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Na Véspera do Sim: O Despertar da Vingança

Na Véspera do Sim: O Despertar da Vingança

Última atualização: 2026-04-27 04:05:00
Idioma:  Português0+
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Sinopse

Arthur Mendes era um engenheiro dedicado, prestes a oficializar sua união com Sofia Ramos. Mas, na véspera de assinarem os papéis do casamento, o sonho se tornou pesadelo. Ao flagrar Sofia nos braços de seu melhor amigo de infância, Lucas Rocha, Arthur descobre que foi traído não apenas no amor, mas também financeiramente. Decidido a não ser mais o joguete de ninguém, ele cancela o compromisso e utiliza segredos comerciais para iniciar uma retaliação implacável. No mundo corporativo e pessoal, a vingança é um prato que Arthur Mendes servirá bem frio.


Capítulo1

O barulho das máquinas no canteiro de obras mal havia cessado e Arthur Mendes já jogava a mochila de ferramentas nas costas, apressando o passo em direção à saída.

— Engenheiro Mendes, com tanta pressa? — o mestre de obras, Sr. Marcos, espiou com um cigarro no canto da boca. — Não disse que só sairia à noite?

— Mudei a passagem. — Arthur respondeu sem olhar para trás, a mão apertando o celular no bolso. Na tela, a mensagem que Sofia Ramos enviara meia hora antes: "O terno já está passado, esperando você voltar para experimentar." No final, um emoji de sorriso que ele já tinha visualizado mais de vinte vezes.

O táxi esperava no portão da obra. Assim que ele entrou, o motorista sorriu:

— Alguma boa notícia, rapaz? Esse sorriso está quase chegando nas orelhas.

Arthur não respondeu de imediato. Primeiro, mostrou o GPS no celular: — Motorista, primeiro passamos neste shopping, depois dobramos na Rua da Felicidade para pegar uma encomenda na confeitaria e, por fim, vamos ao Condomínio Vila Verde.

— É pra já! — O motorista acelerou. — O trânsito hoje está calmo, você vai chegar a tempo.

Arthur olhou para a sacola de papel em seu colo. No topo, estava uma pequena caixa de veludo, fruto de dois meses de salário. No aro interno, lia-se a gravação: "Arsof".

Houve um congestionamento na entrada do shopping. O motorista buzinou, ziguezagueando com habilidade até parar na porta lateral.

— O bolo de morango tem que ser com aquele creme importado — Arthur fez questão de lembrar antes de descer. — Minha noiva está falando disso há meio mês. Disse que quer comer o doce mais gostoso antes de assinarmos os papéis.

A moça da confeitaria já o conhecia. Sorriu assim que ele abriu a porta: — Sr. Arthur? Seu bolo acabou de ficar pronto.

De volta ao carro com o bolo em mãos, o motorista olhou pelo retrovisor: — Os jovens de hoje são detalhistas. Tanta preparação para um casamento.

Arthur apenas sorriu, sem dizer nada. O celular vibrou. Sofia enviara uma foto: o vestido de noiva branco pendurado no armário.

Ao chegar ao décimo segundo andar, sua mão tremeu levemente ao pegar as chaves. De repente, quis fazer uma surpresa e usou a chave reserva em vez de tocar a campainha.

A fresta da porta revelou um apartamento na penumbra. Arthur franziu o cenho; Sofia deveria estar em casa àquela hora. Teria saído para fazer compras?

Ele trocou os sapatos em silêncio, deixou o bolo no hall de entrada e guardou a caixinha das alianças no bolso da calça.

Vindo do quarto, ouviu uma risada abafada. Era aquele som agudo que Sofia costumava fazer quando assistia a programas de variedades.

Arthur sorriu e caminhou na ponta dos pés, preparando-se para abrir a porta de repente e assustá-la.

— ...Não tem medo que ele descubra? — Era a voz de um homem, carregada de deboche.

Arthur congelou. Conhecia aquela voz bem demais. Tinham bebido juntos na semana passada, e o sujeito prometera ser seu padrinho de casamento no dia seguinte.

— Medo de quê? — A voz de Sofia soava manhosa, quase arrastada. — Ele só volta à noite...

O resto das palavras foi abafado por sons de beijos. Arthur, parado no meio do corredor, esqueceu-se de como respirar.

Ouviu o atrito de tecidos, o ranger das molas do colchão e o som do próprio coração batendo contra os tímpanos. Avançou os passos que restavam. A porta não estava trancada; abriu-se com um simples empurrão.

Sofia estava ajoelhada no centro da cama, a alça da camisola branca caída pelos ombros. Lucas Rocha estava sem camisa, com a mão ainda pousada na cintura dela.

Na cabeceira, a tela do celular brilhava, aberta na conversa do WhatsApp onde ele enviara, duas horas antes: "Tenho uma surpresa para você".

O bolo caiu no chão com um baque surdo. O creme espalhou-se como uma mancha de sangue.

Sofia soltou um grito, puxando o lençol para se cobrir. No susto, Lucas derrubou o copo de água que estava no criado-mudo. Arthur ficou ali, parado na porta, sentindo como se alguém tivesse martelado um prego em suas têmporas.

— Arthur... — A voz de Sofia tremia.

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