SeaArt AI Novel
APP
Início  / A Companheira Oculta do Alfa
A Companheira Oculta do Alfa

A Companheira Oculta do Alfa

Última atualização: 2026-06-24 07:01:40
Idioma:  Português0+
4.8
42 Avaliação
15
Capítulos
181.1k
Popularidade
7.8k
Total de palavras
Ler
+ Adicionar à estante
Compartilhar:
Denunciar

Sinopse

Ele é o Alfa mais poderoso do continente, um rei implacável cujo lobo indomável assusta até sua própria alcateia. E eu sou a humana sem cheiro que ele trancou em sua fortaleza. Ele me encontrou na cerim?nia do Tributo, uma garota desesperada oferecendo-se para lutar por moedas. Um toque, um momento de reconhecimento impossível, e ele me reivindicou como sua Companheira — a companheira que ca?ava há anos, a companheira que minha própria magia me escondia. Agora sou sua assistente relutante, uma prisioneira numa gaiola de ouro. Ele é meu captor, um tirano dominante e irritante que observa cada movimento meu. Odeio-o por me aprisionar, por despertar um passado que n?o consigo lembrar e um destino que n?o quero. Por que, ent?o, seu toque parece um lar? Por que meu corpo me trai com um arrepio toda vez que ele se aproxima? E por que, quando seus rivais me amea?am, meu poder adormecido desperta para defender o homem que deveria desprezar?


Capítulo1

O ar na zona neutra — uma extensão de terra rochosa e implacável que fazia fronteira com o vasto território da Alcateia da Lua Sangrenta — estava impregnado com as emanações típicas dos lobisomens: terra úmida, pinho e o estalo elétrico de poder puro. Para Seraphina Hale, que passara os últimos dez anos fingindo ser a humana Sydney Parker, aquela atmosfera era um ataque brutal aos sentidos que ela tanto se esforçara para suprimir. No entanto, o desespero exalava um odor muito mais cortante do que qualquer outro ali presente.

Sua mãe humana adotiva, a única figura parental verdadeira que ela já conhecera, estava doente. Os médicos humanos usavam termos longos e complicados, mas todos podiam ser traduzidos em uma única necessidade: dinheiro. E dinheiro era algo que Seraphina não tinha.

Foi por isso que ela foi parar ali, no Dia do Tributo. Tratava-se de uma cerimônia ancestral e violenta, onde os sem-alcateia, os desesperados e os ambiciosos compareciam para oferecer suas habilidades ao Alfa regente em troca de moedas, status ou simples sobrevivência. Seraphina tinha apenas uma habilidade a oferecer: ela sabia lutar. Não como um lobo — ela não guardava memórias de sua forma transformada, nem possuía qualquer conexão com aquela metade primitiva —, mas com a velocidade ágil e perversa de um gato de rua encurralado.

Ela permanecia na fila de suplicantes, com a cabeça baixa e o coração batendo como um tambor frenético contra as costelas. Ao seu redor, lobisomens de todos os tipos e tamanhos se exibiam e se empertigavam, seus aromas formando uma cacofonia de orgulho, medo e agressividade. Ela, contudo, não emanava nada. Era um vácuo, um espaço em branco naquele mundo de fragrâncias vibrantes. Uma garota sem aroma. Aquele era o legado da magia agonizante de sua verdadeira mãe — um feitiço lançado para escondê-la de um passado que ela só conseguia sentir no frio cortante de seus pesadelos.

Um silêncio súbito caiu sobre a multidão. Ele havia chegado.

O Alfa Nathaniel Thorne.

Ele se movia com a graça letal de uma pantera à espreita, sua presença manifestando-se como um peso físico que pressionava todos ao redor. Era o poder encarnado. Seu cheiro era uma mistura inebriante de ar carregado por tempestades, florestas antigas e algo única e tiranicamente masculino. Seus olhos, da cor de ouro derretido, percorreram a fila, descartando cada pessoa com um lampejo de desinteresse. Nathaniel era famoso por sua impaciência, por sua intolerância com a fraqueza e pelo fato notório de não ter uma companheira. Os sussurros diziam que seu lobo estava se tornando selvagem sem a sua outra metade; um rei sem sua rainha.

Chegou a vez de Seraphina. Ela caminhou até o centro da clareira poeirenta, sentindo suas roupas emprestadas finas e inadequadas. Manteve os olhos fixos no chão.

— Seu nome e seu tributo — trovejou a voz do Beta, plana e impessoal.

— Sydney Parker — disse ela, em um sussurro frágil que mal reconheceu como seu. — Ofereço minha habilidade em combate. Como guarda, batedora... o que for necessário.

Um riso baixo ecoou entre os lobos reunidos. Uma humana. Oferecendo-se para lutar.

Mas o Alfa não disse nada. Ele a encarava com a cabeça levemente inclinada, um foco estranho e intenso brilhando em suas pupilas douradas. A pele de Seraphina formigou. Sob aquele olhar, algo nas profundezas de seu ser, uma brasa adormecida há muito tempo, oscilou com um calor estranho e doloroso.

— Aproxime-se — ordenou o Alfa Thorne. Sua voz era um rosnado baixo que vibrou diretamente através dos ossos dela.

Hesitante, ela deu um passo. Depois outro. A cada movimento, a pressão da presença dele se intensificava. A magia que a envolvia, a teia delicada que sua mãe tecera com seu último suspiro, começou a se esgarçar. O feitiço tremeu, esticado até o limite pela força absoluta da essência de Alfa que Nathaniel emanava.

E então, ele se rompeu.

Por um único segundo avassalador, uma fragrância floresceu dela, um aroma que ninguém sentia há uma década. Era o perfume impossível de jasmim beijado pela lua e de uma tempestade iminente; força e vulnerabilidade entrelaçadas. Era o cheiro de sua Companheira.

Avaliações e comentários

Mais curtidos
Novos

Você também pode gostar