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Lúscúria Sombria Atrás da Máscara

Lúscúria Sombria Atrás da Máscara

Última actualización: 2026-07-25 10:18:46
By: NovelNymph
En desarrollo
Idioma:  Portugués4+
3.3
13 Clasificación
50
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Sinopsis

Três semanas antes do casamento, o CEO Adrian Hawthorne volta para casa para surpreender sua noiva, apenas para encontrá-la na cama compartilhada com outra mulher. Ele age com uma frieza implacável: o casamento é cancelado, as fechaduras são trocadas e ela é banida para sempre de sua vida.


Ao se afundar novamente no mundo corporativo, ele descobre que sua CFO de maior confiança, Claire Ward, é secretamente filha de um magnata da mídia, vivendo uma dupla identidade. Pior ainda: seu marido separado é o espião corporativo que vaza segredos para seu maior rival, e sua traiçoeira ex-noiva está tramando sua ruína.


O CEO traído e sua CFO cheia de segredos são obrigados a formar uma aliança improvável. Eles precisam lutar uma guerra em duas frentes, onde os negócios são totalmente pessoais, e a confiança é o bem mais perigoso de todos.


Capítulo1

A chuva não dava trégua havia três horas.

Adrian Hawthorne observava a rua pela janela do carro que se arrastava pelas vias encharcadas do Upper East Side, em Manhattan. O celular vibrou de novo — outra mensagem de Sienna, perguntando se ele já havia pousado. Ele tinha dito que só voltaria na noite seguinte. A reunião em Boston fora adiada e, depois, cancelada de vez porque a equipe jurídica do cliente não conseguira se entender.

Digitou uma resposta rápida: Ainda em Boston. Reuniões atrasadas. Nos falamos amanhã.

Uma mentira.

Não sabia bem por que mentira. Talvez porque estivesse planejando aquela surpresa havia semanas. O joalheiro ligara pela manhã — o anel de noivado exclusivo ficara pronto. Não aquele com o qual a pedira em casamento seis meses antes, mas outro. Um que ele mesmo desenhara. O primeiro anel pertencera à sua mãe, uma joia de família. Este devia ser deles. Algo novo. Algo que mostrasse que ele a enxergava de verdade, e não apenas o sobrenome Locke.

O carro parou diante do casarão que ele comprara na primavera passada. Cinco andares de calcário e vidro, pagos à vista. A avó dele dissera que era um "excesso". Sienna achara apenas "adequado".

Adrian entregou uma nota dobrada de cem dólares ao motorista e desceu na chuva. Nem se deu ao trabalho de abrir um guarda-chuva. O frio fazia bem, trazia-o de volta à realidade.

A fechadura da entrada reconheceu sua digital. O sistema de segurança foi desativado. Lá dentro, o hall cheirava às velas caras que Sienna encomendava de Paris. Lavanda e mais alguma coisa. Baunilha, talvez. Nunca se importara o suficiente para guardar o aroma na memória.

Pousou la pasta e escutou.

Silêncio.

Era estranho. Sienna costumava deixar alguma música tocando — algo clássico para combinar com a decoração, embora ele soubesse que ela preferia pop quando achava que estava sozinha. Uma vez, ele a flagrara dançando na cozinha, cantando para uma garrafa de vinho. Ela ficara morta de vergonha. Para ele, aquele fora o momento mais autêntico dela que já presenciara.

Isso fora havia oito meses.

Antes que os preparativos do casamento a transformassem em alguém que ele mal reconhecia.

Adrian caminhou até a escada, com os passos abafados pelo tapete persa. Tomaria um banho, trocaria de roupa e depois ligaria para Sienna avisando que chegara mais cedo. Talvez pudessem pedir comida daquele restaurante tailandês de que ela gostava. Aquele com a salada de mamão verde da qual ela sempre reclamava, mas que comia até o fim.

Foi então que ouviu.

Uma risada.

Não o riso social de Sienna — aquele que ela usava em bailes de gala e eventos de caridade. Este era diferente. Mais baixo. Mais arfante.

Adrian parou ao pé da escada. A mão pousou no corrimão polido.

Mais uma risada. E depois, uma voz que ele não reconheceu. Feminina. Jovem.

— Para. Vai me fazer derrubar tudo.

Adrian trincou os dentes.

Conhecia aquele tom. Já o ouvira antes, no início do relacionamento com Sienna, quando ela ainda se entusiasmava por ele, e não apenas pelo casamento.

Mas não foi isso que lhe gelou o peito.

Foi o fato de a voz vir do andar de cima. Do quarto principal.

