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O imprinting do lobisomem

O imprinting do lobisomem

Última atualização: 2026-06-10 10:10:22
By: Bell R
Em andamento
Idioma:  Português18+
5.0
3 Avaliação
10
Capítulos
64.8k
Popularidade
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Sinopse

#imprinting #segredos #lobisomem #lobos #amoraprimeiravista #romance #ação #lutas #magia #bruxas #melindrah


Lua: uma jovem que mora em Hankster, na zona rural.


Edmon: um homem sexy e misterioso, porém guarda um segredo.


Ao conhecer Lua, ele se apaixona à primeira vista, todo o seu mundo muda totalmente quando olha nos olhos da garota.


Quando os dois finalmente se conhecem, ambos vão sentir uma conexão, uma ligação que não entendem. Lua não irá conseguir mais se afastar de Edmon, certos sentimentos irão crescer dentro dela.


Mas, a cada encontro a vida dela pode correr certo perigo.


Venha descobrir o que irá acontecer com Lua quando seu mundo se unir ao do misterioso Edmon


Capítulo1

PROLOGO


Era uma vez…


Uma pequena garotinha que morava em uma fazenda no interior da floresta, sua pele era branca como a neve, seus cabelos dourados como ouro, e seus olhos azuis como mar.


A inocente garota não tinha medo de nada, ela caminhava nas trilhas tarde da noite e passeava sozinha pelos bosques, mesmo com seus pais dizendo para que ela tomasse cuidado, a jovem não os ouvia.


Certo dia, a pequena criança decidiu caminhar pelas redondezas da fazenda onde vivia, já era tarde e o sol se punha, logo à noite iria cair e a lua brilhar.


A criança vestiu sua capa vermelha, colocando o capuz sobre sua cabeça, ela estava animada e queria brincar até tarde da noite.


Ela saltitava e pulava caminhando pela estreita trilha entre as árvores, a lua que já estava no alto brilhava iluminando o caminho, revelando as belas flores que enfeitavam o caminho, enquanto, andava distraída a menina as colhia, enchendo suas pequenas mãos com flores de diversas cores.

Alguns minutos se passam e a pequena criança mal prestava atenção para onde andava e acabou se distanciando da estreita trilha a qual estava acostumada.


Enquanto sorria e brincava sozinha, a jovem tem sua atenção fisgada por um feroz som. Era um uivo, havia um lobo ali perto.


Curiosa e inocente, a pequena criança que brincava agachada com as flores se levanta, olhando ao redor procurando a origem do som, e de longe ela conseguia ver, um enorme par de olhos verdes lhe observava.


A menina era muito pequena, cerca de 10 anos de idade, não se deixou ser intimidada pela enorme fera, muito pelo contrário a criança não tinha medo, ela não conhecia a maldade, em sua pura imaginação a pequena pensava que aquele lobo era como nos desenhos e histórias, ela reparava na longa pelagem cinza que a fera tinha, e aquilo a atraía, a criança queria tocar e fazer carinho no animal.  


O lobo que estava imóvel no mesmo local apenas observando a criança, parecia perder o interesse, ele se virava e voltava a seguir seu caminho, a garota via o animal se distanciando e sem pensar duas vezes correu até ele, puxando a sua longa cauda, ela queria abraçar a fera e sentir a sua pelagem fofa, infelizmente, mal sabia ela que aquele animal estava a dias sem comer, ele se virou para a criança rosnando alto e a assustando, ele avançou contra ela.


E tudo que restou foi uma enorme poça de sangue ao chão, algumas partes do corpo da pequena ficavam ali, junto ao tecido rasgado da capa vermelha que a garota usava…


— Prestem atenção, crianças... isso é real e aconteceu há 4 anos.  


Já era tarde da noite e minha mãe como sempre contava novamente aquela mesma história, a mim e o meu irmão.


— Tomem cuidado, a floresta é traiçoeira, um deslize e vocês irão acabar como aquela pobre garota.


Minha mãe falava, enquanto servia os nossos pratos com o jantar, em seu rosto podia se ver seriedade e o medo, todas as noites ela dizia as mesmas coisas, mesmo sendo pequena assim como a garota da história, sempre tive consciência das coisas, e sabia que ela nos contava aquilo apenas para que tivéssemos medo e parássemos de sair para brincar pela fazenda.


A criança da história era igual a mim, tinha pele clara, cabelos dourados, e olhos azuis, me perguntava se minha mãe fazia de propósito, para me amedrontar, até mesmo a capa vermelha que eu uso colocava na história, por isso nunca dei atenção, não sentia medo ao ouvir aquela velha história. Meu irmão dizia não acreditar na história, achava que era só a velha história que todos os pais contavam aos filhos.  


Depois de todos jantarmos, nos retiramos para dormir, estava frio e na fazenda tudo que tínhamos para nos aquecer era a lareira que ficava no cômodo central da casa.  


No meu quarto, observava a lua, esse era o mesmo nome que minha mãe havia me dado, olhava para aquela gigante esfera que brilhava, e imaginava o porquê de ter o mesmo nome, sempre a achei linda, e todas as noites era como se a luz que ela emanava me atraísse.  


Mesmo frio, pegava minha capa e vestia, após ter certeza que todos dormiam, saía pelas portas do fundo, caminhava admirando a noite seguindo as trilhas ao redor da casa.


