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De Inimigos a Amantes

De Inimigos a Amantes

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By: ThisIsFine犬
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Краткое содержание

Existem três verdades absolutas na minha vida: meu irm?o é o meu porto seguro; estou prestes a come?ar uma vida nova na Universidade Blackwood; e eu odeio Jax Ryder com cada fibra do meu ser. Ele é o deus arrogante e intocável do time de hóquei de Blackwood e, por uma década, tem sido o meu tormento particular. Ele também é o melhor amigo do meu irm?o. O único homem que sou proibida de tocar. Nossa guerra é um jogo brutal que já dura dez anos, feito de insultos e uma tens?o latente. Mas agora estamos na mesma faculdade, e n?o há para onde fugir. Cada respira??o dividida em uma sala cheia é um desafio. Cada toque acidental de sua pele é um incêndio que eu n?o deveria desejar. Ele acha que me conhece. Acha que pode me quebrar. Acha que esse jogo de ódio é o único que jamais jogaremos. Ele está prestes a aprender uma nova verdade: a única coisa mais perigosa do que odiar Jax Ryder é querê-lo.


Глава1

O ar no terminal estava pesado, impregnado com o cheiro de café amanhecido e uma ansiedade reciclada. Na última hora, Ava Monroe esteve presa no purgatório da fila do aeroporto, espremida entre o otimismo agressivamente alegre de seu irmão e a presença sufocante de Jax Ryder.

Ryan, sempre o garoto de ouro, estava distraído, deslizando o dedo pela tela do celular. Mas Jax... Jax era uma nuvem de tempestade em forma humana. Um homem de um metro e noventa e três, um ataque vivo ao meu sistema nervoso, e o melhor amigo do meu irmão durante os dez anos do meu inferno pessoal.

Outra garota o secou com o olhar. Seus olhos demoraram na linha afiada do maxilar dele, nos cabelos escuros e rebeldes que caíam sobre a testa, na forma como o moletom preto se esticava em ombros feitos para a violência. Jax nem notou. Ou fingiu não notar. Ele estava encostado na barra de sinalização, exalando uma arrogância preguiçosa e uma energia contida, como um predador entediado com o zoológico.

— Eu juro — murmurei, num sussurro sibilante voltado apenas para Ryan — que se mais uma garota olhar para ele como se fosse algum tipo de fantasia sombria e torturada, vou usar minha mala de mão como saco de vômito.

Ryan nem desviou os olhos do aparelho. — Ela não vai ser a última.

Ao meu lado, os lábios de Jax se curvaram em um sorriso de canto. Ele tinha ouvido. É claro que ouviu. A audição dele era tão afiada quanto o seu temperamento. — Não dá para culpá-las — disse ele, a voz um estrondo baixo e rouco que vibrou pelo ar e atingiu diretamente os meus ossos. — Eu sou um grande acontecimento.

Virei-me para ele com uma expressão totalmente inexpressiva. — Sim. O tipo de acontecimento que provavelmente acha que uma ordem de restrição é apenas uma garota se fazendo de difícil.

Era um jogo antigo, nossa guerra de palavras. Um ritual de uma década feito de memórias usadas como armas e ataques cirúrgicos. Era a única forma que sabíamos conversar.

Ele arqueou uma sobrancelha, seus olhos verdes — da cor de um mar revolto em plena tempestade — prendendo-se nos meus. — Pelo menos eu não chorei no baile do penúltimo ano porque um cara disse que o meu vestido era "agressivamente rosa".

O calor subiu às minhas bochechas. — Era rosa vintage! E foi você quem mandou ele dizer aquilo!

— Eu só fui preciso — ele rebateu, o olhar caindo para a minha boca por uma fração de segundo. — Assim como fui preciso quando disse ao Ryan que você provavelmente levaria dezessete pares de sapatos para um curso de quatro anos.

— Eu trouxe três! — disparei, agudamente consciente do calor que emanava do corpo dele. Ele estava perto demais. Ele estava sempre perto demais. Mesmo parado a trinta centímetros de distância, ele parecia consumir todo o oxigênio do lugar. Seu cheiro — cedro, ar frio e algo penetrante e masculino que passei anos me forçando a odiar — infiltrava-se sob a minha pele. Meu pulso, aquele traidor, acelerou. Disse a mim mesma que era raiva. Era sempre raiva.

