SeaArt AI Novel
APP
Hogar  / Sr. Ribeiro, Sua Esposa Voltou a Lutar
Sr. Ribeiro, Sua Esposa Voltou a Lutar

Sr. Ribeiro, Sua Esposa Voltou a Lutar

Última actualización: 2026-08-20 08:14:28
By: ThisIsFine犬
En desarrollo
Idioma:  Portugués0+
5.0
3 Clasificación
400
Capítulos
61.7k
Popularidad
537.1k
Total de palabras
Leer
+ Añadir a la biblioteca
Compartir:
Informe

Sinopsis

Clarice Castanheira vive uma vida dupla: de dia, uma estudante universitária pressionada por uma família cruel; à noite, 'Tornado', a rainha invicta dos ringues clandestinos de Sintra. Quando um erro em uma missão a coloca na mira de Ricardo Ribeiro — o temível e supostamente insano herdeiro do império Ribeiro — ela é forçada a um casamento por conveniência para salvar quem ama.


Em um jogo perigoso de poder, traumas passados e obsessão, Clarice descobre que Ricardo é o único homem capaz de ver através de suas máscaras. Entre o dever de protegê-lo como sua guarda-costas e o desejo de fugir de seu controle possessivo, ela terá que decidir se o ringue é o único lugar onde ela pode ser verdadeiramente livre, ou se o coração do seu 'inimigo' é o porto seguro que ela nunca soube que procurava.


Capítulo1

A noite caía pesada sobre a cidade, mergulhada num temporal torrencial. Relâmpagos acompanhados de trovões ensurdecedores rasgavam o céu escuro de tempos em tempos, oprimindo toda a metrópole. Nas ruas, viam-se apenas alguns carros apressados; não havia um único pedestre à vista.

Dentro do Hotel Astrolábio, o marco arquitetônico de Sintra, a tempestade parecia não ter efeito algum. No corredor circular, o banquete prosseguia como de costume, com o salão repleto de convidados e uma atmosfera de luxo e sofisticação.

No último andar, sobre o tapete escarlate do longo corredor, uma garçonete de uniforme empurrava lentamente um carrinho de serviço. As paredes cinza-escuro ladeavam o caminho, e as arandelas de luz fraca projetavam sua sombra, alongando-a de uma forma que trazia uma tensão inexplicável ao silêncio do ambiente.

— Por que um lugar tão chique tem uma iluminação tão ruim? — murmurou Clarice Castanheira.

Ela olhava ao redor com cautela até que seus olhos brilharam ao avistar o número 88 rabiscado na porta escarlate à frente. O quarto do alvo fora encontrado. Bastava dar uma lição severa naquele homem para que a missão confiada pelo cliente fosse concluída.

Clarice apressou o passo, parou o carrinho diante da porta e, afinando a voz, bateu de leve.

— Boa noite, servi...ço de quar...

Antes que pudesse terminar a frase, a porta se abriu abruptamente. Uma força brutal agarrou seu braço, puxando-a para dentro com violência. Ela tropeçou, perdendo o equilíbrio, e sentiu o pescoço ser apertado com força.

Com um baque seco, a porta se fechou automaticamente. Uma voz fria e severa ecoou perto de seu ouvido:

— Quem te mandou vir aqui? Onde está Célio Correia?

Era um profissional de elite.

A garganta de Clarice ardia como se estivesse em chamas. Imediatamente, ela ergueu as mãos em sinal de rendição e disse com a voz rouca:

— Eu... eu só vim entregar o jantar...

— Apenas três homens têm permissão para subir a este andar — o aperto em sua garganta se intensificou, e o homem perguntou com crueza: — Quem te mandou?

Estratégia errada, pensou ela. Clarice sorriu amargamente e forçou-se a improvisar novamente entre dentes:

— Eu realmente...

O aperto aumentou a ponto de um gosto metálico de sangue surgir em sua boca. Ela apressou-se em dizer:

— Eu falo! Eu falo!

— Diga.

Ao ouvir isso, o homem relaxou levemente a pressão.

Ela jamais entregaria o cliente!

Aproveitando a brecha, Clarice agarrou o pulso do adversário e executou um arremesso sobre o ombro. No entanto, no instante em que se preparava para desferir um soco, sentiu algo frio encostar em sua testa. O ar ao redor parecia congelar sob uma intenção assassina, e a voz do homem soou ainda mais gélida e direta:

— Fora!

O quarto estava às escuras, e Clarice conseguia distinguir apenas o contorno da silhueta do homem, mas isso bastava para sentir a aura poderosa que emanava dele.

Ele era diferente de todos que ela já enfrentara. Era perigoso.

Clarice, agindo com prudência, disse imediatamente:

— Tudo bem, tudo bem! Eu vou embora, agora mesmo!

