Ecos da Caçadora
説明
Ela é a ca?adora mais temida da galáxia, uma assassina implacável presa numa pris?o na selva. Ele é o técnico tímido enviado para guardá-la — um rato na gaiola do raptor. Sua história come?a como um jogo cruel; ela encontra divers?o no terror dele. Mas a bondade inesperada e a confian?a obstinada dele come?am a derreter um cora??o há muito congelado nas trevas. Quando seu passado retorna para ca?á-los, ela está disposta a morrer para protegê-lo. Mas desta vez, o rato se erguerá. Por sua rainha, ele lutará até o fim.
エピソード1
A rampa do transporte se abriu com um silvo hidráulico, e Tek desembarcou no calor úmido de Felucia. O ar o atingiu como um pano encharcado — espesso, com um cheiro de flores podres e algo metálico que ardia nas narinas. Suas botas padrão afundaram no musgo azul e macio que cobria a plataforma de pouso como um tapete encharcado.
Ele apertou o datapad contra o peito e semicerrou os olhos para enxergar através da névoa esverdeada da selva. O posto avançado ficava logo à frente: um aglomerado de edifícios cinzentos de durasteel, semicobertos por fungos gigantescos do tamanho de speeders. Uma luz alaranjada filtrava-se pela copa das árvores, fazendo com que tudo parecesse estar submerso.
— Você vai ficar bem — disse Hunter, batendo em seu ombro com força suficiente para fazê-lo tropeçar. O rosto cicatrizado do irmão parecia quase suave sob aquela iluminação estranha. — É só fazer a ronda no perímetro duas vezes por dia. Não toque na barreira. Não fale com os prisioneiros. Trabalho fácil para um técnico.
Tek assentiu, sabendo que o irmão tinha boas intenções. Hunter tinha mexido os pauzinhos para conseguir aquele posto para ele — longe das linhas de frente, longe dos combates que haviam matado tantos de seus irmãos. Mas, enquanto o transporte de Hunter decolava em um redemoinho de folhas e vapor, Tek sentiu o estômago afundar como se tivesse engolido pedras.
A cerca de energia zumbia baixo no ar úmido, um brilho branco-azulado que doía ao olhar diretamente. Além dela, vultos se moviam — prisioneiros andando de um lado para o outro como predadores enjaulados. Tek ajustou a mochila e começou seu primeiro circuito, tentando manter uma postura oficial.
— Carne nova — alguém resmungou quando ele passou pelo posto de guarda. Dois soldados relaxavam contra a parede, as armaduras foscas e cheias de marcas. O mais alto, com o capacete debaixo do braço, exibia um sorriso torto que não chegava aos olhos.
— Olhe só para esses braços finos — disse o outro, sem se dar ao trabalho de baixar a voz. — Acha que os insetos levam ele antes do almoço?
Tek continuou andando, contando os passos. Vinte e três até a esquina. Virar à esquerda. O musgo ali dava lugar ao duracrete nu, escorregadio pela condensação. Seu reflexo o encarava de volta em uma poça — pálido, de olhos arregalados, o mesmo rosto que o tornara alvo de piadas na academia.
— O bonitão está tremendo — alguém gritou do refeitório enquanto ele passava. Risadas seguiram o comentário. Suas orelhas arderam. Ele já ouvira coisas piores durante o treinamento — muito piores — mas ali, cercado por uma selva capaz de matá-lo de doze formas diferentes, as palavras pareciam mais pesadas.
O estalo da barreira ficou mais alto adiante. Tek parou, limpando o suor do pescoço. Através da grade, ele conseguia ver melhor agora: mercenários, em sua maioria, assassinos de olhar frio que lutavam por créditos em vez de causas. Eles se moviam com a confiança tranquila de quem já havia sobrevivido a coisas demais para temer qualquer novidade.
Foi quando ele sentiu. Como dedos percorrendo sua espinha. Alguém o observava.
Ele se curvou para amarrar a bota — ganhando tempo — e olhou por cima dos cílios. Lá estava ela. No limite da cerca, onde as sombras da selva eram mais densas. Uma mulher parada, perfeitamente imóvel, com a pele manchada de amarelo e preto como alguma flor venenosa. Chifres curvavam-se para trás em seu crânio, e tatuagens serpenteavam por seu rosto como seres vivos.
Asajj Ventress. Até Tek conhecia aquele nome. As histórias sussurradas nos alojamentos — como ela enfrentara Jedi, como matara por quem pagasse mais, como morrera e voltara ainda pior. Ela não deveria estar ali. Prisioneiros de alto nível iam para Coruscant, não para postos avançados na selva.
Mas ela estava, encarando-o com aqueles olhos pálidos. Não parecia brava, não exatamente. Estava curiosa, como se ele fosse um enigma que ela não conseguia decifrar. Quando seus olhos se encontraram, algo mudou no peito dele — não era medo, embora houvesse muito disso. Era outra coisa. Reconhecimento, talvez. Como se ela estivesse esperando especificamente por ele.
