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Passos de Sedução: A Protegida do Magnata

Passos de Sedução: A Protegida do Magnata

Última atualização: 2026-08-20 08:53:54
By: PlotTwistPapi
Em andamento
Idioma:  Português0+
2.7
6 Avaliação
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Sinopse

Mariana Ximenes-Vaz é uma estagiária de enfermagem cuja vida comum é destruída em uma única noite. Designada para cuidar de um paciente perigoso em uma ala isolada do Hospital Vida Plena, ela se vê sob a mira da arma de Sebastian Sotomayor, um magnata implacável atormentado por uma insônia brutal e segredos de sangue.


O que começa como um encontro forçado e traumático transforma-se em uma obsessão sombria. Sebastian descobriu que apenas Mariana é capaz de acalmar seus demônios, e ele não parará diante de nada para mantê-la como sua 'âncora' pessoal. Entre luxo excessivo, perseguições em alta velocidade e uma teia de traições familiares, Mariana deve escolher entre lutar por sua liberdade ou se perder nos braços do homem que jurou odiar.


Capítulo1

Porto Real.

Em frente ao Hospital Vida Plena.

Sob o manto denso da noite, uma fila de sedãs pretos, discretos porém imponentes, parou lentamente, exalando uma aura de mistério e autoridade.

— Sr. Sebastian, chegamos ao hospital — disse uma voz em um sussurro respeitoso.

A porta traseira se abriu, revelando uma perna longa e impecavelmente trajada. Sebastian Sotomayor, cercado por um destacamento de homens treinados, caminhou a passos firmes em direção à entrada principal do hospital.

Na sala de preparo.

Mariana Ximenes-Vaz movia-se com pressa, organizando álcool, gaze, hemostáticos e tesouras em uma bandeja. Ela conferiu tudo rapidamente antes de sair apressada pelo corredor.

Mariana era caloura de Enfermagem na Universidade de Medicina de Porto Real. Aquele era apenas o seu terceiro dia de férias e o segundo como estagiária no Hospital Vida Plena. Ela valorizava cada segundo daquela oportunidade.

Dez minutos antes, o hospital fora pego de surpresa pela chegada de um paciente enigmático e extremamente influente.

Embora se tratasse apenas de um ferimento superficial, toda a unidade estava à beira de um colapso nervoso. Até mesmo o diretor do hospital fora pessoalmente prestar assistência.

— Enfermeira-chefe, aqui está o material!

Vestindo seu uniforme rosa, Mariana chegou ofegante à porta do quarto e entregou a bandeja à supervisora.

A enfermeira-chefe respirou fundo, preparando-se para entrar e realizar o curativo, mas foi barrada por um homem vestido de preto que guardava a entrada.

O homem, que aparentava ter pouco mais de vinte anos, usava óculos escuros e mantinha uma expressão tão rígida que chegava a ser intimidante. Seu olhar varreu o grupo de enfermeiras e, sem hesitar, ele apontou para Mariana.

— Você. Entre!

O rosto delicado de Mariana se contorceu em choque. Seus olhos escuros se arregalaram e ela apontou para o próprio peito, incrédula.

— Eu?

O homem assentiu com frieza.

— Exatamente você.

A escolha deixou toda a equipe médica atônita. Mariana estava no hospital há apenas dois dias; ela mal tinha coragem de fazer um curativo em um animalzinho, quanto mais em alguém que parecia ter tanto poder. Se algo desse errado... não seria apenas a carreira dela que estaria em jogo; todos ali pagariam o preço.

O diretor, tentando apaziguar a situação com um sorriso forçado, interveio.

— Esta estagiária acabou de chegar, não tem experiência nenhuma. Temo que ela possa ser descuidada com o senhor. Que tal se trocarmos por alguém mais qualificado?

Beatriz Teixeira, que também estava ali de prontidão, mordeu o lábio e se voluntariou.

— Eu vou.

Beatriz era mais velha e tinha muito mais tempo de prática no hospital do que Mariana. Seria, sem dúvida, a escolha mais sensata. Mariana sentiu uma onda de gratidão pela amiga, sabendo que ela estava tentando protegê-la.

No entanto, assim que Beatriz deu um passo à frente, o homem de preto segurou seu ombro com firmeza. Ele manteve os olhos fixos em Mariana, com uma determinação implacável no rosto inexpressivo. Ele não aceitaria outra pessoa.