A situação estava feia, era hora de bater em retirada.

Contudo, assim que ela se virou, seu braço foi agarrado novamente. Antes que pudesse questionar, seu corpo foi arremessado com força, colidindo brutalmente contra a parede.

Clarice soltou um gemido abafado de dor. Curvou-se levemente e limpou o sangue que escorria pelo canto da boca. Com as mãos pendendo junto aos joelhos, forçou um sorriso conciliador:

— Não foi o senhor quem me mandou sumir? Por acaso meu jeito de ir embora não foi do seu agrado? Quer que eu tente de novo?

— Ir embora? — Na escuridão, o homem soltou uma risada fria enquanto caminhava passo a passo em sua direção. O ar subitamente se impregnou de uma aura perversa que não estava lá antes. — Postura de emboscada típica de lutadores de MMA clandestinos... Tem certeza de que não está aqui para me matar?

Ela fora descoberta!

O couro cabeludo de Clarice formigou. De forma inexplicável, ela sentiu que, naquele instante, o homem era muito mais perigoso do que quando mandara que ela saísse. Ela queria correr, mas o cano frio da arma ainda estava apontado para sua cabeça.

— Bem... podemos conversar, não precisa usar armas a todo momento...

— Ele deixou você ir agora há pouco, mas você escolheu ficar — disse o homem ao se aproximar, segurando o queixo dela com autoridade, como se falasse consigo mesmo.

Clarice ficou confusa.

— Do que está falando? "Ele" quem? Não foi você quem me mandou sair?

O homem não respondeu. Ele a avaliou de cima a baixo; mesmo na penumbra, Clarice sentia o olhar dele percorrendo seu corpo. Após um longo silêncio, ele disse com um tom de lamentação:

— A aparência não é das melhores, mas já que veio, vai ter que servir.

O quê?!

No espaço sombrio, a atmosfera começou a se carregar de um desejo luxurioso, narrando uma cena indescritível.

Beijos, pilhagem, dor...

Clarice sentou-se abruptamente na cama. No momento em que o lençol fino escorregou, sentiu o frio atingir sua pele.

Instintivamente, ela puxou o lençol para se cobrir. As luzes do quarto haviam sido acesas em algum momento. Agora, ela conseguia ver toda a opulência do ambiente e as marcas espalhadas por cada parte de seu corpo.

O homem já havia ido embora!

Ela falhara miseravelmente. Além de ter tido seu rosto visto, perdera sua preciosa primeira vez.

Clarice soltou um longo suspiro. Talvez aquilo fosse o carma por ganhar a vida com um trabalho tão obscuro.

O uniforme de garçonete estava rasgado. Sobre a cama, havia apenas uma camisa branca masculina; Clarice a vestiu, suprimindo o sentimento de repulsa.

O celular vibrou ruidosamente. O brilho da tela piscava ritmicamente sobre o tapete preto de pelos longos. Ao ver o nome "Pai" no visor, ela não ousou hesitar e pegou o aparelho imediatamente.

Ignorando a dor no corpo, ela atendeu:

— Pai...

Antes que pudesse completar o cumprimento, um rugido como um trovão ecoou em seu ouvido:

— Sua desgraçada sem vergonha! Volte para casa agora mesmo!

Clarice estacou, confusa:

— Pai, o que aconteceu?

— Você faz uma coisa nojenta dessas e ainda tem coragem de perguntar? — esbravejou Patrício Castanheira.

— Pai... — Clarice tentou falar, sentindo-se impotente.

Será que ele não podia deixá-la explicar?

— Volte imediatamente! — A voz de Patrício Castanheira não admitia questionamentos. — Caso contrário, arque com as consequências!

Clarice suspirou pesadamente.

— Está bem.

No entanto, do outro lado da linha, restava apenas o som do sinal de desligado.

Esse era o motivo pelo qual ela havia saído da mansão da Família Castanheira: ela não recebia o menor afeto do pai, mas, ainda assim, via-se obrigada a obedecer às suas ordens.

Às duas da manhã, Clarice evitou o corredor circular onde o banquete ainda fervilhava e saiu do hotel com passos vacilantes.

Enquanto isso, duas figuras surgiram lentamente do meio da multidão festiva. Uma jovem usando um vestido longo e maquiagem impecável segurava um celular, observando através da parede de vidro a silhueta de Clarice se afastando sob a chuva. Um sorriso sutil surgiu em seus lábios vermelhos.

— Você foi bem generosa, arranjou um homem e tanto para ela.

Atrás dela, um homem baixo com cabelo impecável sorriu de forma bajuladora:

— Foi recomendação da cafetina. Eu não podia aparecer pessoalmente.

— Você fez um bom trabalho — aprovou a garota, satisfeita.

---

Valoraciones y reseñas

Los más gustados
Nuevo

También te podría gustar