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Eu Vou Fazer Você Acreditar

Eu Vou Fazer Você Acreditar

Letzte Aktualisierung: 2026-04-02 12:33:54
By: Whisperwind
Abgeschlossen
Sprache:  Português0+
4.6
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8
Kapitel
2.7k
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Zusammenfassung

Ela é uma bartender de língua afiada, sobrevivendo dia a dia num posto decrépito nas Bordas Externas. Ele é o príncipe sombrio do submundo criminoso, o líder intocável dos Cavaleiros de Ren. Sua história come?a como um jogo de gato e rato — suas propostas arrogantes e jogos de poder possessivos s?o projetados para quebrá-la. Mas sob o exterior amea?ador, ela encontra um homem ferozmente protetor e ousa confiar nele. Justo quando abre o cora??o, o império dele desmorona. Incriminado e preso, ele perde tudo. Assustada com a sua escurid?o, ela foge. Mas ele fez um voto, e agora retornou do abismo para reconquistar seu reino e sua rainha, pronto para cumprir sua única promessa: Vou fazer você acreditar.


Kapitel1

O gemido de uma unidade evaporadora defeituosa batia como um martelo contra o interior do crânio de Rey, cada suspiro metálico trazendo uma nova onda de agonia. Um rio de cerveja corelliana barata da noite anterior promovia uma rebelião atrás de seus olhos, e a luz fraca e reciclada da Cantina do Crolute parecia uma agressão pessoal. Ela bateu um copo recém-limpo na prateleira com mais força do que o necessário, o som ecoando a pulsação em suas têmporas. Era uma manhã miserável no Posto de Niima, o que significava que era uma manhã como qualquer outra. A areia e a sujeira habituais cobriam todas as superfícies, e o zumbido baixo das conversas era um rugido surdo que ela desejava poder silenciar.

Do outro lado do salão, a fonte de metade dos problemas da cantina e de toda a sua ameaça latente mantinha sua corte. Kylo Ren e seus Cavaleiros ocupavam a mesa de sempre no canto mais escuro, um buraco negro de couro e cromo polido que parecia engolir a luz. Eram fregueses assíduos; suas motos swoop customizadas ficavam perpetuamente estacionadas em uma linha intimidadora lá fora, e a presença deles era uma ameaça constante de baixo nível que Crolute, o dono, era intimidado demais para confrontar. Rey limpava o balcão com movimentos rígidos de ressentimento. Justo quando se concentrava na mancha teimosa deixada pela caneca de um cliente, ela sentiu — um deslize sutil e nauseante em sua visão periférica. A pesada mesa de durasteel mais próxima da jukebox deslocou-se uns dez centímetros para a esquerda, silenciosamente e sem causa aparente, raspando contra o chão com um ruído que apenas ela parecia registrar. A vibração subiu por sua espinha e fez seus dentes doerem. Seu olhar disparou para Kylo Ren, que a observava, os olhos escuros brilhando com divertimento sob a sombra profunda do cabelo. Ele nem sequer teve a decência de desviar o olhar ao ser flagrado.

Rey sustentou o olhar com irritação, a dor de cabeça tornando-se uma pontada incandescente. Ele vinha fazendo aquilo há semanas, pequenas demonstrações de poder que eram tão irritantes quanto inquietantes. Um sorriso de soslaio surgiu nos lábios dele, e ele se levantou da cadeira, sua estrutura alta se desenrolando das sombras. Ele se movia com a graça fluida de um predador, serpenteando por entre a rala multidão matinal até parar diante dela no balcão, apoiando os cotovelos na superfície pegajosa. O ar ao redor dele pareceu esfriar, carregado de uma energia que fez os pelos finos dos braços dela se arrepiarem. — Você acredita em amor à primeira vista? — ele perguntou, a voz num barítono baixo que conseguia ser ao mesmo tempo íntimo e zombeteiro. — Ou devo passar por aqui de novo amanhã?

Rey nem sequer ergueu os olhos do polimento do copo, com os nós dos dedos brancos de tensão. — Se você mover mais um móvel com seus truques mentais, eu mesma vou arrastá-lo pelo chão pelas orelhas — respondeu ela, a voz sendo uma promessa rouca e baixa. — E não vou fazer isso em silêncio. — Ela arriscou um olhar para ele; o sorriso não havia desaparecido, embora agora houvesse um brilho de interesse genuíno. Ele parecia apreciar mais a fúria dela do que sua submissão. Ela deu as costas e marchou para o depósito em busca de um barril novo, deixando-o parado ali. Quando voltou do intervalo vinte minutos depois, carregando o cilindro pesado no ombro com um grunhido, notou que a mesa perto da jukebox estava de volta à sua posição original e precisa, nem um milímetro fora do lugar. Aquela visão foi ainda mais enfurecedora do que a transgressão inicial.

