SeaArt AI Novel
APP
Hogar  / A Caixa de Memórias
A Caixa de Memórias

A Caixa de Memórias

Última actualización: 2026-05-30 20:04:00
Idioma:  Portugués0+
4.7
3 Clasificación
20
Capítulos
62.1k
Popularidad
20.2k
Total de palabras
Leer
+ Añadir a la biblioteca
Compartir:
Informe

Sinopsis

Mo Lin é um jovem que luta para singrar na metrópole quando recebe a notícia de que sua mãe, Hui Zhou, sofre de transtorno cognitivo leve. Na esperança de preservar o que resta da mente dela e manter o elo familiar, ele adquire a "Caixa de Memórias", um dispositivo tecnológico de ponta projetado para guardar fragmentos de voz e lembranças. Ao ouvir os áudios gravados, Mo Lin mergulha em um oceano de afetos e medos silenciados, redescobrindo o amor abnegado de seus pais enquanto a realidade da doença ameaça apagar o passado. Uma narrativa sensível sobre a luta contra o esquecimento e o valor insubstituível da presença real.


Capítulo1

Quando a tela do celular brilhou, Mo Lin estava revisando a terceira versão de uma proposta de campanha. As exigências do cliente eram como um chumaço de algodão úmido, entupindo sua mente e fazendo suas têmporas latejarem. O nome "Mãe" piscou repetidamente no visor; ele hesitou por um segundo com o dedo sobre o botão de atender, mas acabou deslizando para aceitar.

— Mo, está ocupado? — a voz de Hui Zhou veio pelo fone, carregada de uma hesitação cuidadosa. Ao fundo, ouvia-se o som de água correndo e o estalido característico da panela elétrica mudando para o modo de aquecimento.

— Mais ou menos, acabei de terminar uma versão aqui. — Mo Lin afastou o teclado. Seu olhar pousou na tela: a imagem do vídeo estava um pouco embaçada. Hui Zhou estava na cozinha, diante do fogão, usando um avental azul com uma mancha amarelada, provavelmente de algum mingau que transbordou da última vez. Ela segurava a tampa da panela com força, com os nós dos dedos esbranquiçados pelo esforço.

— Eu queria esquentar um pouco de mingau... — Ela abriu uma fresta na tampa e o vapor embaçou a lente. — Cozinhei hoje cedo, mas esfriou... parece que... será que eu já me servi de uma tigela?

Mo Lin encarou a superfície turva do mingau na tela, com alguns grãos de arroz frio boiando como peixes entorpecidos. — Talvez você tenha esquecido, mãe — ele tentou manter o tom de voz leve. — Esquente bem antes de comer, para não fazer mal ao estômago.

— Ah, sim, esquentar bem, esquentar bem — Hui Zhou respondeu apressadamente, mas suas mãos acariciavam a borda da panela de forma inconsciente. Havia uma marca escura ali, rastro de quando ela esqueceu o fogo ligado ao fazer mingau de tâmaras na semana anterior e o fundo queimou. Mo Lin lembrava-se da chamada de vídeo daquele dia; ela ria segurando a espátula chamuscada, dizendo que "estava ficando velha e a memória já não era a mesma". Na época, pressionado pelo chefe pela entrega da proposta, ele apenas a confortou com um rápido "tome mais cuidado na próxima".

O vídeo travou por um instante e o rosto de Hui Zhou ficou dividido na tela, metade claro e metade escuro. Ele notou que os fios brancos em suas têmporas estavam sujos com um pouco de farinha, como se uma neve fina tivesse caído ali; no último encontro, aquilo não era tão visível. — Mo, você... — A voz dela foi cortada logo após as palavras "gosta de", deixando apenas o reflexo das chamas do fogão oscilando nas rugas ao redor de seus olhos.

Mo Lin chamou por "mãe" para a tela travada, mas não obteve resposta. Ele desligou a chamada e, quando ia enviar uma mensagem, uma notificação de seu pai chegou primeiro: "Levei sua mãe ao hospital hoje. O médico disse que é Transtorno Cognitivo leve. Ontem a chaleira ficou fervendo por meia hora, ela ficou parada na cozinha olhando para o nada. Quando perguntei o que houve, disse que não lembrava o que ia fazer."

Logo abaixo, veio uma mensagem de voz. Era a voz baixa e contida de Jianguo Lin: — Não comente nada com ela, sua mãe é muito sensível. O médico disse para acompanharmos de perto, não deixá-la fazer muita coisa sozinha.

