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Abandonada pelo meu marido Alfa, refugiei-me com o rival

Abandonada pelo meu marido Alfa, refugiei-me com o rival

Letzte Aktualisierung: 2026-07-23 09:21:12
By: CrimsonDaoist
Abgeschlossen
Sprache:  Português4+
4.6
5 Bewertung
15
Kapitel
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Zusammenfassung

Ayla e Ronan construíram uma vida baseada na escolha, desdenhando a necessidade de um laço místico. Mas quando uma loba ferida entra em seu território, o destino cobra seu preço: Ronan descobre que a desconhecida é sua 'companheira de destino', e a conexão instantânea aniquila cinco anos de devoção a Ayla.


Abandonada e humilhada perante sua própria matilha, Ayla precisa escolher: definhar na sombra de seu marido ou incendiar o passado para forjar um novo futuro.


Para escapar, ela comete a traição suprema, apenas para cair nas mãos do único homem mais perigoso que seu marido traidor: Damien, o implacável Alfa da inimiga Matilha Presa das Sombras. Ele oferece um pacto com o diabo: a lealdade dela em troca do poder para reaver seu orgulho. Mas, enquanto ele a forja em uma arma de vingança, uma revelação chocante sobre a própria natureza do laço predestinado ameaça desvendar tudo.


Kapitel1

A bruma matinal se agarrava aos pinheiros antigos do território do Refúgio da Lua de Prata, transformando cada gota de orvalho em um pequeno prisma que capturava a luz nascente do sol. Para Ayla Liberato Liberato, aquele era o cheiro de casa, a fragrância da paz. Caminhando ao lado de seu marido, Ronan Costa Costa, ela sentia o ritmo familiar e reconfortante da vida que compartilhavam. Ele era o Alpha, uma figura de imenso poder e respeito, mas ali, no silêncio do patrulhamento ao amanhecer, ele era apenas dela.

A mão dele buscou a sua, um gesto casual e, ao mesmo tempo, profundamente possessivo que ainda fazia o coração dela disparar, mesmo após cinco anos de união.

— Você está quieta esta manhã, minha lua — ele murmurou, com uma voz grave que vibrou através dela.

Ayla Liberato Liberato encostou a cabeça no ombro dele, sua silhueta ágil sendo o complemento perfeito para a estrutura larga e muscular do marido.

— Só estou pensando — disse ela, enquanto seu olhar percorria a paisagem serena. — Pensando em como tudo isso é perfeito.

E era a mais pura verdade. A união deles não fora construída sobre os caprichos caóticos de um laço místico, mas sobre a escolha, o respeito e um amor profundo e duradouro que se fortalecia a cada estação. Em um mundo onde a lenda do Companheiro de Destino — uma conexão que dilacerava a alma e desafiava a lógica — era uma ameaça constante e sussurrada, o amor que eles escolheram era um bastião de estabilidade, um testemunho do poder da vontade.

Como se invocados por seus pensamentos, dois jovens membros da matilha surgiram perto dos campos de treinamento, imersos em um debate acalorado, embora amigável.

— É uma questão de destino! — insistiu o jovem lobo com paixão. — Quando você encontra sua companheira, você simplesmente sabe. É um fogo na alma que nada pode extinguir.

— E quanto à lealdade? — retrucou o outro, gesticulando em direção a Ronan Costa Costa e Ayla Liberato Liberato conforme eles se aproximavam. — Olhe para o Alpha e a Luna. O laço deles não foi forjado pelo destino, mas por anos de devoção. Isso não é um amor maior?

Ronan Costa Costa riu, um som rico e caloroso que fez os lobos mais jovens empertigarem o corpo. Ele apertou a mão de Ayla Liberato Liberato.

— Uma excelente pergunta para um filósofo — disse ele, com os olhos brilhando ao olhar para a esposa. — Mas eu já encontrei o meu destino bem aqui. — Ele levou a mão dela aos lábios, sem desviar o olhar, uma promessa silenciosa que dispensava palavras.

O coração de Ayla Liberato Liberato se expandiu com um calor radiante e familiar. Aquela era sua vida, seu amor, sua escolha. E era perfeito.

Mais tarde naquele dia, na elegante e ampla casa na árvore que servia de lar para o casal, a sensação de contentamento absoluto persistia. O ar estava impregnado com o aroma de cedro e ervas secas, um reflexo do papel de Ayla Liberato Liberato como Luna, o coração e a curadora da matilha.