Naquela noite, o calor opressor dos sóis gêmeos de Niima finalmente deu lugar a um crepúsculo poeirento. Rey encontrou Zorii Bliss tomando um trago no fim do balcão, o rosto oculto por uma máscara de sofrimento sob seu visor opaco. — Ele penhorou minha nave — disse Zorii, a voz plana e desprovida de emoção. — Aquela que meu pai me deu. Tudo por uma mão perdida de sabacc. — O noivo dela era, há duas horas, seu ex-noivo. Rey deslizou uma garrafa de algo forte e sem rótulo para ela. — Hoje à noite — declarou Rey, tirando o avental manchado —, não vamos ficar neste buraco. Vamos para a Nebulosa de Azure. Vamos beber coisas caras que não podemos pagar e esquecer que os homens são uma subespécie de verme.

Horas mais tarde, a fachada cintilante do cassino havia se dissolvido em uma névoa embriagada e borrada. Rey tropeçou de volta para a Cantina do Crolute bem depois da meia-noite, apoiando-se pesadamente no braço de um homem chamado Paul, cujo rosto era tão sem graça e esquecível quanto seu nome. A cantina estava quase vazia, exceto pela onipresença dos Cavaleiros de Ren, que bebericavam no mesmo canto sombrio. — Bolo de chocolate! — berrou Rey para a sala vazia, a voz arrastando-se belamente pela embriaguez. — Me prometeram que teria bolo de chocolate! — Paul, parecendo profundamente desconfortável, tentou guiá-la em direção à saída, mas ela se livrou dele. Kylo Ren a observava, com uma expressão inicialmente ilegível, mas quando seus olhos seguiram a mão que Paul havia colocado na base das costas dela, sua mandíbula travou. Um lampejo de algo frio e afiado, como a borda de um caco de vidro quebrado, surgiu em seu olhar.

Ignorando os sussurros cada vez mais desesperados de Paul, Rey cambaleou para longe dele e investiu na direção dos Cavaleiros de Ren, com um sorriso caótico estampado no rosto. — Ora, ora, ora — balbuciou ela, apoiando-se na mesa deles. — Se não é o clube dos homens calados e assustadores. — Ela cutucou o capacete do Cavaleiro mais próximo, uma figura volumosa chamada Vicrul. — Este aqui fala? — Ela se inclinou de forma conspiratória para Cardo, o mais quieto do grupo. — Aposto que ele morde. — O homem permaneceu imóvel, uma estátua de paciência de obsidiana, mas a imobilidade de Kylo Ren era de um tipo diferente. Era a tensão enrolada de uma mola prestes a arrebentar.

Antes que ela pudesse oferecer mais alguma sabedoria bêbada, uma mão poderosa fechou-se em sua cintura. — Já chega — disse Kylo, a voz perigosamente baixa. Ele a puxou para longe da mesa com uma força que não exigia esforço. — Vou levar você para casa. — Rey começou a lutar imediatamente, chutando as pernas inutilmente. — Eu não quero ir para casa com você! Me solta! Eu estou com o Paul! — protestou ela, apontando vagamente para o homem que agora estava paralisado perto da porta, parecendo um herbívoro assustado. Kylo não deu a mínima para os protestos. Em um movimento rápido e decisivo, ele se abaixou e a içou sobre o ombro, com o estômago dela pressionado contra a linha rígida de suas costas. Rey soltou um grito indignado enquanto seu mundo virava de cabeça para baixo. — Você não pode simplesmente...! Minha saia! — gritou ela, sentindo a bainha do vestido subir sem cerimônia, expondo a parte de trás de suas coxas ao ar fresco da noite. Kylo ajustou a pegada, sua mão pousando firmemente no traseiro dela. Ele deu um tapinha proprietário. — Não se preocupe — rosnou ele, a voz sendo uma vibração retumbante contra o estômago dela enquanto ele começava a caminhar em direção à porta. — É uma bela bunda.

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