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A Lâmina do Renascimento: O Jogo de Vingança da CEO Beatriz

A Lâmina do Renascimento: O Jogo de Vingança da CEO Beatriz

Last Updated: 2026-05-03 04:05:00
Language:  Português0+
4.6
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Synopsis

Beatriz Furtado, a herdeira do império Furtado, morreu em um acidente forjado por quem mais amava. Traída pelo namorado e pela própria irmã, ela viu sua vida e o legado de seu pai serem destruídos pela ganância. Mas o destino lhe deu uma segunda chance. Ao despertar em seu escritório, uma semana antes de ser expulsa da empresa, Beatriz percebe que voltou no tempo. Agora, armada com as memórias do futuro e uma frieza implacável, ela iniciará um jogo de xadrez corporativo onde cada peça de seus inimigos será derrubada. Da sabotagem de dados à retomada do poder, a CEO não busca justiça — ela busca vingança.


Chapter1

Beatriz Furtado sentia o peso da testa contra o volante, enquanto o sangue quente escorria pelo supercílio.

Tentou mover a perna direita, mas uma dor dilacerante subiu instantaneamente pelo joelho; a frente retorcida do carro prendera a parte inferior de seu corpo como uma armadilha de aço.

Um estalo seco ecoou debaixo do capô.

Logo em seguida, uma pequena chama azulada surgiu com um chiado sinistro.

O odor acre de borracha derretida misturado ao cheiro de gasolina invadiu suas narinas, sufocante.

A fumaça tornava-se cada vez mais densa.

Beatriz ergueu a cabeça e viu o próprio rosto no espelho retrovisor: uma metade estava tingida de vermelho pelo sangue, enquanto a outra reluzia pálida sob o reflexo do fogo.

De repente, ela começou a rir, uma risada que forçava lágrimas em meio à tosse. Aquela cena era terrivelmente parecida com a noite chuvosa de três anos atrás, quando Gustavo Jales, com aquele mesmo sorriso, girara o volante com violência.

— Beatriz, veja como esta estrada sinuosa é perfeita para uma despedida.

As memórias a atingiram como uma represa rompida.

Viu seu pai caído sobre os lençóis brancos do hospital, o rosto arroxeado sob a máscara de oxigênio, com os dedos ainda apontando na direção da porta.

Viu Vivian Furtado entrar na sala de reuniões com seus saltos agulha, atirando sobre a mesa uma pilha de documentos sobre o suposto vazamento de dados sigilosos.

Viu Gustavo Jales abraçando Vivian pela cintura enquanto os seguranças a arrastavam para fora, articulando sem som uma única palavra: Bem-feito.

As labaredas já lambiam o painel.

Em meio ao crepitar do plástico que se expandia com o calor, Beatriz tateou o objeto rígido em seu bolso: o pendrive. O metal estava quente, aquecido pela temperatura de seu corpo.

Todos os dados da nova linha de produtos estavam ali. Ela pretendia entregá-los ao pai naquela mesma noite. Agora, não haveria mais chance.

A sensação da fumaça invadindo seus pulmões era como se estivesse engolindo um emaranhado de arame em brasa.

Ela apertou o pendrive com todas as forças.

O rosto de Gustavo distorcia-se entre as chamas, congelando-se naquele sorriso malévolo.

Suas pálpebras pesavam cada vez mais.

Antes de ser tragada pela escuridão total, ouviu a própria voz escapar pela garganta, um som que mal parecia humano:

— Gustavo Jales... nem que eu me torne um fantasma, eu não vou te perdoar...

Uma luz branca e ofuscante caiu sobre ela de repente.

Beatriz ergueu a cabeça num solavanco, derrubando a caneca ao lado. O café derramou-se sobre o teclado.

Ela olhou atônita para a tela do computador, onde um cronômetro de letras brancas sobre fundo azul exibia: Lançamento da Fechadura Inteligente Furtado — Contagem Regressiva: 23:47:12.

— Beatriz? Você dormiu na mesa? — Linhe entrou trazendo um café novo. — A diretora Manuela pediu para você ir à sala dela. Disse que a senhorita Vivian quer dividir com você a apresentação principal do evento.

Beatriz baixou o olhar para as próprias mãos: não havia sangue, não havia queimaduras. Suas unhas estavam perfeitamente limpas. Com os dedos trêmulos, tocou o bolso do paletó: o pendrive ainda estava lá.

— Que dia é hoje? — perguntou, sentindo a voz flutuar.

— Doze de março — respondeu Linhe, colocando o café sobre a mesa. — Você trabalhou até as três da manhã ontem, será que ficou atordoada de sono?

Doze de março. Exatamente uma semana antes de ser expulsa da empresa em sua vida passada.

Beatriz encarou a data no canto inferior da tela e, de repente, soltou uma risada. Linhe recuou meio passo, assustada.

— Beatriz... você está bem?

Bem? Como não estaria. Ela tirou o pendrive do bolso e o apertou na palma da mão. A dor da pressão era real, tão real que a fazia querer gritar de alívio.

Não era um sonho. Ela realmente voltara. Voltara para o momento antes de todos os seus pesadelos começarem.

A porta da sala de Manuela Lira estava entreaberta, de onde vinha a voz de Vivian Furtado, doce até a náusea:

— A Manuela tem razão, minha irmã está muito cansada ultimamente. É meu dever ajudá-la a carregar esse fardo...

Beatriz parou diante da porta. No dia do lançamento, em sua vida anterior, Vivian subira ao palco e fingira um erro ao projetar os slides, mostrando todos os parâmetros do produto errados. No fim, chorara diante de todos, dizendo que os dados que a irmã lhe passara estavam com defeito.

Ela olhou para o pendrive em sua mão e um sorriso gélido surgiu em seus lábios.

Desta vez, seria diferente. Agora que o jogo recomeçara, ela não entregaria o controle a ninguém.

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