Ressurgindo das Cinzas: Andrew e Lauren
Synopsis
André Xavier passou três anos construindo o império do Grupo Paiva nas sombras, tudo por amor à sua noiva, Cristiana. No entanto, no dia do maior triunfo da empresa, ele é publicamente humilhado e descartado. Cristiana, seduzida pelo brilho da elite de Jaraguá e pela família Ribeirinho, acredita que André não passa de um estorvo. Ela só não imagina que o homem que ela abandonou é o Príncipe Dragão, herdeiro da linhagem mais poderosa do mundo e um gênio da medicina com recursos que fariam sua fortuna parecer troco de café.
Enquanto André se une à deslumbrante Laura Ferreira e começa a retomar seu lugar de direito no topo da hierarquia social e médica, Cristiana descobre que a traição tem um preço amargo. Entre conspirações corporativas, segredos de família e confrontos no submundo, Jaraguá está prestes a testemunhar o despertar de um gigante. A vingança nunca foi tão fria, e o retorno à glória nunca foi tão iminente.
Chapter1
— Sinto muito, André, mas não posso me casar com você! — Cristiana Paiva declarou friamente no escritório da presidência do Grupo Paiva.
Sentada atrás de sua mesa, ela parecia a personificação da elegância em seu vestido de renda preta, com uma postura gélida e distante.
Do outro lado, estava um homem de aparência atraente, mas vestido com simplicidade.
André Xavier não conseguia acreditar no que ouvia.
— Christie, o que quer dizer com isso? E a promessa que fizemos?
Eles haviam combinado de oficializar a união no dia em que o Grupo Paiva abrisse seu capital na bolsa, marcando o desfecho de três anos de relacionamento.
— Já que estamos juntos há tanto tempo, serei franca — respondeu Cristiana, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
Seus traços deslumbrantes exalavam graça e beleza em cada movimento.
— André, você não acha que o abismo entre nós se tornou grande demais? É como se vivêssemos em mundos diferentes agora. Forçar esse relacionamento não trará nada de bom para você. Para mim, seria apenas... um fardo.
— Um fardo? — André ficou atordoado. Jamais esperaria ouvir tais palavras dela.
Se não fosse pela ajuda dele, a família Paiva teria ido à falência há muito tempo, quanto mais abrir capital. Na verdade, ele moldara o sucesso de Cristiana com as próprias mãos.
— Sei que esta decisão é difícil de aceitar. Vamos fazer o seguinte: considere isso uma dívida minha com você. Depois que cancelarmos o casamento, darei a você uma compensação. Dinheiro, uma mansão e um carro de luxo. Deve ser o suficiente para você viver com conforto.
Enquanto falava, Cristiana tirou uma caneta e um talão de cheques de sua bolsa de grife.
André observou em silêncio enquanto ela escrevia o valor: 1,2 milhão. Ele sentia como se estivesse diante de uma completa estranha.
— É isso que todos os nossos anos juntos valem para você? Apenas uma sequência de números? — André perguntou.
As feições perfeitas de Cristiana oscilaram por um breve momento antes de voltarem à indiferença habitual.
— Se você acha que não é o bastante, posso aumentar. Diga o seu preço.
André a encarou, com a dor evidente no olhar ao perceber que ela confundira sua pergunta com ganância.
— Então, você está mesmo decidida a desistir do casamento?
Cristiana pressionou os lábios e desviou o olhar para a janela.
— Se é assim que prefere ver as coisas, não tenho mais nada a dizer — respondeu.
Ela era uma CEO com um patrimônio de centenas de milhões de dólares e inúmeros pretendentes em Jaraguá. André, sob qualquer ângulo, não se encaixava mais em seu mundo. Nem mesmo intelectualmente. Aquele casamento não era o que Cristiana desejava; era algo comum demais para o seu gosto.
— Nunca imaginei que anos de amor, incontáveis noites juntos e todos os cafés da manhã e jantares que preparei perderiam para o medo de ser comum. Não é de se estranhar. Agora você é a CEO do Grupo Paiva, a garota de ouro de Jaraguá, com admiradores por toda parte. E eu? Sou apenas um ninguém, claramente indigno da ilustre senhorita Paiva.
André soltou uma risada amarga, sentindo-se completamente desolado.
Cristiana franziu o cenho ao olhar para ele.
— André, admito que você fez muito por mim, mas isso... não é o que eu quero. Esqueça. Sei que não entenderia, não importa o quanto eu explique. Pegue o dinheiro. Considere um pagamento pelos seus esforços ao longo dos anos — disse ela, empurrando o cheque em direção a ele.
André nem sequer olhou para o papel.
— Uma taxa de término de 1,2 milhão de dólares? Quanta generosidade, senhorita Paiva. Mas eu não preciso disso.
Ele se levantou e caminhou em direção à porta.
Ao vê-lo prestes a sair, o cenho de Cristiana se fechou ainda mais.
— André, aconselho fortemente que pegue esse dinheiro. Não seja tolo por causa de orgulho. Um médico de pequeno porte como você nunca ganharia tanto em uma vida inteira.
André ignorou suas palavras. Na verdade, 1,2 milhão de dólares não era uma quantia que lhe fizesse falta.
— Pare bem aí! — uma voz ordenou.
Uma mulher carregada de joias e com maquiagem chamativa entrou na sala. André a reconheceu imediatamente.
— Dona Irene!
Era a mãe de Cristiana, Irene Paiva, que teria sido sua sogra.
