A Noiva da Sombra
Sinopse
Para o implacável bilionário Damian Blackwood, o matrim?nio nunca foi uma institui??o sagrada — era apenas a cláusula final de um contrato de bilh?es de dólares, meticulosamente desenhado para consolidar seu império. O acordo estava selado, e sua vitória, mais do que garantida. Contudo, no dia da assinatura, ele sentiu o gosto amargo da trai??o. A mulher por trás do véu n?o era a herdeira rebelde que lhe fora prometida. Em seu lugar estava Seraphina, a irm? mais nova e inocente — uma estudante de artes de temperamento manso, coagida a assumir o papel da irm?. Consumido pela fúria diante do engano, Damian decide prender Seraphina a si em uma gaiola dourada. Ele jurou que ela pagaria caro pela perfídia de sua família. Seu plano era de uma simplicidade cruel: quebrar aquela mulher bela e silenciosa que ousou tornar-se sua esposa. Ele a possuiria, a isolaria de tudo e transformaria sua existência em um inferno particular até que ela implorasse por piedade. No entanto, Damian n?o estava preparado para a for?a silenciosa que habitava naqueles olhos tempestuosos, nem para o espírito inabalável que se recusava a estilha?ar. Seus jogos mais perversos come?aram a parecer uma tortura autoinfligida, e a linha tênue entre a vingan?a de sangue frio e uma paix?o perigosa e avassaladora come?ou a se dissipar. Em sua busca obstinada por arruiná-la, acabaria o dem?nio de Wall Street destruindo a si mesmo? Ou seria o anjo que ele jurou destruir a sua única e última salva??o?
Capítulo1
A fusão era uma obra-prima da guerra corporativa, um pacto forjado no cadinho do desespero mútuo. O império Blackwood, um titã de fortuna antiga e tecnologia de ponta, cerrava fileiras com o Grupo Rousseau, uma marca de luxo decadente, contra um predador comum que rondava Wall Street. Os termos eram brutais, as negociações, implacáveis. Mas uma cláusula era inegociável, gravada na pedra pelos patriarcas: um casamento. Uma união de linhagens para selar a aliança. Damian Blackwood, o CEO e herdeiro de trinta anos, se casaria com Isabella Rousseau, a filha mais velha.
Damian estava na imensa biblioteca da propriedade dos Blackwood em Long Island. O silêncio do cômodo era quebrado apenas pelo tilintar do gelo em seu copo de uísque. Ele era um homem esculpido em granito impiedoso e ambição fria; seu terno sob medida parecia uma segunda pele. Ele não queria uma esposa. Queria a vitória. O matrimônio era meramente o selo no contrato.
Seu pai, Richard Blackwood, um homem cuja presença ainda impunha a gravidade de uma sala de conselho, entrou no recinto.
— Alistair Rousseau chegou. Com a filha.
Damian assentiu, virando o resto da bebida de uma vez. O ardor na garganta era um conforto familiar. Ele seguiu o pai até o solário, onde um grupo pequeno e tenso se reunira para a cerimônia de assinatura privada. Alistair Rousseau, um homem cuja ambição ultrapassara seus meios, permanecia de pé, suando em seu terno caro. Ao seu lado, coberta por um delicado véu de renda conforme exigia o acordo arcaico, estava a noiva. Ela era uma figura silenciosa e imóvel, com as mãos entrelaçadas firmemente à frente do corpo.
A cerimônia foi rápida e estéril. Advogados murmuravam, penas riscavam o pergaminho pesado. Quando chegou o momento da assinatura, o olhar de Damian caiu sobre a mão da noiva enquanto ela alcançava a caneta. Seus dedos tremiam. Mas não foi o tremor que lhe chamou a atenção. Foi um anel em sua mão direita, um aro de prata simples, quase infantil, com uma minúscula margarida desgastada. Era algo barato, sentimental, totalmente fora de lugar em meio aos diamantes Cartier e Graff que adornavam a sala. Ele vira o dossiê de Isabella. O gosto dela pendia para o ostensivo. Aquela não era ela.
Um pavor frio, agudo e desconhecido, enroscou-se em seu estômago.
Após as assinaturas finais terem sido secadas e os advogados se retirarem discretamente, a mãe de Damian, Eleanor, deu um passo à frente com um sorriso gentil.
— Bem-vinda à família, querida. Podemos ver nossa nova filha agora?
Ela estendeu a mão para o véu. Alistair recuou involuntariamente.
A voz de Damian cortou o ar, perigosamente suave.
— Deixe comigo.
Ele avançou, os olhos fixos na figura trêmula. Não esperou por permissão. Com um movimento brusco do pulso, ele ergueu a renda.
O rosto por baixo não era o de Isabella.
Era mais delicado, mais frágil, com olhos da cor de um mar tempestuoso e uma boca que parecia nunca ter conhecido um sorriso verdadeiro. Ela era linda — dolorosamente linda — mas era uma estranha.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. O rosto de Richard Blackwood endureceu. A mão de Eleanor voou para a boca.
— Alistair — a voz de Damian era um rosnado baixo, despojada de qualquer civilidade. — Explique isso.
— Foi... uma mudança de última hora — gaguejou Alistair, com o rosto acinzentado. — Isabella... ela não estava bem. Esta é minha filha mais nova, Seraphina.
— Não estava bem? — Damian soltou uma risada, um som sem humor e aterrorizante. — Meus informantes dizem que ela foi vista embarcando em um jato particular para Florença esta manhã com algum artista faminto. Você ousou me trazer uma substituta? Acha que o nome Blackwood é algo que se pode enganar?
O pânico tomou conta de Alistair.
— Damian, por favor, a fusão... é vital! Ela ainda é uma Rousseau!
Seraphina permanecia congelada, lágrimas traçando caminhos silenciosos por suas bochechas pálidas. Parecia um fantasma em sua própria execução.
Damian ignorou o pai dela. Ele se aproximou da moça, sua sombra a engolindo por inteiro. Abaixou a cabeça, a voz em um sussurro venenoso destinado apenas aos ouvidos dela.
— Meus parabéns, Sra. Blackwood — sibilou ele, o nome soando como uma maldição em sua língua. — Você queria fazer parte deste mundo? Não faz ideia do preço que está prestes a pagar. — Ele se empertigou, varrendo a família dela com um olhar de absoluto desprezo. — A fusão permanece. O casamento é legal. Mas não se engane, Alistair. Você não ganhou um aliado. Você fez um inimigo.
Ele girou nos calcanhares e se afastou, deixando Seraphina em pé em meio às ruínas de sua vida, com o peso daquela promessa desabando sobre ela.
— Por este engano — a voz dele ecoou de volta para a sala, fria e definitiva —, eu tirarei tudo de você. E vou começar por ela.
Últimos capítulos
Cinco anos depois. A neve caía suavemente lá fora, cobrindo os vastos jardins da propriedade Blackw
A vida em Seraphina's Cove, e posteriormente no retorno à propriedade de Long Island, estabeleceu-se
Com a derrota definitiva de seus últimos inimigos e seus nomes devidamente limpos, uma paz profunda
Faltava menos de uma hora para o toque do sino de abertura da Bolsa de Valores de Nova York. Em seu







