Marcada pelo Alfa Rival
Sinossi
Para salvar uma estranha, tomei seu lugar no altar. Meu plano era simples: expor o Alfa cruel e escapar no caos. N?o contei com o Alfa Ivan Nightclaw. Humilhado diante de sua alcateia, o implacável Alfa n?o me deixou ir. Prendeu-me a ele, for?ando-me a ser sua Luna por dois anos como pagamento de uma dívida antiga da minha alcateia. Ele é meu captor. Meu inimigo jurado. Vivo em seu covil como sua prisioneira, suportando seus olhares gélidos e ordens frias. Tudo o que ele representa, eu desprezo. Por que, ent?o, minha presen?a acalma a fera selvagem em sua alma? E por que seu toque, destinado como puni??o, parece uma carícia do destino?
Capitolo1
O ar na clareira pulsava com um poder mais antigo que as sequoias ancestrais que cercavam o local. A luz do luar, nítida e prateada, atravessava a copa das árvores, iluminando o altar sagrado de granito. Diante dele, o Alfa Ivan Nightclaw permanecia imóvel, uma estátua esculpida em dominância e sombras. Seu terno preto pouco fazia para ocultar a força bruta contida em seu corpo. Naquela noite, ele forjaria uma aliança — um vínculo experimental de dois anos com uma loba de uma alcateia vizinha. Era uma manobra política, nada mais. Ivan não sentia nada além do cálculo frio da necessidade.
Ele era o Alfa da Alcateia Darkmoon, o bando mais temido do continente. O medo era sua moeda de troca, e o controle, sua religião. Não tinha tempo para sussurros sentimentais sobre parceiros destinados ou laços eternos. Tais coisas eram fraquezas, contos de fadas contados para filhotes. O sangue de sua própria mãe, derramado por uma adaga de prata, era prova suficiente disso.
Um murmúrio percorreu os membros reunidos da alcateia quando a noiva, envolta em um véu branco cintilante, foi conduzida à frente. Seu aroma era floral, agradável, mas comum. Ele assentiu secamente. Que a farsa começasse.
Contudo, das sombras densas à beira da clareira, Inaya Morningwind observava tudo, com o coração martelando contra as costelas. Aquilo estava errado. Lena, a garota sob o véu, não tremia de nervosismo nupcial, mas sim com o terror de um animal enjaulado. Seu verdadeiro parceiro, Kael, esperava logo além da linha das árvores, com o coração partido a cada passo que Lena dava em direção ao altar.
Inaya pertencia à Alcateia Morningwind, uma linhagem tão antiga quanto as montanhas, mas agora murcha, apenas uma sombra pálida de sua antiga glória. Ela fora enviada como convidada, um gesto de respeito. Deveria permanecer em silêncio, invisível.
Sua loba pensava o contrário.
Com uma determinação que parecia ao mesmo tempo estranha e profundamente sua, Inaya agiu. Uma palavra sussurrada a um guarda distraído, um puxão rápido e furtivo no braço de Lena, e uma troca frenética atrás de uma cortina de folhas.
— Vá — sibilou Inaya, entregando sua própria capa de viagem simples para Lena. — Kael está esperando. Corra.
Os olhos de Lena, arregalados de choque e gratidão, encontraram os dela. — Mas o Alfa... ele vai matar você.
— Deixe que ele tente — respondeu Inaya, com um fogo imprudente correndo em suas veias.
Agora, ela ocupava o lugar de Lena, oculta pelo véu emprestado, seu próprio aroma de ervas silvestres e ozônio mascarado pelo perfume floral enjoativo. Seu plano era simples: criar uma distração, expor a natureza forçada daquele vínculo e desaparecer no caos que se seguiria.
Ela foi conduzida ao altar. O ar tornou-se denso com a presença de Ivan — um cheiro como o de uma tempestade que se aproxima, carregado de terra molhada e autoridade gélida. Ele estendeu a mão para o véu. Era o momento.
Seus dedos, frios e firmes, tocaram a seda. Ele a levantou.
Um suspiro coletivo varreu a clareira.
Os olhos de Ivan, como lascas de gelo glacial, estreitaram-se. Aquela não era a loba loira e tímida que ele esperava. Diante dele estava uma mulher com olhos da cor de um mar revolto, emoldurados por uma cascata selvagem de cabelos escuros. Seu queixo estava erguido em desafio, e seu aroma, agora rompendo a barreira do perfume, não se parecia em nada com o floral insosso que ele antecipara. Era único — hortelã brava, terra úmida e algo mais... algo que, inexplicavelmente, acalmava uma parte de sua alma que ele sequer sabia estar inquieta.
Por um batimento cardíaco, o mundo parou.
Então, a fúria do Alfa desceu sobre eles. Não foi uma tempestade de gritos, mas um silêncio absoluto e gélido, muito mais aterrorizante.
— Onde ela está? — Sua voz era um rosnado baixo, fazendo o chão vibrar.
— Partiu — disse Inaya, com a voz firme apesar do tremor em sua alma. — Ela escolheu a liberdade.
Os lábios de Ivan se curvaram em um rosnado que mal parecia humano. Ele viu os sorrisos sarcásticos nos rostos dos Alfas rivais na multidão, sentiu os alicerces de sua aliança racharem antes mesmo de serem formados. Humilhação. Em seu próprio território. Inaceitável.
Ele deu um passo à frente, sua sombra engolindo-a. — Você se envolveu nos assuntos da minha alcateia, lobinha.
Ele agarrou o braço dela, o aperto como uma braçadeira de aço. Virou-se para a multidão atônita, sua voz ecoando com um comando absoluto e terrível.
— A cerimônia era para uma união entre a Alcateia Darkmoon e uma loba de sangue nobre. A candidata anterior provou ser... indigna. — Seu olhar fixou-se no de Inaya, uma promessa de predador naquelas profundezas geladas. — Mas parece que a Deusa da Lua providenciou uma substituta. O vínculo experimental prosseguirá. Com ela.
O pânico, frio e agudo, perfurou o desafio de Inaya. Aquele não era o plano. Aquilo era uma gaiola.
— Não — sussurrou ela.
Ivan inclinou-se, sua voz um sussurro venenoso que apenas ela podia ouvir:
— Você começou este jogo. Agora, vai jogá-lo até o fim.
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