Aliança de Poder: O Despertar da Herdeira
Sinopsis
Após descobrir a traição sórdida de seu noivo e de sua melhor amiga na véspera do casamento, Adriana Andrade foge desesperada, apenas para cair nos braços de um estranho perigoso e magnético. O que começou como um encontro acidental em um quarto de hotel transforma-se em um pacto sombrio: um casamento por contrato com Cristiano Cardoso, o implacável herdeiro do império mais poderoso da cidade.
Enquanto luta para recuperar o legado de seus pais das garras de parentes gananciosos, Adriana deve navegar pelas águas perigosas da alta sociedade e pelos desejos possessivos de um marido que esconde segredos obscuros. Entre luxo, vingança e uma paixão proibida que desafia todas as cláusulas, ela descobrirá que, no jogo do poder, o coração é o único ativo que não pode ser negociado.
Capítulo1
Residencial Enseada Azul.
No quarto imenso, roupas jaziam espalhadas pelo chão sem qualquer cuidado. Sobre a grande cama vermelha, um casal se entregava a um ato desenfreado, ignorando o mundo ao redor. Os gemidos da mulher eram particularmente agudos e provocantes, inflamando ainda mais os movimentos do homem.
— Gabriel, quem é melhor? Eu ou aquela sua noiva inútil? — perguntou a mulher, com as pernas entrelaçadas na cintura dele e um tom de voz manhoso.
O homem a beijou com força antes de responder:
— Você, meu amor, sem dúvida nenhuma. Só de olhar para aquela cara gélida da Adriana Andrade eu já perco o apetite. Não tenho vontade de encostar um dedo nela!
— Mas você ainda vai se casar com ela? — O tom da mulher agora carregava uma pitada de ressentimento.
— E quem disse que eu quero me casar de verdade? A mãe dela era muito próxima da matriarca do Império Cardoso. Só estou fazendo esse teatro para que a família reconheça oficialmente a minha linhagem e me aceite no registro dos Cardoso. Assim que meu nome estiver lá, a primeira coisa que farei será chutá-la para fora de casa. Os pais dela morreram mesmo, ela não tem mais ninguém por quem se apoiar!
A mulher se animou instantaneamente:
— E se não for com ela, com quem você vai se casar?
— Com você, sua feiticeira! — disse ele, apertando-a ainda mais contra o corpo em um movimento brusco que arrancou um grito dela.
Do lado de fora da porta, Adriana Andrade assistia a tudo sentindo o estômago revirar. O nojo e a fúria borbulhavam em seu peito. Aquela era a casa onde deveriam morar após o casamento, daqui a apenas três dias. Ela nunca imaginou que, antes mesmo de se mudar, seu noivo, Gabriel Cardoso, estaria rolando naquela cama com outra mulher.
E o pior: a mulher era Marcela Monteverde, sua colega de faculdade e suposta melhor amiga. Aquela víbora, que sempre fingia ser doce e gentil, revelava agora sua verdadeira face.
Quanto ao noivo, ele sempre fora o ápice da ternura e atenção na frente dela. Após a morte dos pais de Adriana, ele a ajudou com todos os preparativos do funeral. Por isso, embora não o amasse profundamente, ela aceitou o pedido de casamento por acreditar que ele era, genuinamente, um homem bom.
Mas a realidade era outra.
Tomada por uma indignação incontrolável, Adriana fechou o punho e chutou a porta com força. O estrondo causou gritos imediatos lá dentro. Marcela Monteverde tentou se cobrir às pressas com o lençol, escondendo o rosto no peito de Gabriel, que olhou para a porta em choque.
— Adriana? O que... o que você está fazendo aqui?
Adriana soltou uma risada seca, carregada de escárnio. Cruzou os braços e o encarou com um olhar gélido.
— Como assim? Esta é a casa onde vamos morar depois de casados. Eu não posso mais entrar aqui?
Marcela, que estava encolhida, achou que se tratava de algum jornalista e temeu ser fotografada. Ao reconhecer a voz de Adriana, ergueu a cabeça, revelando um rosto corado e ofegante.
— Adriana, o Gabriel e eu nos amamos de verdade. Você mesma já me disse que não sente nada por ele. Já que as coisas chegaram a este ponto, por que você não desiste logo desse casamento e me dá o lugar que é meu por direito?
Ela falava como se estivesse fazendo um favor a Adriana, mas suas intenções eram puramente ambiciosas. Vinda de uma família pobre, Marcela sabia que casar-se com alguém do clã Cardoso era uma chance em um milhão para ascender socialmente.
Adriana sorriu com desdém.
— Marcela Monteverde, eu realmente não pretendo mais me casar com o Gabriel. Mas não pense que o caminho está livre para você. O que você acha que o Império Cardoso faria se eu vazasse os detalhes do que aconteceu aqui hoje?
Ela então voltou o olhar para Gabriel, que estava visivelmente pálido.
— E quanto a você... com um escândalo desse tamanho, duvido que o núcleo central da família queira reconhecer um filho ilegitimo como você.
O pânico cruzou o rosto de Gabriel. Marcela puxou o braço dele, com uma expressão de falsa fragilidade.
— Gabriel, olha só para ela! Ela quer destruir a sua reputação. Eu não me importo comigo, mas não quero que nada de ruim aconteça com você!
