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O Contrato da Segunda Chance com o Rei Alfa

O Contrato da Segunda Chance com o Rei Alfa

Letzte Aktualisierung: 2026-07-20 02:30:05
By: SelfInsertKing
Abgeschlossen
Sprache:  Português4+
4.8
5 Bewertung
15
Kapitel
163.5k
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Zusammenfassung

Em um mundo de lobisomens onde a força é a lei, Elara é uma pária: seu lobo interior está amordaçado e seu espírito quebrado pela própria família. Acusada falsamente de um crime hediondo, sua única esperança surge na figura de Adrian, o temido Alfa da Alcateia Sombra Carmesim.


O que começa como um contrato frio para a sobrevivência logo inflama um perigoso jogo de domínio e desejo. Enquanto Adrian luta contra seus próprios instintos, ele descobre que Elara guarda uma linhagem capaz de desestabilizar os alicerces de todo o conselho.


Presa entre uma maldição ancestral e traições devastadoras, o pacto entre o Alfa e a loba ferida provará que, em seu mundo, o amor é a arma mais letal de todas.


Kapitel1

— Você é idiota? Ainda tem poeira aqui — disse uma voz masculina.

Um estalo. O som da mão atingindo a pele ecoou pelo corredor. A cabeça de Elara virou bruscamente com o impacto, e uma ardência intensa brotou em sua bochecha.

— Sinto muito, Marcus — sussurrou ela.

— Sinto muito? — o Beta Marcus imitou o tom de voz dela, erguendo a mão novamente. — O convidado de honra está prestes a chegar e você estraga tudo.

Elara não recuou. Ela sabia muito bem que tentar evitar o golpe só resultaria em algo pior.

A mão de Marcus parou no ar. Ele parecia ter se lembrado de algo mais urgente. — O Alfa Adrian chegará a qualquer momento. Se essa aliança fracassar, Kael vai matar você. Vá para o escritório dele, fique lá e não nos envergonhe.

O corpo de Elara ficou rígido ao ouvir o nome Alfa Adrian. Ele era o líder da Alcateia Sombra Carmesim, um Alfa conhecido por seu poder esmagador e sua crueldade implacável. Seu irmão, o Alfa Kael, passara meses se preparando para formar uma aliança com ele.

— Suma daqui — ordenou Marcus, empurrando-a.

Elara cambaleou em direção ao escritório no fim do corredor. O medo de ser trancada no porão e passar fome a impedia de resistir. A privação de comida era um castigo muito mais aterrorizante do que qualquer surra.

Ela abriu a porta do escritório. Estava vazio. Um suspiro de alívio escapou de seus lábios enquanto ela se movia para o canto da sala, encolhendo-se nas sombras como um animal acuado.

Foi então que uma voz masculina profunda veio do outro lado do cômodo.

— Você não vai acender as luzes?

O coração de Elara parou por um instante. Ela ergueu a cabeça rapidamente, os olhos vasculhando a escuridão em busca da origem daquela voz. No canto mais escuro do escritório, um homem estava sentado em uma poltrona. Ele tinha cabelos negros e estava com as pernas cruzadas; sua postura era relaxada, mas a aura de poder que emanava dele era sufocante.

Ele olhou para cima, e seus olhos de um vermelho profundo brilharam na penumbra como brasas ardentes.

Era o Alfa Adrian. Ele já estava ali.

— Por que você não sentiu o meu cheiro? — a voz de Adrian carregava uma nota de curiosidade. Ele se levantou e caminhou em direção a ela, passo a passo.

Elara recuou até que suas costas atingissem a parede fria. — Eu... eu não sei.

— Todo lobisomem consegue sentir um Alfa pelo cheiro, especialmente um estranho — disse Adrian, parando bem diante dela. Sua sombra a envolveu completamente. — Mas o seu cheiro é... estranho. Você cheira como uma humana.

A proximidade dele era esmagadora. Ela queria fugir, mas sentia as pernas pregadas ao chão.

— Diga-me o porquê — comandou ele, usando uma autoridade de Alfa impossível de resistir.

Os lábios de Elara tremeram. Por fim, ela pronunciou o segredo que escondera por doze anos. — Minha loba... está amordaçada.

— Amordaçada? — Adrian franziu o cenho.

— Sim — Elara baixou a cabeça, a voz mal passando de um sussurro. — É um castigo.

Naquele momento, a porta do escritório foi escancarada. O Alfa Kael e o Beta Marcus invadiram a sala.

— Elara! O que você está fazendo aqui? — o rosto de Kael ficou lívido ao vê-la com Adrian. Ele soltou um rugido de raiva e ergueu a mão para golpeá-la.

Elara fechou os olhos, preparando-se para a dor familiar.

Mas o tapa nunca veio.

Uma mão muito mais poderosa interceptou o pulso de Kael. Era Adrian. O movimento fora tão rápido que quase não pôde ser visto.

— É assim que você trata seus convidados, Kael? — a voz de Adrian era calma, mas Kael empalideceu instantaneamente.

— Adrian... Alfa Adrian, ela é apenas uma serva, eu... — Kael tentou puxar o braço de volta, mas descobriu que estava preso em um aperto de ferro.

— Ah, é? — Adrian o soltou com um sorriso frio. — Achei que ela estivesse aqui para me receber. Pedi que ela me mostrasse o escritório.

Ele estava mentindo por ela.

Elara o olhou em choque. Kael e Marcus estavam atônitos.

— Peço desculpas — continuou Adrian. — Cheguei sem avisar. Queria fazer uma surpresa. — Ele deu um tapinha no ombro de Kael, empurrando-o sutilmente para longe de Elara. — Agora, vamos discutir a aliança?

A expressão de Kael mudou, e ele finalmente conseguiu forçar um sorriso rígido. — Claro, por favor, sente-se.

Ele gesticulou para que Elara saísse. Ela fugiu do escritório o mais rápido que pôde.

Depois do que pareceu uma eternidade, ela foi convocada de volta, carregando uma garrafa de champanhe e três taças.

Kael e Adrian pareciam estar se entendendo.

— Sirva o nosso novo aliado — ordenou Kael.

As mãos de Elara tremiam enquanto ela servia as bebidas. Ela sentia os olhos de Adrian sobre si, um olhar que a deixava sem ter onde se esconder.

Quando ela estendeu a taça para Adrian, ele não a pegou. Em vez disso, olhou para Kael e perguntou: — Por que você trata sua irmã dessa maneira?

O sorriso de Kael congelou. — Ela não é minha irmã. É a desgraça da nossa família.

— É mesmo? — a voz de Adrian tornou-se gélida. — Pelo que sei, ela é a única com linhagem Alfa pura após a morte de seus pais.

Aquelas palavras foram como uma agulha perfurando a compostura fingida de Kael. O rosto dele se contorceu em fúria. — Ela também é a responsável pela morte deles!

O ar no escritório pareceu crepitar.

O olhar de Adrian se aguçou. — O que você disse?

— Eu disse — rosnou Kael, apontando o dedo para Elara — que ela é a culpada pela morte de nossos pais!

Como se não bastasse, ele acrescentou a acusação final, a mais condenatória de todas:

— Ela lhes deu acônito.

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