Naquela noite havia algo diferente, não sabia o que, até me deparar com algo que nunca havia visto em minha vida.


Eu fazia o mesmo trajeto, estava acostumada com os sons dos pássaros e dos animais noturnos, já havia visto vários em minhas caminhadas, mas nada igual aquele.


Assim como na história que minha mãe sempre contava, ouvi um uivo, sabia que era um lobo, já havia visto vários pela fazenda, ao parar para verificar ao redor, me deparo com um enorme par de olhos verdes, no mesmo instante que os vi congelei por completo, aqueles não eram olhos de um lobo normal, o animal era maior do que qualquer outro que havia visto, sua pelagem era cinza e a expressão em sua face era única, ele não era um animal qualquer.


Assim como eu, o animal estava congelado no meio da trilha, ele me encarava e parecia esperar minha reação, não era ingênua como uma garota da história, sabia do que a fera era capaz de fazer, por isso, permaneci parada, imóvel como uma estátua. O medo me consumiu naquele instante.


Aquela foi a primeira vez que senti medo de verdade, tinha algo naquele lobo diferente de tudo que já havia visto na vida. Mesmo de longe, era amedrontador.  


Depois de alguns segundos encarando aquele enorme ser, ele se virou e seguiu seu caminho, me abandonando, assim como fazia na história, diferente da criança ingênua e boba que seguia o lobo, me virei rapidamente e corri para casa sem olhar para trás.


Tranquei a casa, tirei o capuz, o guardando, e vou para a cama. Meu coração batia em um ritmo muito acelerado, colocava as mãos sobre o peito tentando me acalmar. Fecho os olhos tentando dormir, mas não conseguia.


Alguns minutos depois, demoro a pegar no sono, pois aqueles olhos verdes assustadores do lobo, não me deixam dormir. Como se ele estivesse bem na minha frente, esperando eu dormir para me devorar.



Oito anos depois…


— Lua, já terminou de tratar das galinhas e dos porcos?


Minha mãe me pergunta arrumando a mesa para o nosso habitual café da manhã em família, reparo no quanto temos mais coisas para comer agora do que nos anos anteriores.  


Nossa fazenda cresceu muito, graças a Deus. Olhando para a mesa, vejo que tudo ali parece delicioso. A respondo sorrindo:


— Sim mãe, já cuidei deles, e Leandro cuidou dos cavalos e das vacas. Fica tranquila, tá?  


Digo me sentando ao lado do meu pai, dá pra ver pela sua face o quanto ele está com fome, sorrio olhando para ele. Pouso meus olhos em minha mãe que se senta.


Ela diz contente:


— Ótimo. Muito obrigada, filha. Seu irmão já foi, não é?


Seu olhar fica triste de novo.


Leandro mora na cidade, ele vem de vez em quando ajudar na fazenda, só fica aqui na parte da manhã e se despede rapidamente, desde pequeno ele não gostava da fazenda, mas não o culpo, cada um tem seu gosto. Eu amo isso aqui: a natureza, a linda paisagem que vejo todos os dias.  


Apenas assinto com a cabeça olhando para meus pais, eles estão tristes, detesto vê-los assim, meu irmão faz falta para todos. Não somos muito chegados como alguns irmãos são, mas sinto sua falta.


Sorrio torto para eles e começo a comer, meus pais também.


Me sirvo de café, torradas com mel... está uma delícia.


Minha mãe sempre faz ovo para meu pai e de sobremesa um bolo de morango ou pudim que ele ama.


Como meu café satisfeita e digo a minha mãe, finalizando com meu café puro.


— Mãe, vou caminhar para fazer digestão e vou colher umas coisas na nossa horta mais tarde, logo volto, ok? – digo limpando minha boca, e me levanto.  


Ela me olha preocupada.


— Você sabe que detesto ver você saindo, mas… não posso impedir, você já é de maior, entendo que ainda não foi para cidade porque você ama aqui, então não posso te impedir de caminhar por aí, mas quero seu bem. Você sabe, né? Me prometa que vai se cuidar, ok? Leve a arma.


Ela me alerta.


Sempre levo a arma comigo. Estamos legalizados para usar arma por aqui, para nossa defesa, pois aqui onde moramos é bastante perigoso, tem muitos animais perigosos.


Eu apenas assinto, sei que ela quer me proteger.


Sorrio dizendo:


— Vou me cuidar, amo quando vocês cuidam tão bem de mim, não se preocupe, não demoro. Se cuide também, ok?


Digo beijando o rosto deles e indo até meu quarto pegar minha capa vermelha e a arma.  


Assim que a visto, me olho no miniespelho que tenho pendurado na minha parede, só consigo ver meu rosto.


Ainda sou bastante pálida, meus cabelos loiros que eram bastante brilhosos e dourados agora está mais escuro, é um loiro escuro, minha boca é rosada e carnuda. Meus olhos azuis intensos. Sou a mesma de antes, que adora passear, que ama a natureza, e quase sempre que estou caminhando sinto uma presença, como se alguém me vigiasse. É algo estranho, mas eu sinto isso.  


Eu já vi aquele lobo outras vezes, o lobo da minha infância. Isso é muito estranho.  


Uma parte em mim está com medo e a outra curiosa, preciso saber mais sobre esse lobo e o que ele pretende.

Capítulo 8


Última atualização: 2026-06-10

Capítulo 7


Última atualização: 2026-06-10

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