Subiu devagar, cada passo calculado. Os degraus não estalavam — ele pessoalmente garantira isso durante a reforma. Queria uma casa que parecesse sólida. Permanente. Um lugar onde os segredos não pudessem se esconder sob tábuas soltas e dobradiças rangentes.

Agora se perguntava se não errara sobre onde os segredos de fato moravam.

No topo da escada, o corredor se estendia à sua frente. A porta do quarto de casal estava fechada, com um filete de luz escapando por baixo.

Mais uma risada. De Sienna, desta vez.

— Você não tem jeito.

— Sou divertida — rebateu a outra voz. — Há uma diferença.

A mão de Adrian fechou-se em torno da maçaneta. Não parou para imaginar o que encontraria, nem se deu tempo para se preparar. Porque no instante em que ouvira Sienna dizer "você não tem jeito" com aquele tom — o tom que usava quando estava feliz, genuinamente feliz —, ele já sabia.

Não o quê.

Mas quem.

Empurrou a porta.

A cama estava desfeita. Os lençóis que Sienna comprara em uma boutique em Milão estavam todos retorcidos. E no meio deles, enroscadas como se estivessem ali havia horas, estavam duas mulheres.

Sienna. Sua noiva. A mulher que ainda trazia o anel dele no dedo. A mulher para quem ele passara o último ano construindo uma vida.

E Maren Blake. A melhor amiga de sua irmã. A mesma que se sentara diante dele no jantar de Natal. A que ria de suas piadas e ajudara Vivienne a escolher seu presente de aniversário.

Estavam nuas. As duas. O cabelo de Sienna — o loiro no qual gastava seiscentos dólares a cada mês e meio — estava uma bagunça. O batom, borrado. Os olhos arregalaram-se de choque.

Maren apenas parecia achar graça.

Por três segundos, ninguém se mexeu.

Então Sienna gritou.

— Adrian... — Ela puxou o lençol às pressas, cobrindo-se até o queixo. — Você não devia estar... Achei que estivesse...

— Em Boston — concluiu Adrian, a voz calma, calma demais. Era o mesmo tom que usava nas salas de reunião quando um negócio estava prestes a ruir. A voz que fazia homens experientes suarem frio. — A reunião foi cancelada.

Maren espreguiçou-se na cama como uma gata que acabara de acordar de um cochilo. Nem se deu ao trabalho de se cobrir.

— Bom, isso é constrangedor.

Sienna deu um tapa no braço dela.

— Maren, para!

— O quê? Ele pegou a gente no flagra. — Maren deu de ombros. — Fingir que não aconteceu não vai fazer isso sumir.

Adrian olhou para a noiva. Olhou de verdade. A mulher com quem pedira em casamento. A mulher com quem planejava se casar em três semanas.

— Por quê? — perguntou ele.

Sienna abriu a boca. Fechou-a. Abriu-a novamente.

Nenhuma palavra saiu.

Maren riu.

— Ela não funciona muito bem sob pressão, caso você não tenha reparado.

Adrian a ignorou.

— Sienna. Eu fiz uma pergunta.

— Não é o que parece.

Ele quase riu daquilo. Quase.

— Então o que é?

Sienna olhou de Adrian para Maren, como se buscasse uma saída inexistente.

— É só que... nós estávamos apenas... não significa nada.

Adrian encostou-se no batente da porta e cruzou os braços. Estava de pé havia trinta e seis horas. Enfrentara uma tempestade de avião. Voltara para casa para fazer uma surpresa à mulher que amava.

E agora a assistia mentir na sua cara.

— Três semanas — disse ele, em voz baixa. — Nosso casamento é em três semanas. Trezentos convidados. Um bolo de seis andares. Flores trazidas de Amsterdã. E você está na nossa cama com a melhor amiga da minha irmã.

Sienna encolheu-se.

Maren sentou-se.

— Tecnicamente, agora é minha cama também. Tenho vindo muito aqui.

Adrian finalmente se virou para olhá-la.

— Vista-se.

— Não tenho vergonha.

— Não me importo com o que você sente. Vista-se e saia da minha casa.

Maren sustentou o olhar dele por um longo momento. Então, esboçou um sorriso — lento, deliberado, cruel — e esticou o braço para pegar suas roupas.

Sienna agarrou o braço dele.

— Adrian, por favor. Deixe-me explicar.

Ele olhou para a mão dela em sua manga. Depois, para o rosto dela. As lágrimas começavam a brotar. Verdadeiras, provavelmente. Sienna sempre fora excelente em chorar.

— Você tem trinta segundos.

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