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Contrato Com o Alfa

Contrato Com o Alfa

Última actualización: 2026-07-11 00:36:00
By: Gypsop61190
Completado
Idioma:  Portugués0+
4.5
6 Clasificación
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Sinopsis

Noa é uma serva desprezada em sua própria matilha, carregando o peso de uma acusação terrível e cicatrizes que ninguém deveria ter. Mas tudo muda quando Dante, um Alfa temível e implacável, surge com uma proposta inesperada: um contrato que a levará para longe de seus agressores. No novo território, sob a proteção de um homem que é tanto seu mestre quanto seu salvador, Noa descobre que sua verdadeira natureza é muito mais perigosa do que qualquer um poderia imaginar.


Enquanto segredos de sangue são revelados e uma linhagem lendária de Licantropos desperta, Noa e Dante devem enfrentar traições internas e inimigos ocultos. Em um mundo onde o destino é selado por marcas e mordidas, eles descobrirão que alguns contratos são escritos com sangue, mas apenas o amor predestinado pode quebrar as correntes do passado.


Capítulo1

Noa

— Onde é que está essa porra? — ouço o Beta berrar. Eu já sabia que o Beta Caio estava falando de mim, a única serva daquela casa. Soltei um gemido baixo e me levantei, pegando o cesto de limpeza.

No momento em que o Beta Caio me vê, ele avança e me acerta um tapa no rosto. Não solto um único som. Anos de experiência me ensinaram a manter a boca fechada o tempo todo e só falar quando solicitada, mesmo que as agressões doa.

— O Alfa Tiago e eu estamos esperando visitas, e você ainda não limpou o escritório como foi orTocaado — Caio cospe as palavras em cima de mim.

Assinto com a cabeça, apertando o cesto com força. Se eu tivesse coragem de arremessar aquilo na cabeça dele... mas eu resisti. Ele era mais forte, e eu não queria ficar trancada por mais uma semana sem comida. Meu estômago já doía o suficiente.

— Estamos tentando causar uma boa impressão no Alfa Dantete. Você não entende o quanto é importante nos unirmos à alcatéia dele?!

Não respondo. Sei que é uma armadilha para me fazer dizer algo e dar a ele um motivo para me punir. Mantenho os olhos baixos para não ter que olhar para aquela cara.

Alfa Dantete. Eu só tinha ouvido rumores sobre ele. Palavras trocadas entre outros membros da alcatéia quando eu estava no mesmo cômodo. Pelo que entendi, ele era um homem implacável, um Lobo temido por todos. Ele não brincava em serviço e comandava a maior alcatéia que existia.

— Ele é o Alfa da Sombra Negra, a maior alcatéia do mundo. Nós precisamos dele! — continuou o Beta Caio. Mas ele não me explicou o porquê.

Nunca fomos atacados e nunca atacamos ninguém, então por que precisávamos que outra alcatéia nos ajudasse?

Ele colocou as mãos nos meus ombros, enterrando as unhas na minha pele cada vez mais fina, e me virou à força, empurrando-me em direção ao escritório com um chute no traseiro.

— Lobo inútil do caralho — ele resmungou enquanto se afastava.

Fechei a porta silenciosamente e me encostei nela, observando o escritório que já estava limpo. Não havia nada fora do lugar; parecia perfeitamente adequado para uma reunião com esse tal Alfa poderoso.

Fechei os olhos e deslizei até o chão. Eu odiava aquela casa. Achei que, quando fizesse dezoito anos, finalmente conseguiria fugir, mas quatro anos depois, aqui continuo eu, uma escrava no meu próprio lar. Fazendo todo o trabalho sujo para o meu irmão, o Alfa Tiago, e para a alcatéia. Enquanto isso, meu ex-companherdeiroo, o Beta Caio, desfila por aí me lembrando do quão sem valor eu sou.

