Sangue Esmeralda: A Arma Imperfeita
Zusammenfassung
Eles acreditavam que, com doses de radiação e um coquetel de drogas, poderiam me transformar em uma arma obediente.
Isso até o dia em que descobri que o meu próprio sangue, sob uma incidência específica de luz, brilhava com um tom esverdeado.
Cortei meu braço e disse à enfermeira: — Enfermeira, eu acho que… estou infectado.
Naquele instante, vi o medo estampado nos olhos deles.
Kapitel1
A cabeça parecia prestes a rachar. Quando abri os olhos, a primeira coisa que vi foi aquele teto monótono e sufocante.
Branco cadavérico, sem textura alguma, como uma mortalha.
Meu nome é Elias — ou, pelo menos, é o que me dizem. Mas aqui nomes não significam nada; somos apenas números.
O cheiro acre de desinfetante invadia minha boca, grudando no fundo da garganta, impossível de expulsar. Movendo meus dedos rígidos, senti uma fisgada sutil na parte interna do pulso esquerdo. Olhei para baixo: outra marca de agulha recente, cercada por uma mancha arroxeada.
Minhas memórias da noite passada eram um borrão. Só me lembrava da luz branca quando me levaram e do vazio dolorido ao despertar. Quantas vezes já tinha sido?
Movi meu corpo com cautela e, em um canto escondido sob a armação da cama, fiz mais um risco. Aquela densa coleção de ranhuras era o único registro de tempo que eu possuía naquele lugar.
Eles não podiam descobrir. Jamais. Ali, qualquer tentativa de preservar a memória era vista como instabilidade mental, o que atraía tratamentos ainda mais brutais.
— Elias, hora do remédio.
A voz da Irmã Martha era monocórdica, tão fria quanto seu rosto. Ela entrou empurrando o carrinho de medicamentos, as rodas pesadas rangendo contra o chão em um ruído persistente. O olhar dela varreu a enfermaria como um refletor, garantindo que todos estivessem em seus devidos lugares.
Fingi que acabara de acordar e me sentei docilmente. Havia seis camas no quarto.
O velho George estava encolhido no canto oposto, como uma casca vazia de onde a alma fora drenada, murmurando para a parede o dia todo. Perto da porta, o rapaz jovem tinha a pele coberta por manchas roxas sinistras. Ele repetia sempre a mesma frase, com uma voz rouca e carregada de pavor:
— A névoa verde está vindo... eles estão lá dentro... a névoa verde está vindo...
Ninguém sabia do que ele falava, mas toda vez que o ouvia, os pelos da minha nuca se eriçavam.
O novato era estranhamente silencioso. Apenas encarava o teto com olhos arregalados, como uma criança aterrorizada.
Aceitei o copinho de água e os comprimidos coloridos que a Irmã Martha me estendeu. Como de costume, joguei a cabeça para trás e fiz o movimento de engolir. Um gesto fluido, sem hesitação.
Mas não engoli. Escondi as pílulas na lateral da bochecha. Eu sabia que a vigilância era onipresente; qualquer dúvida mínima levantaria suspeitas. A obediência era minha única camuflagem.
Assim que a freira se virou, fingi uma tosse, cuspi os comprimidos na palma da mão e os enfiei rapidamente dentro do travesseiro. Ali já havia uma pequena pilha de remédios de todas as cores, como um aglomerado de cogumelos venenosos em miniatura.
Chegou a hora do exame matinal de rotina.
Fui levado para a sala de triagem gélida. O médico de jaleco branco preparou uma seringa preenchida com aquele líquido transparente e levemente viscoso que eu já conhecia.
— Relaxe, Elias. É apenas um sedativo para ajudar a estabilizar suas emoções.
Sua voz era suave, mas seus olhos não tinham calor humano; ele me avaliava como se eu fosse uma peça de equipamento de laboratório. A agulha penetrou minha pele, e o líquido gelado foi empurrado lentamente para dentro da veia.
Naquele momento, capturei uma anomalia extremamente sutil. Um líquido em temperatura ambiente, ao entrar em um corpo aquecido, deveria ter uma condução térmica uniforme. No entanto, aquela sensação de diferença térmica fragmentada era antinatural.
Meu cérebro trabalhou freneticamente, tentando explicar aquilo através de princípios físicos, mas nada fazia sentido. Aquele líquido não era tão simples quanto diziam.
A tontura causada pela injeção não tardou a chegar. Minha visão começou a embaçar e a girar. Antes que minha consciência afundasse totalmente na escuridão, lutei para olhar para o tubo conectado à minha veia.
No meio da névoa mental, pareceu-me ver o líquido fluindo dentro do tubo emitir uma fluorescência verde quase imperceptível. Foi um flash, tão rápido que me perguntei se seria uma alucinação causada pela dor de cabeça.
Seria um erro dos meus sentidos? Ou seria a tal névoa verde que o louco tanto mencionava?
Neueste Kapitel
A tela estava quebrada e o teclado derretendo, mas diante dos meus olhos, os caminhos de energia era
No momento em que iam me tirar dali, dei uma cabeçada violenta para trás, atingindo o nariz do guard
Abaixo da abertura, havia uma escada metálica que levava a um pequeno espaço secreto, uma espécie de
O pavor ainda apertava minha garganta, mas o instinto de sobrevivência gerou uma clareza anormal. Eu







