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A Doce Fuga do Executor

A Doce Fuga do Executor

Última atualização: 2026-04-01 01:32:10
Idioma:  Português0+
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Sinopse

Uma padeira determinada, Seraphina Rossi, descobre que as dívidas do pai a entregam ao implacável Executor Declan Callahan — que se torna dono da sua padaria e da sua liberdade. Obrigada a servir o homem mais perigoso de Chicago, ela recusa-se a se curvar, e Declan percebe que provocar a única mulher que ousa enfrentá-lo pode ser o seu maior erro.


Capítulo1

A terça-feira de Seraphina Rossi corria perfeitamente bem, até que o próprio diabo decidiu entrar na sua padaria.

Sera, como todos a chamavam, via na sua loja, a Sweet Escape, um verdadeiro santuário. Era um refúgio acolhedor com paredes de tijolos expostos e um aroma celestial de canela que perfumava aquele vibrante bairro de Chicago. Aquele lugar era o sonho que ela erguera com as próprias mãos, com o avental sempre sujo de farinha e um brilho de independência ferrenha no olhar.

O primeiro sinal de que algo estava errado veio com o seu pai. Leo Rossi apareceu por volta do meio-dia, cambaleando, com os olhos inquietos e exalando um cheiro insuportável de uísque barato e desespero. Sera, meu anjo, eu... eu me meti em confusão, murmurou ele, antes de surrupiar um bolo de dinheiro da caixa registradora e desaparecer tão rápido quanto havia surgido.

Uma hora depois, os sedãs pretos encostaram. Eles deslizaram até a calçada com a graça silenciosa e predatória de tubarões. A porta do carro da frente abriu-se e dele desceu Declan Callahan.

Sera sabia exatamente de quem se tratava. Todos naquela parte de Chicago sabiam. Ele era o "Executor" da família Callahan, a máfia irlandesa mais poderosa da cidade. Era a lenda urbana que os pais contavam aos filhos para os assustar, um homem cujo nome só era pronunciado em sussurros. Ele era alto, de uma beleza impossível que chegava a ser ofensiva, e irradiava uma aura de poder frio e absoluto. O fato que ele vestia provavelmente custava mais do que todo o faturamento mensal da padaria.

Ele entrou na loja enquanto os seus homens se espalhavam atrás dele, e a simples presença do grupo pareceu sugar todo o calor do ambiente. Declan não olhou para os doces. Nem sequer deu atenção ao cardápio charmoso, pintado à mão. Ele olhou diretamente para ela, com olhos cinzentos e pálidos que varreram o local como se ele estivesse a avaliar uma nova mercadoria.

Ele parou diante do balcão e, sem dizer uma palavra, deslizou um documento dobrado sobre a madeira polida. Era a escritura da loja. Assinada e transferida.

— A partir deste momento — disse Declan Callahan, com uma voz de barítono baixa e gélida que não admitia contestação —, eu sou o dono deste lugar. E de tudo o que há aqui dentro. — Ele fez uma pausa, deixando o olhar descer deliberadamente dos olhos dela para o avental sujo de farinha e voltando a subir. — O que significa que eu sou o seu dono. Traga-me um café. Preto.

Sera encarou a escritura e depois olhou para ele. O choque foi como um soco físico, seguido imediatamente por uma onda de pura e genuína fúria italiana. Ela pensou no pai, nas dívidas dele e na tal "confusão" em que ele se metera. Tudo se encaixou.

Ela não entrou em pânico. Não chorou. Em vez disso, sorriu. Um sorriso brilhante e deslumbrante que não chegava aos olhos.

— Com certeza, chefe — respondeu ela, a voz transbordando uma doçura fingida. Ela virou-se, pegou na jarra de limonada gelada que acabara de preparar e encheu um copo alto.

Voltou-se para ele e deslizou a bebida para a sua frente. — Bem-vindo à Sweet Escape.

E então, com um movimento delicado e calculado do pulso, ela entornou o copo inteiro daquela limonada pegajosa e cheia de polpa sobre a frente do fato de mil dólares dele.

Os guarda-costas sobressaltaram-se, e um deles chegou a levar a mão ao casaco. Mas Declan não se mexeu. Permaneceu perfeitamente imóvel enquanto a limonada pingava do seu queixo para o chão imaculado. Lentamente, ele limpou uma gota do rosto com as costas da mão, mantendo os olhos cinzentos fixos nos dela. Não havia raiva neles. Havia... curiosidade.

Um sorriso lento e perigoso surgiu no rosto dele. — Um presente de boas-vindas — murmurou ele, com um tom de voz que era quase um ronronar de diversão. — Que atencioso.

Sera apenas retribuiu o sorriso, de queixo erguido. — O nosso objetivo é satisfazer o cliente.

Ela acabara de declarar guerra ao homem mais perigoso de Chicago. E, pelo brilho nos olhos dele, ele estava absolutamente encantado.

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