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A Vingança do Alfa

A Vingança do Alfa

Dernière mise à jour: 2026-03-28 13:14:32
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Synopsis

Ele me roubou para ser uma arma em sua guerra de vingan?a de uma década. Me via como nada mais que uma ferramenta para destruir minha família. Mas no instante em que meu cheiro o atingiu, seu lobo uivou uma única palavra devastadora: Companheira. Damien Blackwood, o Alfa implacável que vive para a vingan?a, está agora preso pelo destino à única mulher que deve destruir. Para mim, meu captor é um monstro com olhos repletos de tormento, um homem dilacerado entre seu sagrado voto de ódio e a necessidade primária de me proteger. à medida que inimigos se aproximam e os sangrentos segredos do nosso passado se revelam, descubro um poder adormecido no meu próprio sangue — um poder que pode nos salvar ou nos condenar. Pode o amor abrir um novo caminho através de um legado de morte, ou sua sede de vingan?a nos consumirá a ambos?


Chapitre1

O grito foi devorado pelo rugido indiferente da cidade.

Em um momento, Lyra Valerius caminhava para casa vinda da biblioteca da universidade, perdida em pensamentos sobre manuscritos de folclore antigo. No seguinte, uma van preta freou bruscamente ao seu lado, a porta lateral deslizando com um soco sibilante e ameaçador. Antes que pudesse processar o perigo, duas figuras em trajes táticos escuros avançaram sobre ela. Uma mão enluvada apertou sua boca, abafando qualquer clamor, enquanto um braço poderoso envolveu sua cintura, erguendo-a do chão como se ela não pesasse nada.

O pânico, frio e absoluto, tomou conta dela. Lyra lutou, chutou e debateu-se, mas era como golpear estátuas de rocha. Um odor forte, doce e enjoativo, vindo de um pano pressionado contra seu rosto, foi a última coisa que registrou antes que o mundo se dissolvesse em uma escuridão silenciosa e vertiginosa.

Quando a consciência retornou, veio em fragmentos. O ronco baixo de um motor. O cheiro de pinho e aço frio. Uma voz, grave e autoritária, dando ordens. — Nenhum dano deve ser causado a ela. Ela é uma ferramenta, nada mais. Manuseiem com cuidado.

Uma ferramenta?

As palavras ecoaram nos recessos nublados de sua mente enquanto a escuridão a reivindicava novamente.

O despertar seguinte foi brusco. Ela estava caída em um chão de pedra frio, com os pulsos presos à frente do corpo por uma braçadeira de plástico áspera. Lyra piscou, os sentidos voltando lentamente à atividade. O lugar parecia mais uma cela de masmorra do que qualquer outra coisa. Paredes de pedra úmida, sem janelas, e uma única lâmpada nua pendurada no teto, projetando sombras longas e dançantes. O ar estava gelado e cheirava a terra úmida e a algo mais... algo selvagem e perigoso, como uma tempestade aprisionada entre quatro paredes.

Uma pesada porta de ferro rangeu ao abrir, e um homem entrou.

Ele era a tempestade.

Alto e de ombros largos, ele se movia com uma graça fluida e predatória que parecia consumir a própria luz do ambiente. Trajava roupas simples e escuras que em nada escondiam a força bruta contida em seu corpo. O cabelo era negro como a asa de um corvo, e o rosto era uma máscara de fúria fria e aristocrática. Era uma face esculpida pela vingança, com um maxilar que poderia cortar vidro e olhos da cor de um lago congelado.

Ele parou a poucos passos de distância, olhando-a não como uma pessoa, mas como um objeto. Uma aquisição.

— Lyra Valerius — declarou ele, a voz no mesmo tom grave e impositivo que ela ouvira na van. Era o tom de quem espera e recebe obediência absoluta.

— Quem... quem é você? — gaguejou Lyra, arrastando-se para trás até que suas costas atingissem a pedra fria e úmida. — O que você quer?

— Meu nome é Damien Blackwood — disse ele, e o nome parecia carregar um peso antigo e denso. — E o que eu quero... é justiça. Seu tio, Kaelen, deve uma dívida à minha família. Uma dívida de sangue. Uma dívida que pretendo cobrar.

Lyra olhou para ele, confusa. Seu tio Kaelen? Ele era um empresário bem-sucedido, embora distante, que administrava sua herança desde a morte de seus pais. O que ele poderia ter a ver com aquele homem aterrorizante?

— Eu não entendo — sussurrou ela. — Meu tio não tem nada a ver comigo. Eu vivo sozinha.

Damien soltou uma risada curta e sem humor. — Ah, ele tem tudo a ver com você. Você, pequena Lyra, é o segredo mais precioso dele. Seu trunfo escondido. E agora, você é a minha arma contra ele.

Ele se agachou, deixando o rosto no mesmo nível do dela. A proximidade era esmagadora. A força pura de sua presença, de sua aura, era como uma pressão física que tornava difícil respirar.

— Você vai me contar tudo o que sabe sobre as operações dele. Suas fraquezas. Seus aliados — ordenou Damien, os olhos gélidos perfurando os dela. — Você será a chave que fará todo o império corrupto dele desmoronar.

Lágrimas de medo e frustração brotaram nos olhos de Lyra. — Eu não sei de nada! Sou apenas uma estudante! Mal o vejo duas vezes por ano! Você pegou a pessoa errada!

Ela estava ficando histérica, a respiração vindo em soluços irregulares. — Por favor, me deixe ir. Eu não contarei a ninguém. Por favor...

Enquanto o pânico atingia o ápice, algo mudou no ar. Um aroma, delicado e etéreo, começou a emanar de sua pele, uma fragrância nascida de seu desespero extremo. Era o cheiro de flores-da-lua desabrochando à meia-noite, de madeira de cedro após uma neve fresca. Era um perfume diferente de qualquer outro.

O cheiro atingiu Damien como um golpe físico.

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