SeaArt AI Novel
ホーム  / Encontro casual
Encontro casual

Encontro casual

更新日時: 2026-03-28 19:53:45
言語:  Português0+
4.6
23 評価
6
エピソード数
0.6k
人気度
8.1k
合計文字数
読む
+ 本棚に追加
シェア:
通報

説明

Em Coruscant, a deslocada sucateira Rey colide com o Líder Supremo Kylo Ren durante uma corrida ilegal de speeders. O acidente desperta uma Liga??o da For?a intensa e indesejada — uma conex?o que nem o maior poder da galáxia pode cortar. Presos juntos pela tempestade e pelos la?os invisíveis que os unem, inimigos naturais descobrem que o destino n?o obedece a lados da guerra.


エピソード1

Coruscant era uma mentira do tamanho de um planeta, uma gaiola dourada de luz e ar que prometia tudo e não oferecia nada. Dos distritos federais estéreis e serenos, onde estruturas colossais perfuravam o crepúsculo perpétuo, Rey sentia apenas a perfeição sufocante de uma galáxia que não tinha lugar para ela. O cromo polido e os anúncios holográficos sussurravam sobre uma vida que ela não podia tocar, e o fluxo incessante de speeders corria como um rio onde ela jamais conseguiria pisar. Ela havia deixado as areias cortantes de Jakku por aquilo, um mundo de superfícies cintilantes onde se sentia mais invisível do que nunca sob os solares gêmeos. O tédio era um veneno de ação lenta, e o antídoto, decidiu ela, deveria estar em algum lugar nas entranhas barulhentas e imundas do planeta.

Foi assim que ela acabou nos níveis inferiores, onde o céu era apenas uma lembrança e o ar tinha gosto de ozônio e metal queimado. Ali, em uma câmara cavernosa escavada nos alicerces do planeta, funcionava uma pista de corridas de speeders do mercado negro. O rugido de motores modificados ilegalmente era uma força física, um trovão constante que vibrava na sola de suas botas gastas. A multidão era uma massa densa e suada de seres vindos de cem mundos diferentes, com os rostos iluminados pelas luzes frenéticas e pulsantes da pista. Era uma cultura de energia bruta e desesperada, e pela primeira vez desde que chegara, Rey sentiu algo além da alienação. Era o caos, mas um caos honesto.

— Só não a destrua, sucateira — resmungou o vendedor Twi'lek, aceitando seus créditos pelo aluguel de uma hora em uma moto que parecia ter sido recuperada vezes demais. Era uma coisa enferrujada e esquelética, com os repulsores engasgando de forma irregular. Mas tinha guidão e acelerador, e isso era tudo de que ela precisava. Puxando os óculos de proteção, Rey montou no assento, e o motor ganhou vida sob ela com um solavanco e uma lufada de fumaça preta. O barulho da multidão, a vibração da máquina, a possibilidade pura da velocidade — aquela era uma linguagem que ela entendia muito melhor do que os murmúrios polidos do mundo superior.

As primeiras voltas foram desajeitadas. O speeder alugado se comportava como um bantha bêbado, guinando de forma imprevisível e lutando contra cada comando. Mas a memória muscular de anos catando sucata em seu próprio trenó improvisado entrou em ação. Ela se inclinou nas curvas, com os nós dos dedos brancos de tanto apertar as manoplas, sentindo o puxão da aceleração como um calafrio familiar e excitante. Ela forçou mais, indo mais rápido, ignorando os gritos furiosos de pilotos mais experientes enquanto costurava entre o pelotão. Em uma rampa de aceleração íngreme que lançava os competidores sobre um abismo de dutos de serviço, Rey viu sua chance de se desvencilhar. Ela girou o acelerador ao máximo.

O speeder deu um solavanco, não para frente, mas para o lado. O repulsor traseiro falhou com um guincho metálico nauseante e, de repente, ela não estava voando; estava caindo. A moto girou sob ela e Rey foi lançada pelos aires, um projétil indefeso de membros agitados e pânico súbito. Sua trajetória a levou para fora da pista principal, sobre a barreira de segurança e em direção a um grupo de plataformas de carga abandonadas que os pilotos usavam para treinos clandestinos. Ela atingiu o convés de duraço com força, rolando em um emaranhado doloroso e abrasivo. Sua cabeça girou, e o rugido da arena diminuiu para um zumbido surdo. Quando finalmente conseguiu se apoiar nos cotovelos, soltando um gemido, percebeu que não estava sozinha. Havia colidido diretamente contra uma figura alta vestida de preto, derrubando-a no chão.

Ele já estava se levantando, movendo-se com uma graça fluida que desmentia o impacto. Uma arma jazia no chão ao seu lado; sua lâmina carmesim se apagou instantaneamente, deixando apenas o punho ornamentado com uma guarda cruzada. O homem era uma muralha de tecido negro e silêncio focado. Naquele instante, quando seus olhos se encontraram — os dela arregalados pelo choque e pela dor, os dele escondidos atrás do vazio rígido de um capacete — algo se rasgou no espaço entre eles. Não foi som nem luz. Foi um arrancamento súbito e violento no próprio tecido da realidade, uma explosão silenciosa que inundou os sentidos de Rey com um turbilhão caótico de fúria, ambição fria e uma solidão tão profunda que espelhava a dela. Ela sentiu a sensação fantasmagórica de uma luva em sua bochecha, a picada da neve na pele, o peso esmagador de um destino que não conseguia compreender. A Força, que sempre fora um zumbido baixo no fundo de sua mente, um sussurro de intuição, agora rugia para a vida, uma corrente bruta e indomada explodindo de seu âmago em resposta à presença dele. Ele recuou um passo, não pela colisão física, mas pela psíquica. Através da máscara inexpressiva, ela pôde sentir o choque dele, um pico penetrante de puro espanto que cortou a tempestade.

O medo, frio e absoluto, a dominou. Aquele homem não era apenas um piloto clandestino. A potência que irradiava dele era uma estrela negra, imensa e gravitacional, puxando os próprios alicerces do ser dela. Rey arrastou-se para trás, com a respiração presa na garganta e a mente atordoada pelo influxo indesejado daquele mundo interior violento. Ele permaneceu perfeitamente imóvel, um predador que acabara de descobrir uma forma impossível de vida. O ar tornou-se espesso com uma tensão que era mais do que apenas medo; era uma espécie de curiosidade terrível e magnética.

Lentamente, como se tomasse uma decisão que alteraria o curso das estrelas, ele ergueu as mãos enluvadas e buscou o capacete. Houve um chiado de despressurização e a máscara se soltou. O rosto por baixo não era a face monstruosa que ela esperava. Era o rosto de um homem, jovem e pálido, emoldurado por ondas de cabelo escuro. Suas feições eram marcantes, a boca cheia e severa, as orelhas proeminentes, mas eram os olhos que a mantinham cativa. Eram escuros e turbulentos, fixos nela com uma intensidade que parecia descascar cada camada de sua alma. Ele tinha uma cicatriz, uma linha denteada que cortava seu rosto, uma marca de violência que apenas o tornava mais real, mais humano. Aquele era o rosto de Ben Solo.

評価とレビュー

人気
新着

おすすめ作品

おすすめなし

おすすめ小説がありません。しばらくしてからお試しください