Ele deu um tapinha no ombro dela para acalmá-la. Diferente da amante, Gabriel era mais vivido e tentou manter o controle da situação.
— Adriana, pode falar o que quiser. Sem provas, eu te processo por difamação e te coloco na cadeia!
Marcela, percebendo a saída, sorriu vitoriosa.
— É isso mesmo! Adriana, você deveria pensar bem antes de ameaçar as pessoas. É melhor sair logo daqui com o pouco de dignidade que te resta.
Os dois falavam em sintonia, como os cúmplices sórdidos que eram.
Adriana, fervendo de raiva, puxou o celular do bolso.
— Quem disse que eu não tenho provas? Enquanto vocês dois estavam aí se divertindo, eu tirei várias fotos em alta resolução e sem censura. Querem me processar por difamação? Pois vão em frente. Quanto maior for o barulho, melhor. De um lado, temos o gerente geral do Grupo Inovação e filho ilegítimo de um ramo da família Cardoso, e uma atriz famosa. Do outro, eu, uma órfã que acabou de perder os pais. Vamos ver de que lado o público vai ficar.
Gabriel e Marcela trocaram olhares rápidos. A arrogância desapareceu de seus rostos. Marcela olhou para o celular nas mãos de Adriana com um brilho de puro ódio nos olhos e avançou subitamente.
— Sua desgraçada! Você não vai sair daqui com isso. Me dá esse celular!
Ela investiu contra Adriana, mesmo estando nua. Suas unhas compridas arranharam o braço de Adriana, causando uma dor aguda. Enfurecida, Adriana revidou com um tapa sonoro no rosto de Marcela. A outra, fora de si por ter sido atingida, gritou desesperada:
— Gabriel, ajuda aqui! Dá uma lição nela, não deixa ela fugir!
Gabriel abandonou qualquer postura de cavalheiro. Ele agarrou Adriana pelos cabelos com uma mão enquanto tentava arrancar o celular dela com a outra.
Adriana gritou de dor. Sozinha, ela não era páreo para os dois. Em um momento de reflexo, ela pisou com toda a força nos dedos dos pés nus dos dois. Eles gritaram de dor e recuaram um passo, dando a brecha necessária para que ela corresse em direção à saída.
Ela alcançou o elevador e apertou o botão repetidamente, mas o painel mostrava que ele ainda estava nos andares inferiores. Demoraria muito. Atrás dela, Gabriel e Marcela, já vestidos às pressas, surgiram no corredor gritando insultos.
Desesperada, Adriana desistiu do elevador e correu para a outra extremidade do corredor.
Ela não sabia para onde ir, mas os dois estavam cada vez mais perto. Ela tentava abrir as portas dos quartos, mas estavam todas trancadas.
Ao chegar à décima porta, para seu alívio, ela cedeu. Adriana entrou rapidamente, trancou a porta por dentro e finalmente silenciou os gritos de seus perseguidores.
Seu vestido branco estava rasgado devido à luta anterior. Ela levou a mão ao peito, ofegante e trêmula, mas então parou bruscamente.
Um homem, vestindo apenas um roupão, estava sentado no sofá. Mesmo em uma posição simples, ele exalava uma aura de elegância e autoridade natural. Seus traços eram impecavelmente belos, e seus olhos cor de âmbar estavam fixos nela com uma intensidade assustadora. Gotas de suor escorriam de sua testa, descendo pela mandíbula perfeita e desaparecendo na gola levemente aberta do roupão, revelando uma pele pálida e uma tensão evidente.
— Quem deixou você entrar? Saia agora! — A voz era grave e sedutora, mas carregava um poder que fez as pernas de Adriana fraquejarem.
Ela tentou disfarçar o impacto que a beleza dele causou, juntou as mãos em um gesto de súplica e disse com os olhos marejados:
— Por favor, senhor, tem gente me perseguindo lá fora. Eu não posso sair agora. Posso ficar aqui só por um momento?
Ele piscou devagar, os cílios longos tremendo levemente, emanando uma sedução involuntária.
— Você quer tanto assim ficar aqui? — perguntou ele.
— Sim, por favor! — Adriana assentiu rapidamente, temendo que ele a expulsasse.
Um leve sorriso surgiu no canto dos lábios dele. Ele estendeu a mão pálida e fez um gesto curto com os dedos.
— Aproxime-se.
Adriana hesitou por um segundo, mas como precisava de ajuda, caminhou lentamente até ele. Ao chegar perto, percebeu que ele suava excessivamente; o roupão estava úmido e sua pele tinha um tom avermelhado, embora seus olhos permanecessem afiados e lúcidos.
— Senhor, você parece não estar bem. Quer que eu chame um méd...
Antes que ela pudesse terminar a frase, ele estendeu o braço com agilidade, puxando-a para junto de si. Uma mão firme envolveu a nuca dela, e seus lábios quentes e urgentes selaram os dela em um beijo possessivo.
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Últimos capítulos
— O Senhor Portocarrero aproveitou a oportunidade para recolher as ações de Otávio Portocarrero. Aqu
Clara ruborizou. Sabia que não devia se distrair, mas era involuntário; com tantas preocupações na c
Os dois empalideceram na mesma hora. O diretor Wang, incapaz de conter o ressentimento, rebateu: —
Clara franziu a testa: — Calma, não se afobe. O que aconteceu? — Uma multidão de fãs do Hugo Salda







