Reivindicada pelo Melhor Amigo Implacável do Meu Irmão
Sinopse
Fugindo de uma família opressiva, Aria Oliveira busca refúgio com o irmão, mas acaba presa sob o mesmo teto que o melhor amigo dele, Damien Gomes — o rei implacável do submundo de Crestfall e o protagonista dos seus sonhos mais proibidos. Quando uma tensão avassaladora explode em uma paixão incontrolável, os segredos sombrios do Grupo Thorne ameaçam consumi-los. Dividida entre lealdade e desejo, Aria descobre que ser reivindicada por Damien é um caminho sem volta para um mundo onde o amor e a morte caminham de mãos dadas, e ela pode acabar coroada como sua rainha.
Capítulo1
Senti lábios pressionando os meus e deixei escapar um gemido, entregando-me a um beijo apaixonado que me puxava para mais perto dele. Suas mãos começaram a rasgar minhas roupas com urgência. Ao abrir os olhos, vi Damien inclinado sobre mim, seus lábios esmagando os meus. Ele desceu a boca lentamente pelo meu pescoço e eu inclinei a cabeça para trás, oferecendo-lhe mais espaço. Ele trilhou um caminho de beijos pela minha clavícula até chegar aos meus seios, sugando meus mamilos com suavidade. Meu gemido tornou-se mais alto. Quando ele mordiscou e os puxou levememente, empurrei meu busto contra sua boca, implorando em silêncio por mais. A sensação era divina. Eu poderia ficar ali com ele para sempre, deixando que ele me seduzisse sem pressa.
As mãos dele começaram a baixar minha calcinha devagar. Minhas próprias mãos desabotoavam sua camisa, puxando-a para longe enquanto eu admirava seu abdômen perfeito, adornado por tatuagens magníficas. O desejo de sentir seus mamilos na minha boca era avassalador. Eu o queria. Queria provar cada centímetro de seu corpo. Deitada ali, nua e enlaçada a ele, cada fibra do meu ser implorava por seu toque. Seus lábios beijaram meu umbigo, descendo lentamente em direção ao meu púbis; arqueei as costas, pressionando-me contra ele. Sua língua deslizou até minha intimidade e logo se concentrou no meu clitóris. Gemi quando ele começou a descrever círculos com a língua, provocando-me de forma cada vez mais rápida e intensa. Minhas mãos se enterraram em seus cabelos, empurrando-o para baixo, tentando fazê-lo ir mais fundo.
A língua dele movia-se com mais agilidade enquanto ele inseria dois dedos em mim, iniciando um movimento rítmico. Entre as carícias dele e a pressão em meu clitóris, senti o orgasmo começar a dominar meu corpo. Seus dedos aceleraram o passo, entrando e saindo de mim com vigor enquanto ele continuava o trabalho com a língua. Gritei ao atingir o ápice, jogando a cabeça para trás. O orgasmo mais intenso da minha vida rasgou meu corpo, e mantive minhas mãos firmes em sua cabeça enquanto ele prolongava aquele prazer.
De repente, comecei a ouvir o som do meu alarme ao longe. Eu não me importava. Não queria que ele parasse. O som foi ficando mais alto, mais insistente. Dei um salto e meus olhos se abriram abruptamente. Olhei ao redor e percebi que estava no meu quarto, completamente sozinha. Quando levei a mão à minha intimidade, percebi que estava ensopada.
— Droga — praguejei baixinho. Tinha sido um sonho e tanto.
Isso não podia estar acontecendo. Eu não podia ter esse tipo de sonho com o melhor amigo do meu irmão. Ele era proibido. Nada disso jamais aconteceria entre nós. Ou será que aconteceria? Eu estava prestes a morar com ele agora — meu irmão e Damien viviam juntos. As coisas estavam prestes a ficar interessantes.
Eu havia dedicado quatro anos da minha vida à faculdade de moda, e me mudar para a casa do meu irmão na Cidade de Crestfall parecia um passo enorme, especialmente sendo uma recém-formada sem um plano concreto para o futuro. Ao longo desses anos, acumulei mais roupas do que conseguia contar e uma montanha de sapatos. O design era minha paixão, e persegui-la havia me custado muito, mas me dado ainda mais. Meu irmão mais velho, Ethan Oliveira Oliveira, gentilmente pagou uma transportadora para levar meus pertences pela cidade. Ao empurrar minha bagagem para fora da estação de desembarque, esperava encontrá-lo à minha espera. Em vez disso, um homem que eu nunca vira antes estava lá, segurando uma placa onde se lia Aria Oliveira em letras garrafais. Quando me aproximei, sua postura robusta, quase como a de um buldogue, tornou impossível não notá-lo.
— Hum... olá? — cumprimentei, incerta sobre como abordar aquele estranho. Ele fixou o olhar em mim e deu um aceno curto.
— Senhorita Oliveira? — perguntou. Assenti.
— Meu nome é Leo Ornelas Ornelas. Seu irmão não pôde vir hoje, então me enviou para buscá-la — explicou.
