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Doce Obsessão: A Favorita do CEO

Doce Obsessão: A Favorita do CEO

Letzte Aktualisierung: 2026-07-30 06:53:29
By: Coral
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Sprache:  Português0+
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Zusammenfassung

Felícia Farias viveu sob a proteção da poderosa família Santiago por mais de uma década, mas sua segurança tem um preço amargo: a obsessão de Sebastião Santiago. Herdeiro de um império e dono de um temperamento implacável, Sebastião a mantém em uma gaiola de ouro, exercendo um controle absoluto sobre cada passo seu.


Enquanto Felícia tenta escapar desse laço sufocante e encontrar seu próprio caminho na universidade, ela se vê presa em uma teia de desejo, vingança e segredos familiares. Entre o medo de sua fúria e a dependência de sua proteção, Felícia descobrirá que o amor de Sebastião é uma faca de dois gumes — e que, para ele, ela não é apenas uma protegida, mas sua possessão exclusiva.


Kapitel1

Abrindo a porta com todo o cuidado, Felícia Farias fez um biquinho. Lá dentro estava um breu total; parecia não haver ninguém.

Patrício e Adriana haviam avisado que viajariam para o exterior e que demorariam um bom tempo para voltar.

Soltando um longo suspiro de alívio, fechou a porta, acendeu as luzes da sala e calçou seus chinelos.

Na cozinha, bebeu um copo generoso de água com limão para saciar a sede. Satisfeita, começou a subir as escadas para o segundo andar com passos lentos.

Estava exausta. Tudo o que queria naquele momento era desabar na cama e dormir até não poder mais.

A mão já estava na maçaneta, mas, antes mesmo de girá-la, Felícia ouviu um som estranho.

Era… parecia o gemido de uma mulher.

Olhou ao redor, confusa. Não havia erro, aquele era o seu quarto.

Num impulso, agindo antes mesmo de pensar, escancarou a porta.

A luz súbita e intensa feriu suas pupilas, fazendo-a semicerrar os olhos por instinto.

Ao abri-los novamente, quase achou que tinha atravessado para outro mundo.

No quarto, sobre a sua cama, um homem e uma mulher viraram o rosto para ela com expressões de puro choque.

Roupas femininas estavam espalhadas pelo chão, incluindo peças íntimas.

O quarto estava tomado por uma atmosfera íntima. Levou alguns segundos para que Felícia reagisse; ela cobriu os olhos com as mãos e recuou apressadamente para o corredor enquanto tropeçava nas palavras.

— Desculpe, desculpe! Eu não vi nada!

Assim que fechou a porta, soltou o ar que nem sabia que estava prendendo. Ergueu o rosto para o teto, enquanto os dedos roçavam sem parar a parede atrás dela. O coração ainda martelava freneticamente contra as costelas.

Embora tivesse visto a cena, tudo acontecera rápido demais. Estava tão atordoada que não conseguira processar os detalhes.

Sentia uma mistura de curiosidade e pavor. Hesitou, pensando se deveria voltar para a universidade, mas, dada a hora, o medo da rua era maior.

Antes que pudesse acalmar os nervos, um rugido autoritário vindo de dentro do quarto a sobressaltou:

— Suma daqui!

Era aquela voz familiar, fria e cortante. Felícia não pôde evitar o calafrio que percorreu sua espinha.

Em seguida, a porta se abriu e uma mulher, quase nua, saiu às pressas carregando as próprias roupas. Ao passar, lançou um olhar carregado de ressentimento para Felícia.

A jovem fez um biquinho. Fazia sentido; ninguém gostaria de ter um momento daqueles interrompido de forma tão abrupta.

Naquele breve vislumbre, Felícia notou as feições da mulher: traços delicados, emoldurados por uma maquiagem pesada. Pelo visto, aquele era o tipo de mulher que o agradava.

O choque fora tão grande que ela pareceu esquecer o perigo iminente.

A porta se abriu novamente. Uma figura alta e imponente surgiu, bloqueando a maior parte da luz que vinha do corredor.

A presença fria e familiar do homem a envolveu de imediato. Felícia encolheu os ombros, o rosto tenso e os lábios cerrados. Não ousava erguer a cabeça, sentindo apenas sua respiração se tornar cada vez mais curta e errática.

De repente, ele lhe segurou o queixo e, com um leve aperto, obrigou-a a encará-lo.