— Parem com isso, crianças — Ryan suspirou, finalmente erguendo a cabeça. Seu rosto era uma máscara de exaustão afetuosa. — Pelo amor de Deus, se vocês flertarem mais um pouco, vão ser barrados pela segurança do aeroporto. Podemos ter cinco minutos de paz antes de ficarmos presos em um avião juntos por três horas?

— Não estamos flertando — Ava e Jax disseram em um uníssono perfeito e carregado de nojo.

Ryan apenas balançou a cabeça e voltou para o celular.

A fila avançou lentamente. Arrastei minha mala, ignorando ostensivamente o homem ao meu lado. Mas eu sentia os olhos dele em mim, um peso possessivo que acompanhava cada movimento meu. Eu tinha colocado um pequeno piercing de prata na orelha semana passada. Sabia, sem sombra de dúvida, que ele já tinha notado. Ele notava tudo. E depois usaria isso contra mim. Era assim que o nosso jogo funcionava.

— Para onde você está indo?

A voz veio de trás de mim, casual e calorosa. Virei-me, grata pela distração. O rapaz era atraente, com um sorriso gentil e olhos suaves e inteligentes. Ele segurava um livro, com a ponta da página dobrada.

— Crestwood — respondi, oferecendo um sorriso pequeno e sincero. — Vou começar na Universidade Blackwood.

Ele ergueu as sobrancelhas, surpreso. — Não brinca. Eu também. — Ele estendeu a mão. — Sou o Leo.

— Ava. — Apertei a mão dele. O aperto era firme, mas delicado. Normal. Seguro. Tudo o que Jax não era. — Curso de Administração?

— É — disse ele, o sorriso aumentando. — E você?

— O mesmo — soltei o ar, um lampejo de esperança real cortando minha ansiedade. — Mundo pequeno.

— Pois é, a gente se vê no campus, então.

Por um momento, foi fácil. Conversar com Leo parecia o ato de respirar depois de passar tempo demais debaixo d'água. Um espaço calmo e silencioso no caos que era a minha vida.

Então Jax se mexeu.

Não foi um movimento grande, mas a atmosfera mudou. Aquele zumbido baixo de animosidade transformou-se em um rugido. Ele deu um passo discreto à frente, tornando-se uma parede silenciosa e imponente, bloqueando efetivamente minha visão de Leo.

— Que bonitinho — Jax arrastou as palavras, a voz puro ácido. Ele nem sequer olhou para Leo; seus olhos estavam fixos em mim. — Já fazendo amiguinhos, Monroe? Não crie muitas expectativas. Ele provavelmente tem uma playlist selecionada de músicas indie tristes e acha que gostar de café com abóbora é um traço de personalidade.

Minha mandíbula travou. Eu odiava o fato de ele conhecer o meu tipo. Odiava que ele estivesse me observando há tempo suficiente para saber para onde eu corria quando me sentia despedaçada. Meu ex, Mark, tinha sido exatamente esse tipo de garoto — todo sorrisos suaves e promessas vazias. A lembrança da traição de Mark — a mensagem de texto que estilhaçou o meu mundo — brilhou na minha mente, afiada e feia.

— Cala a boca, Jax — eu disse, com a voz mais fria do que pretendia.

O sorriso de Jax só aumentou. Ele finalmente se dignou a lançar um olhar para Leo, um vislumbre desdenhoso e predatório. — Blackwood, né? Espero que goste de comida misteriosa e dormitórios que cheiram a decepção.

Leo, abençoado seja, apenas ofereceu um sorriso amarelo. — Vou manter isso em mente.

A fila andou novamente. O momento acabou. Mas, enquanto eu me virava, senti o olhar de Jax nas minhas costas, quente e possessivo. Uma marca. Um aviso.

Aquilo não era apenas um novo começo. Era a continuação de uma antiga guerra. E o campo de batalha acabara de ficar muito menor.

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