— Que gentil da parte dele. Ele mencionou para onde você vai me levar? A última notícia que tive foi que não poderíamos nos mudar para o novo apartamento dele antes de um mês — comentei, observando-o com expectativa.
Leo Ornelas, vestido com um terno impecável, guardou a placa debaixo do braço, pegou minhas malas e caminhou em direção a um carro preto luxuoso. Ethan Oliveira e eu sempre fomos próximos, mas a vida nos separou por anos. Viemos de um lar conturbado: um pai narcisista e abusivo, o Sr. Oliveira, e uma mãe fraca e submissa que sempre o colocava acima de nós. Ethan Oliveira não aguentou. Aos vinte anos, logo após o ensino médio, ele se alistou no exército. Eu tinha onze anos na época, e os anos que se seguiram foram um verdadeiro inferno. Ele passou três anos em treinamento e outros seis nas Forças Especiais do Exército. Por oito longos anos, mal vi meu irmão.
Saí de casa aos dezessete, em uma fuga desesperada que deixou cicatrizes. Trabalhei para uma costureira que me ensinou tudo sobre corte e costura. Durante o crescimento, meu pai exigia perfeição na aparência para manter sua imagem pública, e acabei encontrando um fio de liberdade na moda. Meus pais se recusaram a apoiar meu sonho — meu pai queria uma advogada de quem pudesse se gabar —, então lutei por uma bolsa de estudos e, por algum milagre, consegui uma para estudar em Oakstead por três anos.
A faculdade de moda se tornou meu refúgio, tanto dos meus pais quanto do homem com quem vivi naqueles primeiros dias desesperados. A liberdade não foi fácil. Lutei com a falta de dinheiro e com todo o resto. Agora, aos vinte e oito anos, ainda sinto que mal conheço o Ethan Oliveira. Ele não é mais o adolescente problemático que saiu de casa; é um veterano experiente e um empresário de sucesso, em parte graças ao seu melhor amigo, Damien Gomes — o homem que assombrava meus sonhos com todo tipo de fantasia proibida.
Conheci Damien anos atrás, quando ele e Ethan Oliveira entraram para o exército. Ele vinha de uma família poderosa, a Família Thorne, e isso era evidente em seu porte. Não o vejo há um ano, mas ele visita meus sonhos todas as noites. Naquela época, ele era o homem mais atraente que eu já tinha visto; quem sabe como ele estaria agora. Ele é praticamente um fantasma na vida real: sem redes sociais, sem rastro público. Ethan Oliveira também não tem nada disso. Talvez ambos achem que é algo infantil.
— Sim, senhorita Oliveira. Fui instruído a levá-la para a casa do Sr. Gomes por enquanto — disse Leo Ornelas Ornelas, trazendo-me de volta à realidade.
O quê? A casa do Damien? Ah, não. Isso não é nada bom.
— E onde exatamente fica essa casa? — perguntei enquanto me acomodava no banco traseiro do carro caro.
— Na Torre Olimpo, no lado leste da Cidade de Crestfall — respondeu ele.
À medida que avançávamos, a linha do horizonte tornava-se mais nítida, revelando uma torre impressionante de vidro azul reflexivo, recortada em ângulos audaciosos. Cada prédio novo pelo qual passávamos era mais deslumbrante que o anterior.
— Aqui temos lojas de luxo, galerias de arte e parques lindos — acrescentou Leo Ornelas casualmente.
— O Sr. Gomes mora em um desses arranha-céus? — Inclinei-me para frente entre os bancos dianteiros, apontando para o horizonte cintilante.
Ele apontou um dedo curto para um edifício singular. — Aquela é a Torre Olimpo. Impressionante, não é?
A forma era surreal. Paredes de vidro subiam de uma base retangular, curvando-se graciosamente até que a estrutura lembrasse um trevo de quatro folhas. Parecia perfurar as próprias nuvens.
— Que tipo de negócio ele administra? — perguntei, tentando pescar detalhes sobre o sempre misterioso Damien Gomes. Os olhos escuros de Leo Ornelas buscaram o espelho retrovisor antes de voltarem para a estrada.
— Ele é dono de muitos negócios diferentes — disse ele de forma vaga, antes de mudar de assunto. — O prédio tem uma piscina de dezessete metros, não estou brincando. Li isso em uma revista.
— Você é o motorista do Sr. Gomes? — tentei novamente.
— Sou mais como um assistente pessoal — respondeu ele com um dar de ombros.
— E quanto ao meu irmão? — insisti.
— Trabalho para ele também — limitou-se a dizer.
Em um semáforo, Leo Ornelas pegou um folheto no console e passou para trás. — Aqui, dê uma olhada.
Como estávamos presos no trânsito, folheei o material. A primeira manchete em negrito dizia: Uma Cobertura nos Céus. O artigo descrevia o luxo da torre com detalhes vertiginosos.
— Isso parece muita coisa — murmurei distraída.
— Você vai descobrir que o Sr. Gomes é... muita coisa — disse Leo Ornelas de forma enigmática. Antes que eu pudesse perguntar o que ele queria dizer, ele fez um gesto em direção a uma entrada privativa reservada para os moradores da cobertura.
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Últimos capítulos
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