Alguém limpou a garganta e eu paralisei. Achei que estivesse sozinha. Inclinando-me para a frente, vi um homem atraente sentado em uma poltrona, logo ali no canto. Ele estava com um pé apoiado no joelho enquanto segurava um copo de bebida. Seu cabelo era curto e escuro, e seus olhos tinham um tom carmesim profundo que não parecia natural.

De repente, o olhar dele se voltou para mim. Eu me joguei de volta contra a porta, com o coração martelando no peito.

— É assim que você cumprimenta todos os Alfas? — A voz dele, profunda, ecoou pela sala, com um leve tom de diversão.

— Sinto muito — sussurrei, ficando de pé. — Eu... achei que estava sozinha.

Eu não fazia ideia de quem ele era, mas podia sentir o poder emanando dele, mesmo sem o meu Lobo. Ele também não se apresentou. Por que se daria ao trabalho?

— Venha aqui — ele orTocaou. Senti um nó se formar na garganta. O Alfa Tiago ia me matar.

Contornei o canto e fiz o que me foi dito, permitindo que ele me visse direito. Fechei os olhos, esperando o pior.

— Você tem um aroma estranho. Mas você é um Lobo, correto?

Assinti, sem saber como ele reagiria. A maioria ria quando descobria a verdade sobre mim.

— Prefiro que fale comigo — ele rosnou. — Não estou com paciência para jogos.

— Sim — sussurrei. Não conseguia parar de pensar em todos os castigos que teria de suportar. Chicotadas, talvez? Passar fome por mais uma semana?

— Por que o seu aroma é estranho? E como é possível que não tenha percebido minha presença na sala? Você deveria ter sentido meu cherdeiroo.

— Eu... — Eu odiava aquela perarmata.

— Desembuche, não tenho o dia todo! — Ele deu um gole na bebida.

Eu sabia por que não conseguia senti-lo. Sabia por que não tinha notado sua presença, mas contar às pessoas o motivo não era algo que eu algum dia quisera ou gostasse de fazer. Eles nunca me deixavam explicar o meu lado da história. Só sabiam rir e zombar de mim.

— Você deve abrir os olhos quando fala com alguém. É rude não olhar para as pessoas. Seu Alfa não te ensinou nada? — O tom profundo da voz dele me causou um arrepio.

Lentamente, abri os olhos, mas os mantive baixos; não havia a menor chance de eu fazer contato visual.

— Minhas habilidades de Lobo foram seladas — murmurei. Duas vezes, eu quis acreAromaar. Duas vezes minhas habilidades sofreram um selamento. Mas ele provavelmente não estaria interessado nessa parte.

Ele se inclinou para a frente, colocando o copo com cuidado na mesinha ao lado da poltrona. Eu sentia o olhar dele fixo em mim.

— Por que alguém faria isso?

Se esse era o Alfa que meu irmão deveria encontrar, eu sabia que poderia estragar tudo para ele se falasse demais.

— Foi um castigo — sussurrei. Não estava longe da verdade absoluta, mas era a resposta mais simples que eu podia dar.

Houve uma leve contração no rosto dele. Estaria irritado ao ouvir sobre tal punição? Ou talvez, como os outros, estivesse achando graça? Eu não conseguia distinguir.

A porta se eexamecarou e meu irmão gritou comigo:

— Noa, que porra você está fazendo no meu escritório? — Ele se voltou para o homem de olhos carmesim. — Peço mil desculpas por minha irmã estar incomodando o senhor, Alfa Dantete.

Droga. Era ele mesmo.

Meu irmão girou o corpo, levantando a mão para me bater. Fechei os olhos, preparando-me, pronta para sentir o impacto.

— Eu não faria isso se fosse você — a voz do Alfa Dantete trovejou pelo ambiente.

Espreitando entre as pálpebras, vi que o Alfa Dantete se levantara e segurava o pulso do meu irmão com força.

Ele era mais alto que meu irmão, e muito mais musculoso também.