Após um silêncio tenso, Mariana mordeu o lábio e cedeu.

— ...Eu vou.

Olhando para a fileira de homens de terno preto e óculos escuros, ela teve a nítida sensação de que, se não entrasse por vontade própria, seria jogada lá dentro à força. Ela não conseguia entender por que alguém tão importante e perigoso escolheria justamente uma estagiária sem experiência.

Ao passar pela porta, Beatriz puxou levemente a ponta da manga de Mariana, um gesto silencioso de encorajamento. Mesmo aterrorizada, Mariana forçou um sorriso para que a amiga não se preocupasse tanto.

A porta se abriu e Mariana foi empurrada para dentro.

O baque surdo da porta fechando ecoou no quarto mergulhado em escuridão total. Ela ficou paralisada, sentindo a atmosfera opressiva e tensa a envolver como uma névoa fria. Na escuridão, o medo do desconhecido floresce com facilidade, especialmente diante de alguém tão ameaçador.

Com as mãos suando e o coração acelerado, Mariana reuniu coragem para falar.

— Senhor, vim cuidar do seu ferimento. Posso acender a luz?

Sua voz soou suave, doce e carregada de cautela.

Do outro lado do quarto, veio uma voz profunda e gélida.

— Venha aqui.

O som parecia emergir das profundezas de um abismo, contendo uma dor ou fúria contida que fez Mariana estremecer. Quando seus olhos finalmente se adaptaram à penumbra, guiada pelo fraco brilho do luar que atravessava a janela, ela começou a caminhar em direção à cama, cada passo dado com pavor.

A cerca de três metros da cama, ela parou.

— Senhor... onde é o ferimento? — perguntou, a voz trêmula.

Ele não a deixaria acender a luz? Teria que fazer o curativo às cegas? Mariana sentiu vontade de chorar; a dificuldade da tarefa parecia uma sentença de morte.

— Você pretende cuidar de mim dessa distância? — A voz do homem era sombria.

Mesmo sem enxergar o rosto dele, Mariana sentia o peso de dois olhos ardentes cravados nela. Ele era como um predador à espreita na noite, pronto para despedaçá-la a qualquer momento. Engolindo o medo, ela avançou mais alguns passos.

— Senhor... — começou a dizer, mas foi interrompida.

Uma força súbita a atingiu. A bandeja escapou de suas mãos, caindo no chão com um barulho metálico ensurdecedor que cortou o silêncio do quarto.

Mariana deu um salto, o coração martelando contra as costelas. Antes que pudesse se abaixar para recolher os itens na escuridão, o homem na cama pronunciou uma única palavra, curta e cortante.

— Tire.

Tirar? O quê?

Seria a bandeja? Ele estava irritado pelo barulho? Mariana ficou paralisada, sem saber como reagir.

— Tire!

De repente, algo frio e rígido foi pressionado contra sua cintura. A voz profunda agora soava rente ao seu ouvido, e ela podia sentir o calor da respiração dele contra sua pele. Ele estava... ordenando que ela tirasse a roupa?

Ele não estava ferido? Como conseguia se mover com tanta agilidade e ainda apontar uma arma para ela?

— *Click*.

O som da arma sendo engatilhada ecoou nitidamente no quarto silencioso. Mariana arregalou os olhos, o pânico absoluto tomando conta de seus sentidos. Suas pernas fraquejaram, quase a fazendo cair.

— Tire a roupa. Não me faça repetir — disse ele, a voz rouca e tingida por uma sede de sangue latente. O cano da arma pressionou com mais força contra o seu flanco.

Embora uma onda de humilhação e fúria a lavasse, diante daquela ameaça letal, Mariana não tinha escolha. Ela levou as mãos trêmulas ao uniforme.

Sentindo o peso de uma vergonha sem precedentes, ela desabotoou o uniforme rosa, revelando por baixo um vestido branco simples. Suas mãos pararam por um instante, hesitando.

O homem enterrou a arma ainda mais fundo contra sua cintura, a voz emanando um perigo irresistível.

— Continue.

Estremecendo, Mariana levou a mão às costas, abriu o zíper e o vestido branco deslizou pelo seu corpo, caindo suavemente sobre o chão frio.

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