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Meu Executor Rabugento

Meu Executor Rabugento

Última atualização: 2026-04-01 01:54:26
By: 夢見る
Concluído
Idioma:  Português0+
4.3
15 Avaliação
13
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Sinopse

Luna Meadowcroft, uma ?mega estudiosa numa alcateia de lobos que venera a for?a física, é constantemente humilhada pelo autoritário Executor Kael. Num canal an?nimo, ela desabafa — e encontra um aliado inteligente que conhece cada brecha das regras da alcateia. O que nenhum dos dois sabe é que o misterioso SilentWatcher e o odioso Executor dividem o mesmo corpo.


Capítulo1

O banquete após a caçada na Alcateia Blackwood era um verdadeiro turbilhão de uivos jubilosos, fogueiras estalando e o aroma rico e suculento de carne assada pairando no ar. Para a maioria, aquilo era uma celebração. Para mim, era uma operação tática.

Como estudioso e recém-chegado à alcateia, minhas habilidades de caça eram, para dizer o mínimo, inexistentes. De acordo com a lei do bando, isso significava que eu estava na base da cadeia alimentar, com direito apenas aos cortes de carne menos desejáveis, depois que os caçadores e guerreiros já tivessem pegado suas partes.

Mas, naquela noite, eu a tinha avistado. Uma costela perfeitamente assada, brilhando com a gordura e escondida bem na ponta da longa mesa comunitária. Tinha passado despercebida. Era a minha chance.

Com a furtividade de um bibliotecário aproximando-se da seção reservada, naveguei pela multidão barulhenta, segurando meu prato com prontidão. Eu estava a centímetros de distância, já com água na boca, quando uma mão grande e calejada se fechou sobre a travessa.

— Este é um corte nobre, Meadowcroft.

Ergui o olhar e dei de cara com a expressão tempestuosa e irritantemente atraente de Kael, o Executor da Alcateia. Ele era o braço direito do Alfa, a personificação viva de cada regra rigorosa que eu achava sufocante. E, pelo visto, meu torturador pessoal.

— Eu estou ciente — respondi com os dentes cerrados.

— Cortes nobres são para o grupo de caça — declarou ele, com a voz num tom baixo e rouco que enviou um calafrio indesejado pela minha espinha. — O seu lugar é com as rações dos Ômegas.

— Eu rastreiei a caça on-line por duas horas e cruzei os dados com os padrões de migração. Minha inteligência levou os caçadores até aquele cervo — argumentei, o que era verdade. Eu lutava com o cérebro, não com as garras.

Um canto da boca dele tremeu, um esboço de sorriso de escárnio que me enfureceu até a alma.

— Inteligência não suja as patas de sangue. Lei da alcateia.

Dito isso, ele ergueu a travessa inteira de costelas, virou as costas largas para mim e a depositou diretamente na frente de Seraphina, a líder dos guerreiros da alcateia, que me lançou um olhar triunfante e piedoso.

Fiquei ali parado, meu prato vazio servindo como símbolo da minha total humilhação, enquanto Kael se afastava sem olhar para trás. A injustiça de tudo aquilo queimava mais forte que a fogueira. Eu o odiava. Odiava suas regras, sua arrogância e o modo como aquele sorriso estúpido e condescendente fazia meu estômago dar uma reviravolta patética.

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