Mo Lin levantou-se apertando o celular. O ar-condicionado central do escritório parecia soprar um vento gelado. Ele caminhou até a janela; lá embaixo, o fluxo de carros era um borrão de luzes, como estrelas estilhaçadas. Em sua galeria de mensagens, a conversa da semana passada com Hui Zhou ainda parava em: "Mãe, não vou para casa este fim de semana, estou ocupado". Ela respondera com um "tudo bem" e um emoji de sorriso que, agora, parecia desenhado a lápis, com as bordas gastas.

O celular no bolso vibrou com um anúncio push. Uma pequena caixa branca girava na tela com a legenda: "Caixa de Memórias, guarde cada momento precioso". Abaixo, letras menores diziam: "Ideal para pessoas com declínio de memória. Armazenamento com um toque, reprodução a qualquer momento".

Ele clicou no link. A página mostrava a foto de uma idosa falando com a caixa, com a frase: "A vovó nunca mais vai esquecer de buscar o neto na escola". Ao deslizar para baixo, viu comentários de usuários: "Ajudou meu pai com Alzheimer a lembrar onde ficam as chaves", ou "A operação é um pouco complexa, os idosos levam tempo para aprender".

Seu dedo pairou sobre o botão de "Comprar Agora". De repente, lembrou-se da videochamada da semana anterior. Hui Zhou perguntara se ele "queria mingau doce ou salgado". Na hora, ocupado respondendo às mensagens do chefe, ele nem tirou os olhos da tela e murmurou um "tanto faz". Depois, no vídeo, viu que ela segurava uma tigela de mingau puro, bebendo aos pequenos goles, sem voltar a mencionar o açúcar ou o sal.

O relógio da parede deu uma batida seca. Mo Lin respirou fundo e pressionou o botão de compra. Preencheu o endereço da cidade natal e escreveu na observação: "Por favor, entregue o mais rápido possível".

Quando a página de confirmação de pagamento apareceu, o celular brilhou novamente com uma mensagem de Hui Zhou: "Mo, o mingau já está quente. Coloquei um pouco de açúcar mascavo, você sempre adorou doce quando era pequeno". A mensagem vinha acompanhada de um sorriso torto, um pouco mais vívido que o anterior.

Mo Lin encarou a mensagem e sentiu os olhos arderem. Ele digitou: "Mãe, está gostoso?".

Depois de um longo tempo, Hui Zhou respondeu: "Gostoso, só está um pouco quente".

Valoraciones y reseñas

Los más gustados
Nuevo

También te podría gustar

Sequestrada pelo Alfa

Sequestrada pelo Alfa

Autor:Jamilly Andrade#2hHZ34
— Escrava sexual? É isso que você pensou? — Para o que mais teria me arrastado até aqui? — falei, minha voz tremula. Ele respirou fundo e me encarou, da ponta dos pés até o alto da minha cabeça com uma expressão avaliadora que me fez me encolher. — Não se tenha em tão alta estima, fêmea, você não preenche os requisitos para uma escrava sexual minha. — Há! E quais seriam eles? Ele novamente me olhou com aquela expressão presunçosa e avaliadora, mas dessa vez eu estufei o peito e ele pareceu notar, mesmo que por um segundo. — O primeiro deles é ser bonita. — O que? Você acabou de me chamar de feia? — Isso é importante? — Mas é claro, primeiro, porque você está errado! Eu não sou feia e preencho todos os requisitos para uma escrava sexual! — Pela deusa o que eu estava dizendo? Marius me olhou parecendo visivelmente confuso, até que perguntou: — Por que parece que está se candidatando? Jane é uma loba órfã e rejeitada, que sonha em receber seu lobo e ir embora do orfanato. Em uma noite, quando vai para uma festa com sua amiga, Jane se vê em perigo ao perceber que não havia festa, apenas três lobos que tinham as piores intenções com ela. Tudo muda quando o terrível e cruel, lobo Marius, acusado de massacrar sua própria alcateia no passado, a salva. Ou melhor, a sequestra. Marius deixa claro que Jane será sua prisioneira durante um ano, até receber seu lobo e poder dar a ele o que ele deseja. Mas como Jane pode confiar em um assassino? E o que fazer com a atração selvagem que ambos sentem, se estão presos um com o outro em uma cabana isolada?
265.1k
56
Sequestrada pelo Alfa
2.7