— Argh, nada de "Dona Irene", não somos tão próximos! Já que está de saída, leve suas coisas com você. Nossa mansão não tem espaço para o seu lixo — rebateu Irene.
Ela tirou uma pequena caixa e um cartão de crédito da bolsa e os atirou em André.
O calor que surgira brevemente no rosto dele foi substituído instantaneamente por uma expressão fria. Era o anel de noivado que ele escolhera com tanto cuidado para Cristiana, junto com o dinheiro que economizara para o casamento deles. Mesmo que o noivado estivesse desfeito, não havia necessidade de feri-lo daquela forma.
— Dona Irene, a senhora também queria isso? Achei que sempre as tivesse tratado com respeito.
Irene soltou uma risada ríspida, com a voz estridente.
— Qual é o problema, André? Toquei na ferida?
— Mãe, controle-se! — repreendeu Cristiana, franzindo a testa.
No entanto, Irene estava impulsionada pelo desdém.
— Por que deveria? Ele não passa de um sonhador correndo atrás do impossível. Ele acha mesmo que pode entrar para a nossa família? Sem chance! Ah, André, tem mais uma coisa que você deve saber. Cristiana logo ficará noiva de Ricardo Ribeirinho assim que ele retornar do exterior. Você não está no mesmo nível que o Ricardo, entendeu?
O rosto de Irene transbordava deboche ao dizer aquilo.
André olhou para Cristiana com um olhar gélido. Ficou chocado com a ousadia dela em já ter alguém novo antes mesmo de terminar as coisas com ele.
Cristiana evitou o olhar frio de André, mas suas palavras foram firmes.
— A família Ribeirinho é uma potência em Jaraguá, com influência nos setores militar, político e empresarial. Eles trabalharam por gerações para se tornarem um dos pilares inabaláveis desta cidade. O Ricardo herdará tudo isso um dia. Uma aliança entre nossas famílias é uma oportunidade única. Para mim, é a chance de transformar minha vida.
Diante daquelas palavras, André finalmente desistiu.
Ele sorriu e respondeu:
— É mesmo? Pois então, permita que este pobre ninguém deseje a você e à família Paiva toda a sorte em sua escalada social.
Com isso, ele saiu sem olhar para trás, sem demonstrar o menor rastro de apego.
Enquanto observava a figura de André se afastar, Cristiana sentiu um turbilhão de emoções. Ela esperava que ele explodisse de raiva ou implorasse para que ela reconsiderasse ao ouvir sobre Ricardo.
Capítulo 1
Apesar de tudo, André permanecera estranhamente calmo, chegando à indiferença no final.
— Mãe, você acha que eu fui longe demais?
Irene soltou uma risada de desprezo.
— Longe demais? Aquele imprestável achar que podia se casar com você... isso sim é ir longe demais! — Ela deu uma risadinha, com um brilho malicioso no olhar. — Espere só até o Ricardo voltar, querida. Assim que vocês dois ficarem noivos, a família Paiva vai disparar para o topo da elite de Jaraguá. Quanto ao André, ele não é nada. Felizmente, ele teve o bom senso de não me enfrentar e foi cooperativo. Caso contrário, eu teria lhe dado uma lição que ele jamais esqueceria!
Cristiana permaneceu em silêncio, sentindo um vazio inexplicável no peito. Era como se algo insubstituível tivesse subitamente desaparecido de sua vida.
No elevador, André abriu a pequena e modesta caixa de joias. Um diamante rosa deslumbrante capturou a luz imediatamente, preenchendo o espaço exíguo com seu brilho. Aquele anel de luxo de sete milhões e meio de dólares fora outrora conhecido como o Rei de Diamantes de Jaraguá, uma peça verdadeiramente única.
André não sabia exatamente quanto dinheiro havia no cartão bancário, mas tinha certeza de que era o suficiente para comprar o Grupo Paiva dez vezes. Momentos antes, Cristiana e Irene nem sequer se deram ao trabalho de olhar para aqueles tesouros; Irene os descartara como se fossem lixo.
Assim que as portas do elevador se abriram, André saiu.
— Ora, ora, se não é o André! Você não está com uma cara nada boa — saudou-o uma voz sarcástica.
André olhou calmamente para cima e viu um homem vestindo um terno sob medida, com o cabelo impecavelmente penteado para trás, segurando um buquê de rosas azuis. Era Sérgio Rezende, o infame filhinho de papai de Jaraguá e um dos pretendentes mais persistentes de Cristiana.
Sem querer papo com ele, André tentou contorná-lo, mas Sérgio moveu-se para bloquear seu caminho novamente. Os olhos de André tornaram-se frios enquanto ele encarava Sérgio diretamente.
— Precisa de alguma coisa? Se não, por favor, saia da frente.
Sérgio abriu um sorriso exagerado.
— Olhem só, pessoal! O cachorrinho da Cristiana resolveu latir para mim! Deixe-me adivinhar: a família Paiva finalmente te chutou para o meio-fio, não foi?
Enquanto provocava André, Sérgio notou a caixinha do anel em sua mão.
— Isso provavelmente é alguma bijuteria barata! Como se a Cristiana fosse querer uma coisa dessas. Vamos todos dar uma olhada!
Com um esgar de desprezo, Sérgio deu um tapa na mão de André, derrubando a caixa, que caiu ruidosamente no chão. A tampa se abriu, revelando um diamante rosa magnífico que rolou pelo piso.
Os olhos de Sérgio se arregalaram em descrença.
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