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A Vingança da Noiva Cadáver: O Retorno da Favorita do Duque

A Vingança da Noiva Cadáver: O Retorno da Favorita do Duque

Ultimo aggiornamento: 2026-05-06 03:21:00
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Rapporto

Sinossi

Voltei da morte com um único propósito: vingar-me do Duque do Norte, o homem que me assassinou.


Meu aliado nessa jornada é Samuel, o Inquisidor-Geral, o mesmo homem que antes era meu adversário ferrenho.


Tudo ia conforme o planejado, até que, certa noite, descobri por acaso um retrato escondido em seu escritório. Era uma pintura minha, da minha vida passada.


Sob a moldura, havia um diário secreto com uma nota escrita por ele:


— Irmã, finalmente te encontrei. Desta vez, Leonhart pagará com a vida pelo que fez a você.


No entanto, eu me lembrava com clareza absoluta: Eileen, a irmã de Samuel, havia morrido dez anos atrás, naquela fatídica campanha no Norte.


Capitolo1

A queimação do veneno ainda adere à minha garganta, como uma brasa que se recusa a apagar.

Leonhart, meu querido marido, preencheu minha taça com traição e morte em plena noite de núpcias.

Ele me acusou de ser a assassina do Cardeal. Enquanto os guardas me arrastavam para fora dos aposentos reais como se eu fosse lixo, aqueles olhos que um dia confundi com paixão mostravam apenas um escárnio gélido.

— Vera, poder sacrificar-se pelo meu plano é a única glória de sua vida insignificante.

Suas palavras foram mais frias e afiadas que o próprio veneno, perfurando minha consciência que se esvaía.

Fui jogada brutalmente contra o chão de pedra gélida. Acima de mim, ecoou uma voz desprovida de qualquer calor, pertencente ao Inquisidor-Geral Samuel — o maior rival político de Leonhart e, naquele momento, minha única chance de sobrevivência, se é que se podia chamar aquilo de chance.

— Um presente enviado pelo Duque? — A voz de Samuel não era alta, mas possuía uma agudeza capaz de arranhar os ossos. — Uma noiva que tentou assassinar o Cardeal e foi descartada na mesma hora? Que ironia.

Lutei para erguer a cabeça. Minha visão oscilava sob o efeito da dor e da toxina.

O Inquisidor estava sentado nas sombras, com o rosto obscurecido. Apenas o som de seus dedos batendo rítmicos no braço da poltrona preenchia o silêncio, nítido como o repicar de um sino fúnebre.

Eu conhecia o plano de Leonhart: ele queria que eu morresse pelas mãos de Samuel. Assim, livraria-se de mim — uma parceira que sabia demais — e, ao mesmo tempo, incriminaria Samuel por abuso de autoridade e execução indevida.

Dois coelhos com uma cajadada só. O estilo dele, como sempre.

Exatamente como na minha vida anterior, quando ele sugou todo o talento comercial e a rede de contatos de Eileen — ou seja, eu — para depois me empurrar para o abismo sem volta.

Não. Eu não morreria uma segunda vez daquele jeito.

A injustiça sofrida por Eileen e o ódio de Vera precisavam de uma saída.

A força abandonava meu corpo rapidamente; minha mente estava prestes a mergulhar na escuridão.

No desespero, um pensamento lampejou.

Havia um compartimento secreto no escritório de Leonhart que apenas eu conhecia. Lá estavam as provas reais de sua alta traição.

Aquele era o meu amuleto de proteção e o ponto de partida para a minha vingança.

Reunindo o último resquício de energia, mordi a ponta da língua com força.

A dor aguda trouxe um instante de clareza. Puxei a barra do meu vestido manchado de sangue e, com a ponta dos dedos embebida no líquido quente, comecei a escrever freneticamente.

Não eram letras comuns, mas sim a cifra que eu usava para me comunicar com contatos especiais quando era a líder da guilda comercial do Sul, Eileen. Escrevi as informações cruciais sobre os livros contábeis, a localização exata do compartimento e o mapa estelar do nascimento de Eileen necessário para abrir o mecanismo.

O tecido do vestido foi rapidamente tomado por símbolos caóticos e sinistros.

— Truques de feitiçaria — debochou um dos guardas ao lado.

Mas, nas sombras, o som rítmico dos dedos parou.

Samuel levantou-se e caminhou lentamente até mim. A ponta de sua bota polida parou a centímetros do meu alcance.

Ele se agachou, e uma aura gélida me envolveu.

Pude ver seu rosto de perto: era atraente, mas excessivamente pálido, com um olhar tão penetrante que parecia dissecar a alma.

— O que é isso? — perguntou ele, sem deixar transparecer nenhuma emoção.

— As provas... reais... contra Leonhart... — Minha voz era um fio, cada palavra carregada de um gosto metálico de sangue.

— No escritório dele... atrás da estátua de grifo... o compartimento secreto... o mecanismo... só abre com o meu... mapa estelar...

Ele me observou em silêncio. Naqueles olhos cinzentos, parecia haver uma tempestade se formando.

De repente, ele sacou a adaga da cintura e encostou a lâmina fria no meu pescoço, provocando-me um calafrio.

— Por que eu deveria acreditar nos delírios de alguém que está às portas da morte? Talvez isso seja apenas um estratagema para ganhar alguns minutos de vida.

O toque da morte era real.

No entanto, apenas encarei seus olhos e, com todo o esforço que me restava, esbocei um sorriso quase quebrado:

— Senhor Inquisidor... Eileen... era assim que Leonhart chamava sua infeliz amiga que partiu cedo demais, não é? Ele não costuma dizer que, se Eileen estivesse viva, ela o ajudaria a conquistar o mundo?

A pupila de Samuel contraiu-se de forma quase imperceptível. A pressão da adaga relaxou levemente.

Continuei a lançar minhas cartas, com a voz tão baixa que apenas nós dois podíamos ouvir:

— Eileen não morreu de doença... ela descobriu que Leonhart estava em conluio com o inimigo e desviando fundos do exército... Foi ele quem a empurrou pessoalmente do penhasco no Norte...

Aquelas palavras eram uma mistura de verdade e manipulação, mas foram suficientes para plantar uma dúvida colossal na mente dele.

Sobre a morte de Eileen, os boatos externos sempre foram contraditórios, e Samuel, evidentemente, nunca esteve convencido da versão oficial.

Ele me fitou, como se tentasse me atravessar com o olhar.

O tempo pareceu congelar. Após um longo silêncio, ele girou o pulso e guardou a adaga.

Ele se levantou, olhando-me de cima com um sorriso gélido, quase cruel, curvando os lábios.

— Cooperação? — Ele soltou um leve escárnio e fez um sinal para os guardas. — Primeiro, tente rastejar para fora deste inferno... Se conseguir chegar viva à minha presença, então viremos falar de condições.

A porta de ferro da masmorra bateu com estrondo diante dos meus olhos, engolindo o último feixe de luz e deixando apenas a escuridão infinita e o frio cortante.

Caí sobre a palha imunda, sentindo meu corpo desfalecer.

Mas, no fundo do meu ser, uma pequena chama começou a arder.

Samuel, nosso jogo está apenas começando.

Eu vou sair daqui. Vou chegar até você.

E então, juntos, arrastaremos Leonhart e sua glória hipócrita para o nível mais profundo deste purgatório.

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