Ronan Costa Costa a encontrou no ambiente principal, onde ela tecia com destreza um unguento. Ele se aproximou por trás, envolvendo a cintura dela com seus braços fortes e puxando-a contra o peito. Ele roçou o nariz no pescoço dela, e seu hálito aqueceu a pele da esposa.

— Tenho uma surpresa para você — sussurrou ele, com a voz carregada de afeto. — Para o nosso aniversário na semana que vem.

Ayla Liberato Liberato sorriu, entregando-se ao abraço.

— Ah, é? E o que seria?

— Ah — ele brincou —, se eu contasse, deixaria de ser surpresa. Mas direi uma coisa, meu amor… será um presente que você nunca, jamais esquecerá.

As palavras dele, repletas de tanto amor e promessa, ecoaram no coração dela. Ayla Liberato Liberato virou-se em seus braços, com o próprio amor brilhando nos olhos, e o beijou profundamente. Ela era a esposa do Alpha, a Luna de uma matilha forte e próspera, querida e adorada. Tinha tudo o que uma loba poderia desejar. O futuro se estendia diante deles como um caminho ensolarado de dias infinitamente felizes.

A paz foi estilhaçada por um som que ninguém na matilha jamais desejava ouvir: o grito agudo e penetrante da trombeta de emergência.

Instantaneamente, a postura de Ronan Costa Costa mudou. O marido amoroso desapareceu, substituído pelo Alpha comandante.

— Fique aqui — ordenou ele, com a voz cortante e clara enquanto a soltava e caminhava a passos largos em direção à porta.

O pânico e a adrenalina percorreram o assentamento. Lobos abandonavam suas tarefas diárias, guerreiros empunhavam armas e curadores pegavam suas bolsas. Ayla Liberato Liberato, com o coração martelando, não conseguia simplesmente ficar parada. Seu dever era com a matilha. Ela o seguiu a uma certa distância, com os olhos atentos em busca da origem do alarme.

Uma equipe de patrulha rompeu a linha das árvores, com expressões sombrias. Dois deles carregavam uma maca improvisada feita de galhos e mantos. Nela jazia uma figura, pequena e imóvel.

— Atacada por um urso das cavernas solitário na ravina sul — relatou o líder da patrulha, sem fôlego, para Ronan Costa Costa, que agora estava no centro da multidão que se formava. — Fêmea. Uma loba solitária. Mal está viva.

Ronan Costa Costa assentiu, mantendo uma expressão estritamente profissional enquanto se aproximava da maca para avaliar a vítima. Ayla Liberato Liberato moveu-se com ele, seus instintos de curadora assumindo o controle. Ela alcançou a maca ao mesmo tempo que Ronan Costa Costa, pronta para oferecer ajuda.

A loba ferida estava coberta de terra e sangue, com as roupas rasgadas e um cheiro que exalava medo e agonia. Mas, enquanto um curador da matilha limpava gentilmente a sujeira de seu rosto, uma cascata de cabelos pálidos, quase loiro-platinados, se espalhou. E os olhos dela se abriram em um estremeção.

Tinham a cor de um céu de verão, amplos e atordoados pela dor. E eles se fixaram diretamente nos olhos de Ronan Costa Costa.

O mundo pareceu inclinar-se sobre o próprio eixo.

Uma força tangível, como um relâmpago, atingiu o espaço entre os dois. Era invisível, mas cada nervo tenso no corpo de Ayla Liberato Liberato gritou diante daquela presença. O ar tornou-se espesso, carregado com uma energia antiga e primordial que tinha o gosto de ozônio e destino.

Ronan Costa Costa congelou. Sua respiração travou no peito, resultando em um som sufocado. A cor drenou de seu rosto, deixando para trás uma máscara de choque tão profundo que era aterrorizante. Seus olhos, que sempre contiveram apenas amor e adoração por Ayla Liberato Liberato, agora encaravam a estranha ferida como se ele estivesse vendo o nascer do sol pela primeira vez. Ele deu meio passo à frente, atraído por uma corda invisível.

Ayla Liberato Liberato tentou segurar o braço dele, com uma palavra de preocupação nos lábios.

— Ronan Costa?

Ele não a ouviu. Não sentiu o toque dela. Ele via apenas os olhos azul-celeste da mulher na maca.

A designação, sussurrada pelas respirações chocadas dos anciãos que estavam por perto, chegou aos ouvidos de Ayla Liberato Liberato como o toque de um sino fúnebre.

— Uma Companheira de Destino…

E naquele instante horroroso e devastador, Ayla Liberato Liberato viu sua vida perfeita desmoronar e virar pó.

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