom morava na cidade, em uma cobertura a pouco mais de uma hora de distância.
Deitada na cama, se perguntou se ele já teria saído. Olhou para o relógio; passava pouco das sete, então era provável que sim. Ela sempre dormia como uma pedra depois do sexo. Isso a relaxava por completo, e sabia que Tom também dormia muito bem depois, mas ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la ao se levantar; tomava banho, vestia-se e ia embora. Metade das vezes, ela acordava sozinha.
Последние главы
Se não tivesse recuperado a memória e não soubesse que Tomas não era de fato um perseguidor psicopa
Durante o fim de semana, ocorreu-lhe que aquele tipo de comportamento, no futuro, poderia transformá
Aurora Souza observava os filhos correndo de um lado para o outro enquanto passeavam de carro para c
— Na verdade, não — Aurora Souza balançou a cabeça. — Sempre estive sozinha. Mesmo na infância, eu e