Tek se levantou rápido demais e quase perdeu o equilíbrio. Ventress inclinou a cabeça, um movimento sutil que, de alguma forma, transmitia diversão. Então ela fez algo que parou o coração dele por completo — ela sorriu. Não era um sorriso gentil. Era o tipo de sorriso que prometia dor e segredos em medidas iguais.
Ele devia se mexer. Devia terminar a ronda e se apresentar ao oficial de serviço. Em vez disso, ficou plantado como os fungos gigantes, observando-a observá-lo.
Ela se moveu primeiro — um passo lento e deliberado para mais perto da barreira. O campo de energia soltou faíscas onde os dedos dela quase o tocaram. Não chegou a haver contato, mas foi perto o suficiente para que Tek sentisse o cheiro de ozônio e algo metálico por baixo.
— Olá, ratinho — chamou ela, a voz projetando-se sem esforço pelos seis metros que os separavam. — Perdeu o caminho para o queijo?
Os guardas caíram na gargalhada. — Eu disse que ela ia comer ele vivo — um deles comemorou. — Dez créditos que ele se mija antes do pôr do sol.
O rosto de Tek ardeu. Ele tentou falar — dizer algo inteligente, qualquer coisa — mas a língua grudou no céu da boca. O sorriso de Ventress se alargou, revelando dentes afiados.
Então ela atacou.
Rápida — impossivelmente rápida para alguém que parecia esculpida em pedra. Em um momento ela estava relaxada, no outro se lançou contra a barreira com um grito que transformou os ossos dele em água. A energia branco-azulada estalou por sua pele enquanto ela se chocava contra o campo, rosnando como um predador da selva.
Tek gritou. Suas pernas cederam completamente, e ele atingiu o duracrete com força suficiente para chacoalhar os dentes. O datapad deslizou pelo chão, a tela rachando. Acima dele, a copa da selva girava em borrões alaranjados.
As risadas ecoaram pelo complexo — profundas, cruéis, familiares. Os guardas se apoiavam uns nos outros, urrando diante do seu terror. Até alguns prisioneiros riram baixo, embora alguns parecessem quase compassivos.
— Olhem como ele treme — alguém arquejou entre gargalhadas. — Como uma folha num furacão.
Tek encolheu-se, tentando ficar o menor possível. As palmas das mãos ardiam onde ele as havia esfolado. A nuca queimava com uma vergonha mais quente que o sol de Felucia. Ele sabia que aquele posto seria difícil — tinha se preparado para o tédio, para o perigo, para a própria selva. Mas não para aquilo. Não para ela.
Por entre os dedos, ele a viu se afastar. Ventress caminhou de volta ao seu lugar com a graça despojada de quem acabara de ganhar uma aposta. Mas, no último segundo, ela olhou para trás. O sorriso havia sumido. Algo passou por seu rosto — rápido demais para nomear, desaparecendo antes que ele pudesse compreender.
Culpa, talvez. Ou algo próximo o suficiente para fazê-la desviar o olhar primeiro.
Os guardas continuaram rindo enquanto Tek se levantava, recolhendo seu datapad rachado e o que restava de sua dignidade. Suas mãos tremiam enquanto ele limpava a sujeira do uniforme. A barreira continuava zumbindo, indiferente. Acima de tudo, a selva sussurrava e fumegava, guardando seus próprios segredos sobre o que acabara de acontecer entre o rato e o predador que decidira não morder — pelo menos não hoje.
Ele terminou sua ronda em silêncio, sentindo olhos em suas costas durante todo o trajeto. Não apenas os dos guardas desta vez. Os dela também. Diferentes agora. Observando-o como se tentasse ver dentro de sua cabeça, entender por que sua piada subitamente deixara um gosto amargo na boca.
Enquanto Tek registrava seu primeiro relatório — "Perímetro seguro, sem incidentes" — ele tocou a tela rachada de seu datapad. Através da janela do refeitório, conseguia ver a silhueta de Ventress contra a selva, parada exatamente onde estivera antes. Esperando, talvez. Ou apenas existindo.
O calor pesava como um ser vivo. Em algum lugar entre as árvores, algo gritou — pássaro ou fera, impossível dizer. Tek limpou o rosto e tentou parar de tremer. Amanhã ele percorreria a cerca novamente. E ela estaria lá, ele sentia isso em seus ossos.
A selva respirava ao redor de ambos, paciente como a pedra.
最新エピソード
A cidade ensinou a eles seus ritmos próprios. As filas para o caf logo cedo. A chuva ao entardecer q
O posto médico cheirava a antisséptico e ao dulçor sutil dos curativos de bacta. Ventress sentou-se
A selva estava barulhenta demais, um clamor que parecia desafiar a lógica. Cada folha roçando em ou
— Não tem outro jeito. — Ela se levantou e o puxou consigo, obrigando-o a ficar de pé. — Sinto muito
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