— Sebastião Santiago… — A dor no queixo a fez franzir o cenho, e o nome dele escapou em um sussurro involuntário.

A expressão do homem se tornou ainda mais sombria.

Só então Felícia percebeu o perigo. Com os olhos arregalados de medo, encarou Sebastião, sem saber o que fazer.

— Você ficou bem corajosa — disse ele, com uma voz tão gélida que chegava a ser sufocante.

Ela apenas o observava, sem coragem de proferir mais uma palavra sequer.

A mão dele, porém, roçou de leve em seus lábios macios. A sensação pareceu particular, e o olhar de Sebastião caiu sem querer sobre seus lábios rosados.

O mundo ao redor emudeceu; o tempo parecia ter congelado naquele instante.

Sebastião sempre teve um poder estranho de atrair sua atenção e deixá-la sem conseguir pensar, corada e perdida.

Por isso, quando os lábios dele tomaram os seus, Felícia demorou a processar o que estava acontecendo.

Ele não se limitou a um beijo superficial; abriu-lhe os lábios e aprofundou o beijo.

Somente quando o sabor suave de tabaco preencheu seus sentidos é que ela despertou para a realidade. Ele a estava beijando. Um beijo de língua.

Seus olhos se arregalaram, refletindo o perfil impecável e os contornos marcados do rosto dele.

A humilhação foi se espalhando pouco a pouco dentro dela. Quis empurrá-lo, mas, ao encontrar o brilho autoritário naqueles olhos, sua coragem se esvaiu instantaneamente.

Tinha medo dele. Fora assim durante todos aqueles anos.

Finalmente, Sebastião a soltou. Ele franziu levemente o cenho e perguntou com a voz ainda límpida, mas um pouco menos fria:

— Você bebeu?

Felícia piscou, tentando recuperar a capacidade de raciocínio. Primeiro negou com a cabeça, mas logo em seguida assentiu com vigor.

— Teve uma reunião da minha turma… eu bebi só um pouquinho. Juro, foi só um pouquinho — explicou apressadamente, sem conseguir esconder o tremor na voz. Ao final, suas palavras eram quase um murmúrio inaudível.

Sebastião olhou pensativo para a mulher diante dele. Sem querer, recordou a sensação do beijo de instantes antes.

Nada mal. O sabor dela era doce, apesar do leve toque de álcool.

As pupilas de Felícia se dilataram. Teria visto direito? Sebastião havia sorrido?

Antes que pudesse reagir, ele voltou a beijá-la de surpresa.

Com um puxão, trouxe-a para os braços, e o leve aroma de limão invadiu suas narinas.

Ainda atordoada, sentiu seus lábios tomarem os dela outra vez. Se o primeiro beijo fora repentino e intenso, este era de uma suavidade extrema.

Felícia sentiu uma pontada de ódio de si mesma. Sempre se considerou esperta e ágil, mas bastava estar diante daquele homem para que seu cérebro parecesse sofrer de falta de oxigênio.

Ficou atordoada, sem se esquivar a tempo, e foi jogada na cama como um cordeiro manso, sem espaço para resistir.

Quando a mão de Sebastião tentou deslizar por baixo da barra de seu vestido, o corpo de Felícia ficou rígido como pedra e as lágrimas começaram a cair.

Eram lágrimas frias que escorriam pelo rosto e se perdiam em seus cabelos, grudando os fios ao couro cabeludo.

Ao ouvir o som abafado do soluçar dela, Sebastião interrompeu os movimentos bruscamente.

Ele a encarou com uma expressão carregada de desprezo e repugnância.

Felícia estava tão aterrorizada que sequer notou o momento em que ele se levantou de cima dela.

— Por que está chorando? Alguém morreu? — A voz do homem era fria e sem calor. O grito foi tão brusco que ela parou de chorar na mesma hora.

Sentou-se rapidamente, puxando o vestido para baixo com força. Ergueu o rosto e lançou um olhar furtivo a Sebastião, mas desviou os olhos no mesmo segundo, como se tivesse levado um choque.

— Felícia Farias, será que ando sendo bom demais para você? Bom o suficiente para você esquecer quem você é aqui dentro? — Ele pronunciou cada palavra como se fosse uma sentença.

Ela balançou a cabeça freneticamente. Não, ela não havia esquecido. Em mais de dez anos, nunca se permitira esquecer.

— Só toquei em você duas vezes. Precisa fazer esse drama todo? Mesmo que eu dormisse com você de verdade, o que você poderia fazer?

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