— Noa — meu nome deslizou por sua língua — estava gentilmente me mostrando o seu escritório, Alfa Tiago, já que você falhou em me receber na entrada da casa como eu solicitei. Tive a sorte de encontrar alguém presente; pelo menos alguém aqui entende a importância deste acordo.

O quê? Eu não fazia a menor ideia do que ele estava falando. Além disso, ele não tinha motivo algum para mentir por mim.

Meu irmão me fuzila com o olhar, cerrando o maxilar com força. Eu pagaria por aquilo mais tarde. Teria que dar um jeito de roubar um pouco de comida...

— Vá buscar o Beta Caio — orTocaa o Alfa Tiago, transbordando fúria. — Diga a ele que o nosso convidado chegou.

Assinto com a cabeça e saio apressada da sala; a última coisa que eu queria era ficar presa no meio de uma discussão entre homens.

— Beta Caio — sussurro ao entrar no refeitório. Ele me encara na mesma hora com seus olhos escuros e hostis. Eu tinha falado sem que tivessem se dirigido a mim primeiro. — O Alfa Tiago está no escritório com o Alfa Dantete. Fui enviada para informá-lo.

Ele bate o jornal contra a mesa e me lança um olhar carregado de ódio enquanto passa por mim.

— Você tem sorte de o Alfa ter mandado você me chamar, caso contrário, não veria a luz do sol por alarmas dias.

Ao parar atrás de mim, ele puxa minha cabeça para trás com violência, prenTocado os dedos no meu cabelo. Ele se inclina, e sinto seu hálito quente contra a minha pele. Ele não diz nada; era apenas a sua maneira de provar que podia fazer o que quisesse, quando bem entendesse.

Tento me manter ocupada para ficar o mais longe possível do escritório. Minha paz, porém, não dura muito; logo ouço meu irmão me chamando.

Caminho silenciosamente em direção ao escritório e forço um sorriso no rosto ao abrir a porta.

— Noa, vá buscar o champanhe e algumas taças; vamos comemorar.

Baixo a cabeça e corro para o armário de bebidas, encontrando rapidamente o que meu irmão pediu. Ao entrar novamente no escritório, sinto o olhar do Alfa Dantete acompanhando cada movimento meu; até os pelos da minha nuca se arrepiam. Ninguém nunca me observa com tanta atenção.

Aproximo-me da pequena mesa ao lado da poltrona do Alfa Dantete e começo a encher as taças. Ele pega a garrafa de champanhe da minha mão, dizendo que é perfeitamente capaz de servir a si mesmo.

Sinto meu rosto arder — não de vergonha, mas porque eu sabia que seria punida por isso. Eu devia ter sido mais rápida. Devia ter enchido as taças antes de entrar no escritório. Eu devia ter...

Meu cérebro congela quando vejo meu irmão me encarando com raiva.

— A Noa é sua irmã, correto? — perarmata o Alfa Dantete ao meu irmão.

— É sim — Tiago resmunga com nojo. Ele desvia o olhar de mim para focar no homem que fazia as perarmatas.

— Por que você a trata como se fosse lixo?

Direto ao ponto. Meu irmão não ia gostar nada daquilo; ele só gostava de compartilhar informações sob os seus próprios termos.

Ninguém nunca tinha confrontado meu irmão sobre a forma como ele me tratava, porque todos sentiam um enorme prazer em me agredir. Eu não sabia o que fazer. Não conseguia me mexer, mas sabia que precisava sair dali. Se aquele acordo fosse por água abaixo por minha causa, a culpa também seria minha.

— A Noa foi a responsável pela morte dos nossos pais — Tiago cospe as palavras.

Fecho os olhos, lutando contra as lágrimas que ameaçavam escapar.

— Responsável como? — a voz do Alfa Dantete ressoa Tocatro de mim. Ele estava definitivamente zangado.

— Ela serviu acônito a eles.

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